segunda-feira, 25 de março de 2013

A 636 Cole Street da internet

"Ide sempre à casa de vosso inimigo, a fim de vos abastecerdes de artilharia."

Provocado acerca da "incoerência" por detrás do fato de um ferrenho anticlerical como ele freqüentar assiduamente as bibliotecas da Igreja, assim teria respondido Voltaire.

Comparações heréticas à parte (com o perdão pelo infame trocadilho), creio poder afirmar que, em minhas andanças corinthianistas pela internet, procuro fazer o mesmo.

E, em meio ao infindável maremoto anti-corinthiano que temos à nossa disposição, um dos pobres infelizes que optei por acompanhar foi o auto-proclamado Ombudsman do Santos: um torcedorzinho facista que, apoiado por sua horda de almas penadas, vive de - semana sim, outra também - difamar o maior e mais importante clube das Américas.
De vez em quando, talvez para não dar bandeira, em seu blog também se fala dos Pequeninos da Vila - mas é raro...

Odir Cunha, em foto recente


Quem, por escárnio, acompanha o blog do tal de Odir Cunha, bem sabe que as pessoas por lá vivem num mundo paralelo.

Chega a dar pena.

Lá, notórios anti-corinthianos como José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, por exemplo, são alçados à condição de paladinos do Corinthianismo. Lá, uma emissora de TV rema na contra-mão dos interesses mercadológicos, preferindo transmitir jogos de "menor audiência" apenas por seu obscuro interesse em privilegiar um determinado time - eleito por ela, sabe Deus por que, para encabeçar um imaginado projeto de "espanholização" do futebol nacional. Lá, o Governo Federal, aparentemente sem mais com que se preocupar, usa todo o peso da máquina estatal para alavancar as conquistas de um clube de futebol. Lá, o único critério confiável para quantificar as torcidas é, vejam só!, o ranking da  fracassada loteria Timemania (coincidentemente, o único onde os Pequeninos da Baixada aparecem bem colocados).
Lá, dois clubes não podem ser considerados campeões mundiais num mesmo ano, o de 2000; contudo, um mesmo time pôde conquistar dois campeonatos brasileiros somente no ano de 1967.

Seria apenas engraçado, não houvesse um componente trágico nisso tudo: foi precisamente a esse lunático que a CBF confiou a tarefa de reescrever a história do futebol brasileiro...

Lamentável. Só poderia ter dado na tragédia que, de fato, deu.

Rezemos, pois, uma Ave-Maria pela alma desse pobre diabo...

8 comentários :

  1. Esse cidadão é alguém importante do meio futebolístico? Pergunto pois nunca ouvi falar dele. Que história é essa de reescrever, para CBF, a história do futebol brasileiro? É só retórica ou é pra valer?

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    1. Juliano, foi de autoria dele o tal dossiê no qual a CBF se baseou para "unificar" os títulos brasileiros - equiparando torneios de tiro curto, como o Robertão e a Taça Brasil, ao Brasileirão.

      Até o anúncio dessa esparrela, em dezembro de 2010, eu também jamais tinha ouvido falar dessa criatura...

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  2. Esses blogs de "antis" são deprimentes. Todos são iguais, não importa o time: O foco nunca é o time para qual torcem, e sim, o Coringão. Enfim, também gostaria de parabenizar pelo blog, bons posts, discussões interessantes, textos inteligentes e bem escritos. Estava há tempos procurando um site melhorzinho pra frequentar do que os que conhecia. Abraços e Vai Corinthians!

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    1. Muito obrigado, cara! E seja bem-vindo! VAI CORINTHIANS!!!

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  3. Boa tarde,Zé Carlos.1- O Robertão eu até acho que poderia ser considerado como campeonato brasieliro, afinal eram uns 20 jogos e um time para ser campeão tinha de enfrentar todos os grandes do pais- diferente da Taça Brasil, no qual se fazia no máximo seis jogos e se enfrentava um time médio e um forte para ser campeão. O que o time do convênio gastou para conquistar um brasileirão,o Manjubinha usou para conquistar 5. Queria ver a reação deste jornalista se o beneficiado fosse o Corinthians. No mínimo culparia a Globo. 2 Um odirista escreveu que em 2000,o Real Madrid poderia ter sido campeão do mundo duas vezes. Na verdade, não poderia porque mundial só teve o do começo do ano. Tal leitor escreveu para dizer que aquilo era uma aberração. Só que ele esqueceu que no Brasil teve uma aberração semelhante -que vc citou no post- provcoada pelo "mestre" dele- o próprio Odir Cunha.Valeu! (Mucio Rodolfo)

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    1. 1- O PVC tem uma opinião muito parecida: para ele, somente quanto ao Robertão se poderia discutir a possibilidade de equiparação ao Brasileiro. A Taça Brasil ter entrado no pacote é uma aberração!

      Ah, se fosse com o Timão...

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  4. O jornalista Odir Cunha nunca foi tratado como sério por quem realmente entende da profissão.

    Engana, vez por outra, algum desavisado, daqueles que preferem escutar notícias agradáveis – mesmo que não verdadeiras, à sofrer com a desagradável realidade.

    Tem no seu rol de amigos e fomentadores gente da estirpe moral de um Milton Neves, o que, por si, explica muita coisa.

    Recentemente, o jornalista procurou o pai do ídolo santista Neymar propondo uma biografia “positiva”, manipulada para agradar os fãs do jogador.

    Nos e-mails trocados, Cunha relatou até detalhes de quanto cada um iria ganhar, sem incluir, porém, qualquer parcela ao Santos, clube que diz ser torcedor.

    A proposta, evidentemente, foi rechaçada.

    Revoltado com o vexame que passou na Editora (garantiu que tinha o livro na mão), o jornalista passou a atacar o pai de Neymar, publicando um texto tão ridículo, misturando religião com negócios, demonstrando, além de incapacidade intelectual acentuada, alguma maldade, que chega até a ser constrangedor criticá-lo.

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    1. Saudações! Seja bem-vindo!

      Analisando os acessos recentes, notei muita gente vindo do blog do lunático e acabei concluindo que meu apreço por eles foi descoberto. Foi então, somente ontem, que fiquei sabendo dessa história aí - pois já tinha alguns dias que eu não ia lá, rir um pouco.

      Li o constrangedor texto ao qual você se refere. De fato, é abjeto. Além da salada maluca mencionada por você, contudo, achei que o mais grave foram as observações invasivas a respeito do passado da família - e, principalmente, sobre a separação do casal.

      Insisto: não fosse o golpe promovido pela CBF no final de 2010, Odir Cunha seria apenas motivo de chacota.

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