segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Na vitrola

Passado o súbito ataque de fúria, voltamos à nossa programação normal...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Enfim, livres.

Tivesse sido digno o bastante para pedir demissão logo após a goleada sofrida diante da Lusa, no final de setembro, Tite teria um pouco mais do meu respeito neste momento. Porém, ao transformar sua despedida em algo pateticamente épico, como se sua passagem fosse o maior evento dos 103 anos de história do clube, o Adenor conseguiu, mesmo, foi o meu nojo. 

Se enxerga, né, rapaz?!...

A superexposição tem sido tamanha que, hoje, não suporto mais nem olhar para a cara desse babaca - perdoem-me os titetes, mas não conheço tratamento mais adequado para carolinha barbado que se refere a Deus como "papai do céu". 

Pois chame-O como quiser, mas vá com Ele, Tite. E, esteja onde estiver, fique por lá pelas próximas décadas, se possível; "até breve" é o caráleo!

Enfim, livres. Que venha Mano Menezes.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Bota na conta do Pato!



Esse é o vergonhoso mapa de toques do Timão na temporada 2013, atualizado até 17 de outubro. Creio que a imagem, bastante elucidativa,  fale por si.

Sério mesmo que, em meio a tantas  - e tão consistentes - candidaturas, continuaremos elegendo a cavadinha de Alexandre Pato como a imagem-símbolo do momento crítico que vivemos?

Sem paciência

Pouparei-me de escrever sobre a canalha, conveniente e, para dizer o mínimo, desinteligente fritura de um jovem jogador contratado ao custo de 40 milhões de reais. Ando totalmente sem paciência com essa esparrela toda. 
Ademais, considero desnecessário, visto que minhas impressões sobre o caso foram perfeitamente contempladas pelo que andei lendo aqui, aqui e, principalmente, neste comentário aqui - feito pelo Samuel no Blog do Silvinho

Leiam. Vale a pena.

Limitar-me-ei, portanto, a citar que, se para 70% da torcida (que mordeu a isca direitinho), a infame e irresponsável cavadinha de Pato basta para traduzir a desnecessária crise que vivemos, ao menos para mim, a imagem-símbolo desse circo todo é outra...


Afinal, até quando teremos que agüentar esse PALHAÇO posando de pop star com a camisa do Timão? Até quando teremos de conviver com o interminável ano de 2012 - do qual eu já começo a pegar raiva?? 
Porra, semana sim, outra também, esse VAGABUNDO vem vomitar na nossa cara que, por ser "campeão de tudo", o elenco atual não precisa provar mais nada para ninguém!... 

Será que não percebem que o câncer que nos mata é justamente esse aí? E não me refiro ao atleta Emerson Sheik, mas a tudo o que essa postura dele representa. A arrogância, a prepotência, a soberba, o deslumbramento, a vaidade, o fisiologismo, o coxismo, o novo-riquismo, em suma, o bambinismo, lamentavelmente, contaminaram nosso Corinthians, do gabinete presidencial às arquibancadas.

Que 2014 traga, de presente, nosso Coringão de volta!

* * * * *


Taí algo sobre o qual venho ponderando há tempos, mas não manifestava por receio de parecer conspiratório demais.


* * * * *

Ok, é muito cedo para empolgação, mas algo me diz que Walter ainda vai colocar Cássio no banco...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

E trabalhar, que é bom: nada?




Peguei como exemplo as duas mais recentes e uma outra qualquer - a primeira que, após duas ou três taças de vinho, consegui puxar de memória. Mas estou certo de que, se fizermos um levantamento mais acurado, fatalmente constataremos que, semana sim, outra também, os treinos do Timão sempre rendem alguma gracinha

Sem floreios: de "torcida que possui um time", o Coringão, ultimamente, vem se reduzindo a um "Marketing que possui uma torcida". Aliás, uma não: a torcida - simplesmente, o melhor mercado com que um publicitário ousaria sonhar.
E é docilmente que caminhamos para isso...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SPFW 0 x 0 Corinthians: CHUPA, ROGÉRIO!!!

Depois de uma vexatória seqüência de 7 partidas sem sequer balançarmos as redes ter sido coroada com aqueles inaceitáveis quatro a zero sofridos diante da Portuguesa (especialmente inaceitáveis por terem sido "apenas" quatro; fossem sete ou oito e, ao menos, Tite teria sido demitido ainda no vestiário), até que esboçamos uma certa reação no campeonato: com 6 pontos conquistados nos últimos 12 disputados, pasmem!, conseguimos içar nosso aproveitamento - que vinha na casa dos quatorze - para razoáveis cinqüenta por cento.

Desde então, o torcedor voltou a ser brindado com uma boa vitória 1ª etapa diante do Bahia e, para não perdermos o hábito, outros três modorrentos empates por zero a zero - placar que, sejamos óbvios um pouco, é sempre preferível a uma derrota, né?!

Aliás, anestesiado como me encontro neste momento, eu nem me importaria mais caso o time empatasse sem gols todas as demais partidas que lhe restam neste Brasileirão (até porque, se o objetivo for  - como parece ser - apenas o de se manter na elite, então essa mediocridade já nos atenderá perfeitamente), desde que houvesse vencido esta última
Bater a descontrolada bicharada em pleno Jd. Leonor, empurrando-as abismo abaixo rumo à segundona, por tudo o que a história recente deste clássico representa, era quase uma obrigação!

Infelizmente, porém, bastaram alguns minutos de partida para percebermos que o plano era o mesmo de sempre, Cérebro: passar 90 minutos naquele rame-rame de intermediária a intermediária e, com isso, assegurar, mais uma vez, o tão valorizado pontinho fora. 
Mas, aos incautos que ainda insistem em subestimar nosso infatigável timoneiro Adenor Bacchi, um verdadeiro ás da estratégia, já aviso que o planejamento da comissão técnica, evidentemente, não parava por aí! Afinal, jamais deve ser descartada a possibilidade - ao contrário, sempre friamente calculada pelos matemáticos do primeiro-mundista Depto. de Scout idealizado por Edu Gaspar - de que a Fortuna resolva nos sorrir justamente naquele dia, providenciando, assim, para que achemos aquela bola que nos garantirá a tão sonhada vantagem no placar...

Pois não é que, dessa vez, a tal bola apareceu? E duas vezes, ainda! 
Porém, desafortunadamente, ambas foram parar nos pés de Emerson Sheik. E, como já é sabido, quando não está promovendo orgias etílico-tabagistas no luxuoso iate que mantém em Angra (o que ocorre a cada 3 rodadas, religiosamente), o "herói da Libertadores" certamente estará em campo, providenciando para que sua fonte pagadora continue incapaz de tirar o placar do zero.

Ontem, em que pese a falta de alternativas proporcionada pelas ausências de Pato e Guerrero, era preferível que esse PALHAÇO estivesse em seu iate - onde, sem dúvida alguma, atrapalharia menos.
Aliás, às vezes, nem assim ele deixa de atrapalhar. O Instagram do dito cujo está aí para provar isso.

E ainda teve Tite sacando da cartola seu bizarro - e, cada vez mais, digno de pena - arsenal de pardalices... e teve formação final com direito a três laterais e quatro volantes em campo... e, claro, como não poderia deixar de ser, teve Ibson!

Mas nem tudo foi perdido: Diego Macedo, responsável direto pelas bolas do jogo que a "sorte" cuidou de pôr nos pés de Emerson, mostrou-se uma grata surpresa. 

E, claro, teve ele:

Cássioooooooooooooooooooooo!


CURTAS

- Se tivéssemos um treinador de goleiros capaz de corrigir seu temerário jogo aéreo, Cássio já estaria dono da camisa 1 da Seleção, seguramente.

