quarta-feira, 27 de março de 2013

Agora, fiquei confuso...

Grande assunto do dia: para deleite da abutraiada, finalmente foram revelados os termos do contrato de patrocínio firmado entre a Caixa Econômica Federal e o Timão.

Entre outras exigências de praxe, como a entrega de até 3.600 camisas por ano ao parceiro e a reserva de uma cota de ingressos nos jogos em que atuar como mandante, duas cláusulas chamam bastante a atenção.

A primeira delas é a que impõe uma multa de R$ 3,1 milhões caso o logo da empresa deixe de ser exibido por algum motivo. Assim, compete ao clube policiar para que nenhum jogador, por exemplo, comemore um gol envolvendo o rosto com a camisa, de modo a esconder a marca.
Nunca tive acesso a nenhum outro contrato de patrocínio esportivo (portanto posso estar falando bobagem), mas algo me diz que isso não é corriqueiro.

A outra, mais tensa, porém compreensível, prevê rompimento unilateral do contrato e penalização no valor integral do patrocínio (R$ 31 milhões), caso jogadores e/ou funcionários do clube venham a dar declarações de "caráter negativo ou pejorativo" sobre o banco.

E, com tudo isso, acabei ficando confuso. Afinal, com exigências tão rígidas quanto à boa exposição da marca, fica até parecendo que o banco estatal está realmente sujeito às mesmas regras de mercado que seus concorrentes privados, não?

Mas.... não era esmola do Governo?!?!?

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