- E agora, senhores semi-deuses do STJD, quantos mandos de jogo a bicharada perderá por conta dos gravíssimos fatos ocorridos ontem, hein? Se houver um mínimo de coerência nessa espelunca, eles, certamente, terão de passar o restante de sua luta contra o rebaixamento distantes do obsoleto Ex-tádio...

- A propósito, atuação no mínimo desastrosa da  PM paulista no episódio, com direito até a borrachada num pai que tentava proteger seu filho da confusão. 
A exemplo do placar, portanto, também neste quesito, seguimos sem novidades...

- De cara, no calor da jogada, não vi pênalti. Depois, pela super câmera lenta da TV, achei que foi. Mas acredito que, mais do que qualquer ângulo de imagem, há um questionamento que resolve a charada: se fosse na outra área, àquela altura do jogo, acaso ele daria?

- CHUPA ROGÉRIO CENI!!!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Utilidade pública



Para quem vai ao show amanhã e já quer ir entrando no clima (ou para quem apenas está no pique de ouvir uma Sabbazêra, tanto faz...), segue link para baixar o set list completo da turnê do Black Sabbath, em versões de estúdio - tudo em 320 kbps.



War Pigs
Into The Void
Under the Sun
Snowblind
Age Of Reason
Black Sabbath
Behind The Wall Of Sleep
N.I.B.
End Of The Beginning
Fairies Wear Boots
Rat Salad
Iron Man
God Is Dead?
Dirty Women
Embryo / Children Of The Grave
Paranoid


Abraços, bom show, feliz 2014 (venha, Mano!) e, principalmente, VAI CORINTHIANS!!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Deprimente


Observe bem esta imagem e, por favor, responda (que não, de preferência): sério mesmo que é sob o comando dele que daremos seqüência na temporada?

O cara é hoje, para mim, a face da derrota... Meu Deus!...

domingo, 29 de setembro de 2013

Portuguesa 4 (quatro!) x 0 Corinthians: há males que vêm para o bem!!

Se ainda havia alguma dúvida, ela foi por terra hoje: o elenco não quer mais o Seu Adenor. Há tempos que estão tentando dar o recado com sutileza, poupando-nos de maiores vexames, mas, diante da cegueira prepotente de dirigentes e torcedores, creio que resolveram partir para a ignorância, mesmo.

E, agora, das duas, uma: ou cai Tite, ou caímos nós. Ou melhor: ou Mário Gobbi nos entrega a cabeça desse cara ainda hoje, ou, amanhã, passaremos a pedir pela dele. 

BASTA!

Que, amanhã mesmo, seja anunciado um novo técnico - que não precisa nem ser o Mano, mas bem que poderia; que ele identifique as maçãs podres do elenco e as afaste imediatamente, sejam quantas forem (tchau, Emerson!); e que comande um ou dois treinos e vá direto para Porto Alegre - salvar não apenas esse 2º semestre, mas também o 1º do próximo ano.

Afinal, até a teimosia precisa encontrar limites. E fique claro que não estou me referindo ao Adenor: dele eu nem falo mais, aliás; há alguns meses que já desisti. 
Falo é com você, torcedor corinthiano. Apelo para que, por São Jorge Guerreiro, saia desse estado de torpor, finalmente volte de Tóquio, recoloque os pés no chão e encare a dura realidade dos fatos: se você continuar se esmerando em encontrar desculpinhas para Tite, ano que vem irá comemorar o bicampeonato da Série B.

VAI CORINTHIANS... PORRA!!


Atualização (20:55h)

Pelo visto, mais ainda que o Corinthians, Tite é "incaível". Talvez, Mário Gobbi e os Três Patetas - Edu, Duílio e Roberto - o considerem maior que o próprio clube que dirigem (aliás, dirigem?)...

E nada mais natural que, dentre os trinta e poucos atletas do grupo, Emerson Sheik tenha sido um dos dois que se prontificaram a "blindá-lo", livrando-o da coletiva: se minha chefe não apenas acobertasse meus atos de vagabundagem como ainda me premiasse por eles, eu, sem dúvida alguma, faria o mesmo.


Atualização II (21:15h)

Cabe, aqui, uma retratação: como bem disse Emerson Sheik - o super-herói que nos "libertou" da Maldição da Libertadores -, "esse grupo não precisa provar mais nada para ninguém".

Que São Jorge nos proteja...

sábado, 21 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Corinthians 1 x 2 Goiás: mudei de idéia quanto ao Adenor...


...não acho mais que devamos demiti-lo em dezembro; Tite deve sair do comando técnico do Corinthians amanhã mesmo, isso sim. Afinal, por enquanto, ainda estamos tão distantes do "Z" quanto do "G" quatro...

Mas não sejamos ingratos (seus cornetas!): muito obrigado por haver honrado cada centavo do seu salário de mais de meio milhão, Seu Adenor.

E, aos amigos de Jihad, um feliz 2014!

VAI CORINTHIANS!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A História nos absolverá (um apelo verborrágico)

Não, embora o tenha por estopim, esse post não deve ser atribuído ao resultado de ontem - que, stricto sensu, pode e deve ser considerado normal -, mas ao, digamos, conjunto da obra titeana nesta temporada.

Afinal, Tite adentrou 2013 da maneira como todo treinador brasileiro sonha: mesmo tendo vencido a Libertadores no ano anterior, com todos os holofotes voltados para sua equipe, conseguiu a manutenção do grupo.

Ok, perdeu Castán, que fez questão de viver o sonho europeu e sequer aceitou ouvir contraproposta. Seis meses depois, porém, ganhou o quase impecável Gil. 
Também perdeu Alex, por quem recebemos proposta dita irrecusável para alguém de sua idade. Mas recebeu Douglas - de início, bem gordinho, é verdade - e, um semestre depois, o ótimo, embora podre, Renato Augusto. 
Dispensou Liédson, mas recebeu em troca o aloprado - e muito bom de bola - Martinez, além do siempre peligroso Paolo Guerrero.

Some-se a isso tudo o melhor e mais moderno CT da América Latina, departamento médico de primeiro mundo, academia idem, fisiologia ibidem, salários gordos e sempre em dia, ônibus com sistema de cromoterapia - para todo mundo ficar calminho - e o caralho a quatro, estádio sempre lotado, torcida apoiando - na vitória ou na derrota - 95 minutos por jogo, e etc, etc, etc.

Já sei: você poderá dizer que, um ano após ter conquistado a maior estrela de seu, hoje, lustroso currículo (aliás, vamos por os pingos nos is: é o Adenor quem deve gratidão eterna ao Corinthians, e não o contrário!), Tite finalmente teve de dar adeus ao volante Paulinho - o grande diferencial da equipe. 
Porém, para essa perda, por demais anunciada, o técnico pôde se preparar com muitos - mas muitos - meses de antecedência. As contratações antecipadas de Edenílson e Guilherme indicam um nível de planejamento, até então, jamais visto no Parque São Jorge.

Ademais, a vida precisa seguir em frente: chegadas e partidas, quando pontuais, são parte do negócio - e a viuvez, como é sabido, sempre foi especialidade de um outro clube aí, jamais nossa.

Porém, não contentes, no início de 2013, coroamos esse - já bastante auspicioso - cenário com a mais cara e badalada contratação da história do futebol brasileiro. Que Alexandre Pato, no fundo, não seja essa coca-cola toda que dele se espera eu até aceito. Contudo, o futebol do garoto é, no mínimo, evidentemente refinado – como é evidente, também, que, para desenvolvê-lo plenamente, o camisa 7 necessita de seqüência. 
Nada, portanto, justificaria mantê-lo durante oito meses na reserva de um jogador mediano que fez sua última (única?) partida em 04 de julho de 2012.

A propósito, abra-se parêntese: vá pra puta que o pariu, Sr. Emerson “um amarelo por jogo” Sheik! Feche-se.

Em meio a tudo isso, a expectativa para o ano de 2013 era a melhor possível. O time que havia acabado de conquistar, brilhantemente, o Bicampeonato Mundial Interclubes da FIFA, iniciaria a próxima temporada ainda mais forte e estrelado. 
Garantia de títulos, portanto? Jamais. Não é assim que a coisa funciona. Mas, certamente, entraríamos ainda mais fortes e competitivos na luta por todos eles. E não seriam poucos, em 2013: Paulista, Libertadores, Recopa (esse, um titulozinho de merda, mas vá lá), Brasileirão, Copa do Brasil e - quem sabe? - a disputa pelo Tri Mundial.

Para o torcedor, insisto, a expectativa era a melhor possível. E nem poderia ser diferente.

E o que se viu em 2013?

O time, desde o início da temporada, mostrou-se emproado e visivelmente desinteressado. No regional, levamos na flauta a longa e enfadonha fase classificatória, empurrando os jogos com a barriga – às vezes, literalmente, pois era evidente a má forma física de alguns atletas. Não foi à tôa que nos classificamos na 5ª colocação, atrás de Ponte Preta e Mogi Mirim(!).

Já na fase decisiva do Paulistão, quando bateu aquele sentimento de “agora vai!”, fizemos partida medíocre contra os Bambis, arrancando a suada classificação para as finais apenas na decisão por pênaltis. Pois foi somente no 1º tempo da primeira partida das finais, contra o Boqueirense, que, enfim, o time voltou a demonstrar aquela tal in-ten-si-da-de que nos consagrou no ano anterior – o que, registre-se, à época apenas reforçou, em nós, a sensação de que o time escolhia os jogos nos quais realmente jogaria bola.
Antes disso, é verdade, já havíamos testemunhado um ou outro lampejo em jogos da Libertadores - mas nada daquela regularidade, daquele padrão com o qual havíamos nos acostumado.

Por falar em Libertadores, fomos removidos, sim – mas não podemos nos esquecer de que, até o fatídico jogo apitado pelo Sr. Carlos Amarilla (cuja alma, tenho certeza, São Jorge se encarregará, pessoalmente, de escoltar até a porta dos Infernos!), nossa campanha não era nem sombra da do ano anterior: empate contra o medíocre San Jose na ida; preguiça de goleá-lo, abrindo saldo, na volta – o que nos custou nada menos que o cruzamento com o mordido Boca Juniors.

O confronto em Buenos Aires foi um show à parte. Pela primeira vez em minha vida, vi os Xeneizes, em plena Bombonera, passarem os 15 minutos iniciais de uma peleja respeitando – temendo? – o adversário. Pois a res-pei-ta-bi-li-da-de titeana fez questão de, aos poucos, inverter o cenário. Algo, aliás, que, meses depois, voltaria a acontecer pelo Brasileirão: primeiro contra os bambi, então assustados pela maior seqüência negativa de sua história; depois, diante dos Pequeninos da Vila - recém destroçados por um dos maiores vexames internacionais já protagonizados por um clube brasileiro.
Pois, nos três confrontos mencionados, demos verdadeira aula sobre como se resgatar o moral e a auto-estima do adversário ao longo de uma partida na qual ele já entrou derrotado.

“Ah, mas também ganhamos a Recopa!...”

Ora, por favor, vai: Recopa não conta. Foi legal para sacanear o colega de trabalho que torce para o time da Vila Sônia, mas só. Além de não valer porra nenhuma, o “título” foi conquistado em cima de um timinho café-com-leite – o desestruturado, desesperado e virtualmente rebaixado saco de pancadas do ano de 2013.

E, finalmente, chegamos ao Brasileirão...

Das 19 partidas do primeiro turno, conseguimos a proeza de simplesmente empatar mais da metade: foram nada menos que 9 (nove!) igualdades, 4 delas em casa – sendo que, destas últimas, curiosamente, 3 foram disputadas contra times que passarão o restante da temporada lutando contra o rebaixamento (Náutico, SPFW e Portuguesa), todas elas sem gols.

Ok, empates jogando em casa são tropeços até admissíveis; basta que os dois pontos perdidos sejam recuperados onde o planejamento inicial previa a conquista de apenas um – ou seja: fora de casa.
O problema é que, das 9 partidas em que atuamos fora de casa ao longo do primeiro turno, vencemos apenas 2, contra Criciúma e Bahia. E o pior, o mais irritante de tudo, é que somamos tão pouco fora de casa porque, visivelmente, jamais, em momento algum, abrimos mão do planejamento de jogar pelo empate fora.

Algum profissional da área de Planejamento precisa explicar para essa comissão técnica que um plano de ação não é algo estático: ele pode – e deve! – ser repensado a cada etapa, sempre à luz do desempenho obtido na etapa anterior. E, como muito dificilmente um time conseguirá 100% de aproveitamento nas partidas que disputará em seus domínios, a única maneira de se tornar Campeão Brasileiro é engatando seqüências (assim mesmo, no plural) de quatro, cinco, seis triunfos consecutivos – o que requer, necessariamente, que se acumule vitórias fora de casa.
Não tem outra fórmula mágica: tem que vencer as partidas que disputa, ponto.

Pois a seqüência mais elástica que conseguimos até aqui neste Brasileirão foi de 2 vitórias seguidas. Lamentável.
Tão lamentável, aliás, quanto aquela inesquecível derrota para os reservas dos reservas do Atlético Mineiro, em pleno Pacaembu...

A essa altura, falar em hexacampeonato Brasileiro soaria até patético. Basta olharmos para a tabela.
Porém, por tudo o que foi exposto acima, mesmo pela tão sonhada e supervalorizada vaguinha no G4 – o grande objetivo dos medíocres – eu já começo a temer. Principalmente, porque Tite saiu de campo ontem dando sinais de, enfim, estar se sentindo acuado. Da última vez em que se viu assim, por ocasião da derrota ante o Tolima, tratou logo de montar para a partida seguinte um ferrolho que – ok, garantiu-lhe o emprego, mas – deu até nojo de ver.

Ou seja: paradoxalmente, a tendência é que o antídoto de Tite para o problema atual venha na forma de uma dose ainda maior do veneno que, neste momento, nos asfixia.

De uma vez por todas, reconheçamos: o ciclo chegou ao fim. E o façamos agora, justamente porque ainda é cedo - porque não precisamos esperar pela chegada de uma crise para, somente aí, dispensá-lo pela porta dos fundos do Parque São Jorge. E, sobretudo, reconheçamos porque fazê-lo, em hipótese alguma, equivale a negar que, se sua trajetória no Timão foi tão gloriosa, é porque o Seu Adenor teve, sim, seus grandes méritos.
E ele, inegavelmente, os teve. Tite foi capaz de estabelecer um padrão tático que, durante quase dois anos, garantiu-nos inquestionável supremacia nos cenários nacional e continental.
Como não aplaudi-lo, neste caso?

Contudo, também é inegável que se trata de um profissional de repertório limitado. Uma vez observado pelos rivais, anulado em suas armas, mostra-se incapaz de se reinventar, de apresentar soluções para os novos desafios que lhe são propostos (óóó, queria até que minha chefe lesse esse último trecho, hahaha!).

Não, senhores, não precisamos trocar de técnico no meio da temporada. Nem há motivos para isso, por enquanto. Como também não há mais motivos, hoje, para que renovemos seu contrato, que vence ao final deste ano, até dezembro de 2014.

Que, neste momento, tenhamos a coragem de fazer o necessário: certamente, a História nos absolverá.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Na vitrola

Arriscando uma definição, o lado A do Lado B

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais um empate em casa: por aqui, Tite segue prestigiado...

Enfim, chegamos lá: conseguimos empatar com o lanterna em pleno Pacaembu! E, dessa vez, nosso resultado favorito veio com direito a um verdadeiro desfile de bizarras pardalices - um triste espetáculo que culminou com Paulo André deixando a zaga para atuar, por quase um tempo inteiro, como centroavante (!!). 

Já na saída do gramado, porém, o glorioso Sr. Adenor Bacchi, num raro momento de autocrítica, enfim reconheceu que, ontem, perdemos dois pontos. Olha... (não sei nem o que dizer)... embora agradeça muitíssimo pela informação, vejo-me obrigado a discordar de você, Seu Adenor: não, nós não perdemos dois pontos ontem; ontem, o que perdemos foram mais dois pontos - totalizando, ao menos, uma dúzia jogados fora ao longo desse primeiro turno. 
E registre-se que muitos deles, inclusive, foram desperdiçados diante de equipes tecnicamente medíocres e psicologicamente destroçadas -algumas das quais, não à tôa, já têm um pé na segunda divisão do Campeonato Brasileiro: casos de Portuguesa, SPFW e do próprio Náutico, adversário desta última rodada.

Isso, claro, sem contar a inesquecível derrota para os reservas dos reservas do Atlético Mineiro, em pleno Pacaembu.

É... definitivamente, o Adenor se perdeu em 2013. E não adianta nem alegar que, ontem, jogamos severamente desfalcados. Isso é fato, eu sei. Como também é fato, contudo, que Tite tinha à disposição elenco suficiente para, ao menos, compor a defesa apenas com defensores, o meio somente com meio-campistas e o ataque, exclusivamente, com atacantes. E ainda dava para promover as 3 alterações a que tinha direito sem mexer nessa estrutura.

Que foi: quis fazer gracinha para chamar a atenção? Mandar recado para a diretoria?? Se o recado chegou aos gabinetes de Edu, Duílio e Cia eu não sei, mas, ao menos a arquibancada, ALELUIA!, finalmente entendeu a mensagem. 
Demorou demais para a primeira vaia de 2013 - mas antes tarde...

E é assim que entramos no segundo turno: 30 pontos conquistados; 10 atrás do líder Cruzeiro - que, mea culpa, esse blog erroneamente tomou por um catadão de refugos
A partir de agora, para sonharmos com título será preciso nada menos que um aproveitamento superior a 79%. Vou repetir: para somar os 73 pontos necessários a um campeão nacional, precisaremos conquistar "apenas" 43 dos 54 disputados nos próximos meses - um aproveitamento de setenta e nove ponto alguma coisa por cento!

Que me lembre, acho que nunca joguei a toalha em se tratando de Coringão, mas... na boa, bróder?... já era, já. Infelizmente, agora é brigar pelo G4 - a tão sonhada vaga na Neura, grande objetivo dos Coritibas da vida... - e olhe lá!
Esse grupo, sejamos justos, talvez até tenha qualidade para tal - já se superou em diversas oportunidades, inclusive. Porém, no atual momento (e, sobretudo, "com Tite, por Tite e em Tite"), é visível que lhe falta sangue. Haja fé.

E, por favor, não me acuse de cornetagem ou derrotismo: terei imenso prazer em comemorar meu equívoco se, daqui alguns meses, levantarmos a taça.

* * * * *

Mas reconheçamos que nem tudo foi perdido, vai?! Ao menos, fomos brindados com mais essa verdadeira pérola da filosofia poética de Adenor Bacchi...


* * * * *

Quando é que dois mil e doze, finalmente, terá fim?

domingo, 1 de setembro de 2013

Feliz ano novo!

Hoje, tem início o centésimo quarto ano da Era Corinthiana - 104 DC. A todos os irmãos e irmãs de Corinthianismo, registro, assim, meus sinceros votos de um ano novo repleto de realizações e, claro, títulos.

Crédito da imagem: Coleção Corinthiarte

VAI CORINTHIANS!!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Agradecimento

Diz meu pai que, até 1950, ninguém em sua família acompanhava futebol com grande afinco. Minha avó - que, segundo ele, detestava e até proibia brincadeiras de bola - mostrava-se sutilmente simpática ao time de seus patrícios portugueses; meu avô, idem ao clube da colônia italiana. Nada além.

Pois foi por influência de um padrinho, se não me engano, que meu velho e seu irmão mais velho, ainda adolescentes, começaram a acompanhar pelo rádio os jogos do Coringão. Estamos em 1951, ano de mais um dos muitos Campeonatos Paulistas conquistados pelo Time do Povo - porém, esse foi especial: pondo fim a um jejum de 9 anos, o espetacular ataque formado por Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário simplesmente triturou os adversários que ousaram desafiá-lo, anotando inacreditáveis 103 gols em apenas 28 partidas.

Surgia, ali, uma simpatia - ainda discreta, é verdade - pelo Sport Club Corinthians Paulista.

Foi somente alguns anos depois, já vivendo no perímetro urbano, que a simpatia do jovem Seu João se transformou em verdadeira obsessão. Aquilo que, até então, não passava de mera narrativa feita por um radialista qualquer finalmente ganhou forma nas fotografias que ilustravam os jornais. E foi graças a uma dessas imagens que o recém saído da roça se apaixonou de vez pelo Timão: era Gylmar dos Santos Neves, fardamento todo negro, perfeitamente paralelo ao gramado, espichando-se elegantemente para fazer mais uma ponte
Diz, até hoje, que achou linda aquela imagem. Pois foi diante daquela página de jornal que, num dia qualquer de 1954, a conversão se deu por completo.



Uma vez convertido ao Corinthianismo, como não poderia deixar de ser, tratou logo de salvar todas as almas que estivessem ao seu alcance. E foram muitas. Todos os irmãos e irmãs, depois os sobrinhos (mesmo os filhos de seus desafortunados cunhados palmeirenses - que, até hoje, o têm atravessado), minha mãe, os sobrinhos dela, os colegas de trabalho... até minha avó passou a se dizer corinthiana - embora, até o fim de sua vida, continuasse perguntando pelos resultados do time do Canindé. 
Detalhe: quase a totalidade dessas conversões ocorreu durante o longo hiato entre o brilhante título do IV Centenário e o libertador gol de São Basílio, em 1977.

Sem dúvida, o corinthiano mais proselitista que já conheci, esse Seu João.

Pois, ontem, o maior herói desse grande corinthiano se foi. Ao principal responsável por o Corinthianismo haver se tornado a religião oficial de minha família, todas as homenagens.

Descanse em paz, Gylmar. E muito, mas muito obrigado!

domingo, 25 de agosto de 2013

Pelo início do fim de uma crise que, tecnicamente, sequer começou

Logo mais, às 16h, o Timão fará sua estréia no elefante branco do cerrado, o Estádio Mané Garrincha. 

Embora o mando de campo pertença ao rival, Vasco da Gama, não se pode dizer exatamente que jogaremos na casa do adversário, visto que o clube carioca negociou os direitos da peleja com aquela mesma empresa que administrou a partida de despedida de Neymarketing, realizada entre Flamengo e Boqueirense (sim, a inversão de valores foi proposital). O efeito disso é que não haverá cotas fixas, tampouco divisão entre as torcidas; os 63 mil bilhetes são vendidos a qualquer um que possa arcar com míseras 160 pilas pelo ingresso menos caro. 

Ou seja: para os candangos chiques do Plano Piloto / Sudoeste, onde uma quitinete pode custar meio milhão, tratam-se de valores bem acessíveis - diria que quase uma pechincha. Já a candangada fudida das satélites, com sorte, poderá descolar um trampo como vendedor de dogão nas arquibancadas do estádio.

Neste momento, pensei em dar um "viva" à Copa de 2014, mas... refletindo melhor, qual a novidade?!

Enfim, voltando à partida, o Timão irá a campo hoje com Cássio, Edenilson, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Ibson; Danilo, Douglas e Emerson; Paolo Guerrero. De positivo, a entrada de Douglas, que, centralizado, poderá ser a solução para nossa deficiência criativa; de quebra, o camisa 10 ainda empurra Danilo definitivamente para a direita, onde é sabido que ele se sente mais confortável.

De negativo, porém... porra, por que insistir em Ibson quando se pode testar Jocinei - que estará à disposição no banco e,  dizem, tem voado nos treinos?
Quanto à titularidade oferecida em prêmio ao "causador da semana", prefiro nem comentar. Que, para o bem dele, aquela chuteirinha hipócrita que será usada hoje jogue muita bola; que nos ajude a voltar de Brasília com uma convincente vitória!

Sim, vitória. O planejamento titeano de três pontos em casa e um fora só pode ser sacralizado quando a primeira parte da sentença se cumpre. Como não tem sido exatamente esse o caso...

Ademais, como dito no início do post, se não jogaremos em casa, também não jogaremos na casa do adversário - que faz campanha de irregular para medíocre neste Brasileirão.
Sem dúvida, trata-se de jogo para se vencer. Vencer, convencer e começar a espantar de vez essa velha companheira, a crise, que tanto tem rondado o Parque São Jorge nos últimos dias.

VAI CORINTHIANS!

* * * * *

E pensar que, dias atrás, chegamos a sonhar com o retorno de Willian, aqui neste blog?... Pura ingenuidade: "liquidação" no tal de Anzi Makhachkala é tipo sale na Daslu.

* * * * * 

Muita força nessa hora!

Na vitrola

Aquela raça que só se vê em primeiros álbuns...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Luverdense (quem?) 1 x 0 Corinthians: já chega!

A última coisa de que me recordo na partida foi de ter visto o Seu Adenor dando instruções ao Emerson, que entraria em instantes. Sabe Deus quanto tempo depois disso, minha mulher veio me chamar para a cama. Soube do resultado na manhã de hoje, pela internet.

Jogos do Corinthians são todos assim, agora: os únicos em que não durmo, por motivos óbvios, são aqueles que acompanho na arquibancada do Pacaembu. Permaneço acordado, mas confesso que faço diversas pausas contemplativas ao longo da partida - penso na conta para pagar no dia seguinte, repasso mentalmente a discussão com a operadora de telemarketing, observo as mocinhas bonitas que, cada vez mais, povoam o Paulo Machado de Carvalho ...

Dos jogos vistos em casa, no conforto de meu sofá, sinceramente, não me recordo mais qual foi o último que consegui acompanhar até o final.

Mas e agora, vamos falar o quê?

Após a péssima partida contra os reservas do Fluminense, fomos brindados com uma péssima partida contra os reservas do Coritiba e, cereja do bolo, uma ESPETACULARMENTE BISONHA partida contra o todo poderoso Luverdense (quem?).

Detalhe: a vitória sobre o Coxa só saiu aos 45 do segundo tempo, num lance de sorte, de pura malandragem; não fosse por isso, nosso ataque (SIC) já estaria há 3 jogos sem marcar. E, como pau que dá em Chico também tem que dar em Francisco, ontem, a sorte e a malandragem estiveram do outro lado.

E chego a me sentir até ridículo mencionando a irregularidade do gol marcado pelo Luverdense (quem??). Porra, conseguimos ser dominados em campo por uma equipe da Série C do Brasileirão! Repetindo: trata-se de um time da TERCEIRA DIVISÃO - um clube cuja estrutura, sejamos francos, talvez sequer possa ser considerada profissional.

Felipe foi simplesmente medíocre! Além da estatura, difícil saber que mais Tite viu nele para dispensar Marquinhos e Chicão. E o tal de Cléber, que tanto lutamos para tirar da Ponte, por que diabos sequer é relacionado?

Já o garoto Igor, deu mostras de ainda não estar pronto para a assumir a vaga de... Fábio Santos (solte um palavrão neste momento do post). Ibson, que evitei cornetar antes de ver atuando por noventa minutos no lugar do contundido Guilherme, apenas provou o que todos já sabiam, menos eu: não tem a menor condição de vestir a camisa do Corinthians.
E a pergunta feita sobre o Cléber também vale neste caso: cadê o tal de Jocinei??

Agora, difícil mesmo é entender o que ocorre com o setor criativo (SIC) do time. São etapas inteiras sem que se crie uma única jogada de ataque. Impressionante!

Danilo fez sua última grande partida na final da Recopa. Romarinho, que chegou ao Timão como um atacante ousado e criativo, acabou sendo obrigado a se transformar num Jorge Henrique piorado - pois o baixinho marcava mais e finalizava melhor. Emerson, o "grande herói" do título da Libertadores, nunca me convenceu totalmente: sempre gostei dele mais pela personalidade demonstrada que pelo futebol praticado. Já de Paolo Guerrero, sempre lúcido, chego a sentir pena quando o vejo ali, isolado, debatendo-se entre os zagueiros à espera de uma bola que, lamento, jamais chegará.

E de Alexandre Pato, que novamente saiu vaiado, o que dizer? Quarenta milhões jogados na lixeira?

Não acho. Até concordaria se ele fosse o único a destoar do time; mas como explicar que todos os atacantes do Corinthians - TODOS, sem exceção alguma - estejam em má fase?
A situação desse investimento é realmente preocupante. Até porque, vaiá-lo parece ter virado "modinha de arquibancada". Talvez por ele ter aquela pinta de boyzinho, sei lá.

E o pior é ver que, tanto nas arquibancadas quanto nas redes sociais, Tite, para a esmagadora maioria, segue inquestionável.

É evidente que as coisas não estão nada bem no Timão. E, se o problema é tático, técnico ou físico, pouco importa: em qualquer dos casos, a solução passa pela comissão técnica, que precisa, sim, de uma mexida.

Eu começaria pelo cacique: fora Tite!!

(Demorou, mas saí do armário...)

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E, falando nisso...

O post que eu gostaria de ter feito sobre a constrangedora reação de parte da torcida ao "episódio do selinho" está aqui. Clique e leia. Subscrevo.

E, para a meia dúzia de desocupados que, em plena segunda-feira, deram-se ao luxo de fazer protestinho homofóbico na porta do CT, segue minha sugestão:


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Fluminense 0 x 0 Corinthians: um caso para a psiquiatria...

Sinceramente? Me dá uma preguiça profunda de comentar "exibições" como a de ontem.

Esse Corinthians do Seu Adenor tem abusado do direito de ser irritante! Talvez porque, estimulada pelo comportamento da diretoria e de boa parte da torcida, que o tratam como uma espécie de príncipe incontestável, a obsessão defensivista de Tite esteja, neste momento, ganhando contornos de verdadeira patologia. Algo que eu chamaria de obsessão defensiva compulsiva - taí: eis minha singela contribuição aos anais da moderna psiquiatria.

Afinal, convenhamos: com raríssimas exceções (quatro ou cinco, se tanto), em todas as demais partidas de 2013 foi possível verificar o severo agravamento dos sintomas de retrancabilidade já demonstrados por Tite nas temporadas anteriores. De tal modo que já não se trata mais de um futebol pragmático, de resultados, como ocorria até ano passado; trata-se, hoje, da prática de um novo esporte - algo que, muitas vezes, nem de longe se assemelha a futebol.

Sem medo de exagerar, creio que nunca, jamais em toda a história do Futebol Brasileiro um grande time tenha apresentado tamanho desequilíbrio entre os planos defensivo e ofensivo
Aliás, existe isso no Corinthians atual: sistema ofensivo? Não, não se trata de pergunta meramente retórica; a impressão que se tem hoje, nitidamente, é de que a infalibilidade do sistema defensivo corinthiano deixou de ser um meio para se transformar numa finalidade, em si. Mais do que estabelecer prioridades, a equipe de Tite parece, mesmo, é ter abdicado por completo do ofício de fazer gols, mantendo por único e exclusivo objetivo, hoje, a missão de não sofrê-los.

Porra, não podemos jamais nos esquecer de que futebol é, acima de tudo, diversão! E você, torcedor corinthiano, antes de me acusar de corneta, responda: a partida de ontem foi divertida? Ela te entreteve? Te deu algum prazer?
Para mim, foram duas horas de vida desperdiçadas diante da TV...

E o pior é que, na coletiva pós-jogo, Tite deu mostras de que pretende, sim, priorizar um dos dois campeonatos que disputaremos neste segundo semestre. Ou seja: guardando coerência com a lei do mínimo esforço, a tendência é de que, já a partir das próximas partidas, o time adote o modo café-com-leite no Campeonato Brasileiro.

E, diante de tal cenário, novamente pergunto: você, Fiel Torcedor, pretende continuar indo ao Pacaembu nos jogos do Brasileirão? Caso isso realmente se confirme, você está disposto a continuar gastando com ingresso + condução/estacionamento/flanelinha + alimentos e bebidas a preços extorsivos para, no fim das contas, apenas perder duas horas de sua vida gritando, como bobo, em apoio a quem está cagando por aquilo tudo?

Eu, sinceramente, não. 

É triste. Porém, caso tal priorização se confirme, assim como o time, daqui por diante também concentrarei todos os meus esforços nos jogos da Copa do Brasil.

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Creio que o espaço existente entre os homens de frente do Timão comportaria uma partida de futsal inteira, tão distantes estavam um do outro. Óbvio que, se a bola por acaso chegasse a Alexandre Pato, seria somente através de um lançamento em profundidade...
Porém, quando Tite finalmente resolve mandar a campo o grande especialista do elenco neste quesito, adivinha quem sai?

Apaputaqueopariu, né, Seu Adenor!! You tá de brinqueichon uite me, cara?

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Sem comentários...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Corinthians 2 x 0 Vitória: chegamos!



Enfim, entramos no G4, a apenas 4 pontos do líder. Ok, creio que nem o mais otimista dos corinthianos imaginava uma rodada tão perfeita - mas também de sorte se faz um campeão, certo?

Com os 3 pontos conquistados ontem, sobre o Vitória, chegamos à sexta partida consecutiva sem derrota, com 66,7% de aproveitamento desde aquele inaceitável fracasso diante dos reservas do Galo, em pleno Pacaembu.
Aproveitamento de postulante ao título - que é o que esperamos do Corinthians, SEMPRE. Se, ao final de 38 rodadas, o caneco realmente vai se confirmar já é outra história...

Se considerarmos apenas as últimas quatro partidas - Grêmio (c), Criciúma (f), Pequeninos da Vila (f) e Vitória (c) - o aproveitamento salta para 83,3%. Um índice insustentável a médio prazo, mas claramente indicativo de que protagonizamos uma arrancada neste momento do campeonato. 
Ainda oscilaremos, é verdade - como os outros, porém, certamente também oscilarão. Contudo, mantida a pegada, creio que a tendência seja a de já entrarmos no returno como líderes. Oxalá!

A única coisa que me preocupa nisso tudo é a gritante mudança de postura da equipe quando diante de rivais em crise - caso dos empates com a Bicharada e o Boqueirense. Por que diabos, nessas ocasiões, nossos atacantes não demonstram a mesma ousadia apresentada ontem, por exemplo? Bom-mocismo??

Quanto ao jogo, em si, confesso que não pude acompanhar ao vivo. Cornetar comentar apenas com base no compacto - visto no site da Globo, ainda! - seria até possível, porém não muito honesto de minha parte.

Acompanharei, portanto, o voto da maioria; o que vocês acharam do desempenho do Timão, ontem?

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O lance sobre Emerson, no finalzinho do primeiro tempo, não foi pênalti, foi muito pênalti! Já a penalidade realmente assinalada, no segundo tempo, não foi lá muito pênalti, mas foi pênalti.

E que cobrança, a do Pato...

sábado, 10 de agosto de 2013

E aí, vamos jogar bola?

E quis o destino que, logo na primeira partida após a liberação de Chicão, o - em geral, sereno e contemplativo - zagueiro Paulo André fosse expulso.
Com isso, e considerando que Marquinhos foi doado à Roma e o recém contratado Cléber ainda não tem condições físicas (alguém sabe se, na Ponte, estava contundido, afastado ou algo que o valha?), o manjadíssimo 4-2-3-1 do Seu Adenor, amanhã, deverá ficar assim: Cássio; Edenílson, GilFelipe (potrege, Senhor!!), e Fábio Santos (sem comentários); Ralf e Guilherme; Romarinho, Danilo e Emerson; Alexandre Pato (que, tal como Guerrero, seguirá separado dos demais por muito mais que um mero ponto-e-vírgula).

Já Renato Augusto, oficialmente "sem condições de jogo", parece desmentir a tese de que apenas inofensivas cãibras o vitimaram nos minutos finais do vexatório empate contra o Boqueirense, quarta-feira última. 
Só nos resta, neste caso, torcer para que não seja nada mais grave - saravá São Jorge!

Quanto ao adverdsário, trata-se do mais fraco dentre os cavalos paraguaios que, atualmente, ocupam o tão sonhado G4. 
Tal como Cruzeiro (um catadão de refugos), Botafogo e Coritiba (ambos dependentes de craques de meia-idade, que não agüentarão a rotina de quarta e domingo imposta pelo Brasileirão), também do Vitória não espero nada de muito brilhante em 2013. Quando muito, algo entre a 8ª e a 14ª colocação ao final do campeonato - e olhe lá!

Portanto, qualquer que seja a escalação, amanhã, no Pacaembu, não poderemos esperar do "melhor elenco do Brasil" outra coisa senão uma convincente e maiúscula vitória. 
Lembra como era isso? Então...

Então VAI CORINTHIANS!! Porra...

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Ano passado, após vencermos disputa com o time da Baixada, o garoto Romarinho, destaque do Bragantino, chegou ao Timão. 
Já nas primeiras partidas, mostrou-se para a Fiel como um atacante ousado e inventivo, do tipo que parte para cima do zagueiro em todas as bolas que recebe. Parecia ser o nome ideal para o papel de 12º jogador: aquele cara que sempre entra aos 10' do segundo tempo e, descansado, toca o terror nos pobres marcadores adversários.

Hoje, passado mais de um ano sob o dogmático comando de Tite, Romarinho se transformou numa espécie de Jorge Henrique que finaliza mal - e olhem que o arremate do baixinho era nota 3, se muito.

Triste, mas começo a refletir se não teria sido melhor para sua carreira caso os Pequeninos houvessem vencido o leilão...

* * * * *

Considerando que Danilo tem se mostrado cada vez menos regular (sua última grande exibição foi na final da Recopa), e dando continuidade ao tal projeto de rejuvenescimento do elenco, será que não valeria à pena aproveitar a anunciada "liquidação" do Anzhi Makhachkala e repatriar o Willian.

Fica a pergunta.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pequeninos 1 x 1 Corinthians: Tite é Seleção!

Como pode?!...

O adversário de ontem (protagonista recente de uma das mais vexatórias passagens da história do futebol brasileiro), além de tecnicamente inferior, encontrava-se psicologicamente destroçado. Foi nesse cenário que,  logo aos 4 minutos de jogo, o Corinthians abriu o placar - saltando, temporariamente, para a 3ª colocação na tabela.

Agora, tente imaginar a cabeça dos jogadores boqueirenses quando a bola balançou as redes... Prenúncio de nova goleada, não? 
Se, no lance seguinte, um de nossos atacantes aplicasse um rolinho no lateral, então...

No lugar de onde venho, senhores, essa é a hora de ir para cima. Na sua terra, amigo leitor, tenho certeza de que também. Porém, no planeta onde vivem Tite e seus comandados, já está provado, esta é a senha para que o time todo recue, aguardando pelo apito final. 
Trata-se de uma estratégia meio Rocky Balboa. Manja? O cara passa 11 rounds e meio levando porrada para, quem sabe?, enfim encaixar um upper certeiro e redentor.

Aliás, até isso eu compreenderia, claro. Mas desde que tivéssemos aquele contra-ataque mortal - coisa que, convenhamos, não vemos no Corinthians desde a saída de Mano Menezes.

Ok: o Adenor passou o jogo inteiro se esgoelando para que o time avançasse, para que mantivesse a posse de bola, etc. A TV mostrou isso, eu sei. 
Mas, neste caso, por que diabos o elenco não correspondeu? Por insubordinação? Por incompetência? Por acomodação? Porque faltou perna?

Ou porque foi doutrinado nessa cartilha?

Sei não...

Não é de hoje que ando me convencendo de que o lugar de Tite é na Seleção Brasileira. Se dependesse de mim, aliás, assumiria amanhã mesmo.

* * * * *

Se for para falarmos em me-re-ci-men-to, os Pequeninos, ontem, mereceram vencer, inequivocamente. Quem disse que a vida é justa?

* * * * *

Acabei de reler esse post - feito às pressas por alguém que, caso queira sair em férias, precisa cumprir uma semana de trabalho em menos de 24 horas. Salvo engano, contei quatro reticências e dez interrogações.

No mínimo, sintomático.

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Agora, a corneta é sua. Fala aí!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cada um com seus problemas...

Amanhã, na Vila dos Pequeninos, partiremos em busca de mais uma vitória, a terceira consecutiva, para embalar de vez no Brasileirão.

Com os desfalques de Emerson Sheik - que, bestamente, cavou o terceiro amarelo na partida contra o Criciúma - e Alexandre Pato (a confirmar), Tite não terá outra alternativa senão escalar nosso melhor jogador na temporada, Renato Augusto.
Lamento, Adenor: c'est la vie!

Já o adversário, por sua vez, vem de um dos mais vexatórios massacres da história recente do futebol...

Não, senhores, não foi apenas pelos 8 a 0 sofridos no pomposo Camp Nou; foi porque, se a partida terminasse em 15 ou 16 tentos para o Barça, o placar faria ainda mais justiça ainda assim seria injusto!
Afinal, convenhamos: o Boqueirense foi esculhambado na Europa. E muito. E com requintes. Em mais de um momento, por exemplo, foi possível ver os atletas do time catalão brincando de melê na grande área dos Pequeninos... 
Uma vergonha inenarrável, que para sempre ficará inscrita no DNA desses pobres (e jovens) atletas - o que chega a ser quase um crime, visto que a maioria deles ainda nem atingiu a plenitude de seu desenvolvimento físico. 

E notem como, mesmo passados cinco séculos, certas coisas permanecem idênticas: dias atrás, os europeus aportaram no litoral paulista e, em troca da maior jóia da Baixada, ofereceram meia dúzia de chuteiras, três espelhos, algumas continhas coloridas e, de quebra, o direito de ser vergonhosamente humilhado em cadeia mundial - o que, segundo especialistas, "internacionaliza a marca".

Em suma, os Pequeninos fizeram foi um papér de cadela - como bem disse o César, aqui no blog.

E, diante de tais condições, sinto muito, mas não podemos partir em busca de outro resultado que não a vitória. 
Percebam que não estou falando em "atropelar", em "repetir os 7 a 0", etc. Não se trata de soberba - aliás, conheço o técnico do meu time o suficiente para saber que ele nem é muito chegado nessa história de desandar a fazer gol. Só o que estou dizendo é que, diante de um adversário tecnicamente frágil e psicologicamente abalado, seria simplesmente medíocre de nossa parte almejarmos o mero "empate fora" - resultado tipicamente titeano

Isso é jogo para se vencer. E eu acredito em bela vitória, amanhã, naquele pardieiro infecto da Baixada.

Aliás, amanhã e sempre.

VAI CORINTHIANS!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Espirro fatal

Acabei de descobrir, da pior forma possível, que a porra da plataforma Blogger não tem lixeira em sua zona de moderação de comentários. Ou seja: clicou em excluir, já era; não tem volta.

E o pior é que o sistema nem se dá ao luxo de perguntar se "você tem certeza de que deseja mesmo", etc e tal. Clicou, tá clicado: erro catastrófico. Perdeu, playboy!

Desculpo-me, assim, com os amigos que, ao longo do dia de hoje, postaram os 4 últimos comentários deste blog: Múcio, Alessandro e Giba - este, responsável por dois. 

Até dei um jeito de recuperá-los, pois sou brasileiro e não desisto nunca. Podem conferir que eles estão lá! 
Só que foi tão, mas TÃO na gambiarra que a hora de registro dos comentários, por exemplo, ficou totalmente corrompida.

Diante de tais limitações, só me resta afirmar aos colegas de Jihad o firme propósito de nunca mais espirrar durante o processo de aprovação dos comentários...

Prometo.

E, claro, agradeço pela compreensão, etc.

domingo, 4 de agosto de 2013

Criciúma 0 x 2 Azuis: Renato Augusto e mais 10...




Nada como atuar com meio-campistas, não?

Mais uma vez, não fomos brilhantes, mas apenas eficientes: fizemos uma exibição quase que isenta de riscos, matamos a contenda em 30 minutos e, daí por diante, foi só administrar.

Algum problema nisso? Nenhum! Era exatamente o que esperávamos, aliás. Ninguém aqui aguardava pela  volta da seleção de 82 - apenas pelo bom e velho Corinthians de 2012...

Três pontos mais, 17 somados e a sétima posição na tabela - a apenas 6 do líder Botafogo. Hora certa para embalar de vez no campeonato!

A próxima partida, inclusive, talvez seja uma ótima oportunidade para se abrir saldo e espantar de vez a fama de mau goleador. A julgar pelo histórico recente do adversário...

VAI CORINTHIANS!!

sábado, 3 de agosto de 2013

Missão cumprida!



Destaque na campanha do Figueirense em 2007, Chicão chegou ao Corinthians no ano seguinte como um dos principais pilares da reconstrução capitaneada por Mano Menezes. 
Eram tempos bicudos no Parque São Jorge. O maior time do Brasil, vitimado por anos de desmandos e tiranias, havia acabado de cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e viveria, pelos próximos 12 meses, a pior humilhação de sua gloriosa história.

E Chicão não se intimidou. Mais que isso, aliás: ao lado de Alessandro, Douglas, Willian Capita, Cristian, Elias, Dentinho, Herrera e outros guerreiros, reconduziu brilhantemente o Coringão ao lugar de onde ele jamais deveria ter saído. 

Roído o osso, era chegada a hora de, finalmente, saborear o filé. De 2008 para cá, foram nada menos que sete títulos conquistados com a camisa do Timão, com direito a Paulistão, Libertinha, Mundial e Recopa invictos, além de Brasileirão e Copa do Brasil.

Em cinco anos e meio, Chicão construiu uma linda história no Parque São Jorge. 

Infelizmente, porém, o futebol é cíclico. Com 32 anos, já sem o mesmo gás dos áureos tempos, Chicão dificilmente recuperaria a titularidade na equipe do Seu Adenor - principalmente agora, com a chegada do jovem Cléber, recém contratado junto à Ponte Preta.
Como fã declarado do camisa 3, ainda acho que ele poderia ter renovado por mais dois anos, brindando-nos com  a segurança de termos um beque de seu calibre entre os suplentes. Mas compreendo que o profissional Chicão tenha ambições de titularidade; que almeje novos desafios; que queira reeditar a vitoriosa parceria com Mano Menezes e - quem sabe? - ajudar a organizar a, hoje, frágil zaga do Flamengo.

Boa sorte em sua nova missão. Aqui, ela foi cumprida com louvor.

Valeu Chicão!


Atualização (04 de agosto, 12:50h)


Pollyanna mode off: foi cachorrada o que fizeram com ele! Novidade alguma, aliás. É o Corinthians, como sempre, maltratando seus ídolos...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Na vitrola

Olha o que esse maluco canta!...

Ah, se fosse o Corinthians...

Quem acompanha, já deve ter percebido que este blog não é lá muito adepto do CTRL+C / CTRL+V. Porém, não posso, em hipótese alguma, deixar de repercutir esse post certeiro do Paulo Monteiro.


Parabéns aos estagiários da Emissora São Paulina de Notícias, pois realmente conseguiram se superar nessa manchete!!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Corinthians 2 x 0 Grêmio: subindo...

Enfim, o ataque desencantou e, com isso, voltamos a vencer no Pacaembu!

Não, não foi um primor de partida. Na verdade, jogamos o mesmo futebol burocrático que já vínhamos exibindo no Brasileirão - porém, com a fundamental diferença de que, ontem, finalizamos mais e, principalmente, melhor.

Claro, o fato de havermos jogado com 11 dessa vez também não deve ser desprezado. A má notícia, porém, é que no próximo confronto Igor deverá retornar ao banco, naturalmente. É isso aí: me-re-ci-men-to!

Quanto aos demais, e considerando que elogiar os impecáveis desempenhos de Ralf e Gil seria chover no molhado, vale destacar a visível evolução de Guilherme.
A clientela deste blog é bastante qualificada (na maioria dos casos, muito mais que o blogueiro, hahaha!); desnecessário, portanto, ressalvar que ele jamais desempenhará a mesma função cumprida por Paulinho. Porém, quando estiver plenamente ambientado, creio que seu estilo mais defensivo - ainda teimo em considerá-lo um primeiro volante - poderá desonerar um pouco os meias, sempre tão ocupados em marcar. Sonhar não custa.

Outro que entrou bem foi Douglas - que já havia feito o mesmo contra os bambis. De modo que já fiquei pensando, aqui, se não seria possível uma formação na qual ele atuasse juntamente com Danilo e Renato Augusto - que, pela enésima vez, TEM QUE COMEÇAR JOGANDO, Tite!!
Acabaria sobrando para Guilherme (com Renato, esse sim, cumprindo função mais próxima à de Paulinho), mas creio que, ao menos em alguns momentos, essa variação poderia ser bem utilizada.

De negativo, Cássio segue instável e preocupa. Danilo também não fez de suas partidas mais brilhantes, mas o passe de calcanhar para Romarinho, no segundo tempo, fez valer o ingresso. E, claro, a seca de gols de Paolo Guerrero - que jogou bem, siempre peligroso e tal, mas tem se mostrado excessivamente ansioso para voltar a marcar. Diz tudo aquele lance no qual ele, após ótimo jogo de corpo sobre o zagueiro, sai na cara do gol mas se precipita na finalização.

Caaaalma, meu filho, calma. Ao que, ele responderia: "calma é o carajo, olha o Pato marcando mais um!" Ok, o árbitro anotou para Paulo André, mas o camisa 7 tá precisando de uma forcinha...

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Partidaça de Emerson Sheik!! Assim fica difícil escalar esse time...


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Dez rodadas sem ter entrado, ainda, no clima do campeonato (talvez, oxalá!, esteja começando a cair a ficha agora). Mesmo assim, estamos a apenas 6 pontos do líder.

Insisto: esse Brasileirão está uma baba. Desistir de disputá-lo seria pecado imperdoável!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Corinthians 0 x 0 SPFW: hora da corneta soar alto!

O adversário de ontem subiu a campo como um coelhinho assustado: recheado de volantes, fechadinho, ciente de sua gigantesca limitação técnica e com o claro objetivo de não tomar um saco de gols.
Psicologicamente abalados por uma crise que quase chega a dar pena, a bicharada, que vinha de nada menos que 8 (oito!) derrotas consecutivas, já tinha o destino praticamente selado: a emblemática marca de 10 reveses seria atingida através de duas acachapantes goleadas - a serem aplicadas, primeiro, pelos atuais campeões mundiais e, em seguida, pelos futuros.
Espero que, ao menos, o Bayern não decepcione e cumpra sua parte - pois o Corinthians do Seu Adenor , ontem, parecia mesmo era louco para pôr um ponto final na crise das bonecas.

O que pretende esse time no Brasileirão 2013, afinal? Vaga na libertadores do ano que vem, o grande objetivo dos medíocres?? Pois, neste caso, alguém precisa avisar aos profissionais do Depto. de Futebol que até para pensar pequeno esse time precisa melhorar. E muito, diga-se (porque, com essa bolinha aí que estamos jogando, será do meio da tabela para baixo, e olhe lá!).

E (ok: perdi de vez a paciência, reconheço), com esse elenco que temos, diria que 90% dos "méritos" podem ser atribuídos, sim, ao Sr. Adenor Bacchi - um homem que vive falando em e-qui-lí-brio, mas que, a fim de se manter detentor da melhor defesa do Brasil, não hesita em sacrificar completamente o sistema ofensivo de sua equipe.

Ademais, convenhamos: um técnico que, mesmo tendo a sua disposição jogadores como Danilo, Douglas, Renato Augusto, Romarinho, Emerson, Guerrero e Alexandre Pato, consegue a proeza de apresentar o pior ataque da competição merece, no mínimo, ser questionado!

Por exemplo: por que diabos Tite insiste em manter no banco o melhor jogador corinthiano da temporada, Renato Augusto? 
E Alexandre Pato, vice artilheiro do Timão em 2013, por que segue na reserva? Aliás, o que justifica esse vexatório processo de fritura a que Tite vem submetendo o camisa 7??

Cadê a tão aclamada me-ri-to-cra-ci-a que, justa ou injustamente, acabou se tornando a marca  - ou o marketing? - deste treinador?

Não é de hoje que Tite, aparentemente, vem se perdendo. Enquanto isso, um dos Brasileirões mais fáceis dos últimos anos vai escorrendo pelo ralo.

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Ralf, que ontem fez partida monstruosa, deveria receber bicho dobrado.

Não quero ser monotemático, mas há tempos que Fábio Santos se cria quase que exclusivamente na aba de nosso camisa 5. A cena se repete inúmeras vezes por partida, preste atenção: o Sr. Bola nas Costas sobe, desperdiça a jogada, cede o contra-ataque e não tem pernas para acompanhá-lo de volta; de longe, só o que lhe resta é rezar para que o Rei dos Desarmes livre sua cara novamente.
E Ralf não decepciona. Nunca.