sábado, 2 de março de 2013

Amanhã, contra os Pequeninos...

O Timão apresentou uma clara evolução no melancólico jogo dos portões fechados, contra o Millonarios da Colômbia. Time compacto, marcando forte, com ótima movimentação dos homens de frente. Só precisa aprender, de uma vez por todas, a finalizar o adversário quando tem chance para tal - sobretudo quando a "chance" se estende por praticamente 70 minutos da partida. 

Foi amplo o domínio, em ritmo de treino.

O desempenho da dupla Alexandre Pato e Guerrero - que, jogo após jogo, vai se consolidando como um autêntico matador - só comprovou o que a maioria de nós já sabia: essa é a formação ideal para nosso ataque e, quando entrosada, dará MUITO trabalho aos adversários. 

Com Pato e Renato Augusto, o time ganha demais em mobilidade.

A propósito, quem acompanhou a transmissão pela Globo, provavelmente, se lembra da análise que o Casagrande fez a respeito dessa mudança. Para ele, Pato dá "dois tapas na bola e faz com que ela corra", ao passo que Emerson "tem características mais de driblador". 
Concordo apenas em parte com o Casão. De fato, Pato desenvolve seu jogo na base dos dois toques; porém, não posso, em hipótese alguma, considerar o Sheik um driblador. No atual elenco, esse papel cabe  ao Romarinho. 
Emerson é um condutor de bola, isso sim. E, quase sempre, a conduz até perder o ângulo, a opção do passe, ver-se cercado pelos adversários e, conseqüentemente, acabar desarmado. Por vezes, não neguemos, dá certo - mas no geral é isso aí.

Para a partida de amanhã, contra os Pequeninos da Vila, disputada no Morumbi, a linha de frente será mantida. 
Particularmente, acredito num desempenho ainda melhor do nosso sistema ofensivo. Não que isso, necessariamente, vá se reverter num (sempre improvável, em se tratando de clássicos) placar dilatado, pois devemos descontar a evidente diferença técnica entre o time da baixada e o fraco adversário da última quarta.
Mas, de qualquer forma, prevejo uma evolução ainda maior.

O alerta fica por conta das laterais (sobretudo a direita!), visto que Tite resolveu poupar os dois velhinhos que por ali atuam, substituindo-os pelo garoto Igor e pelo coringa Edenilson. 
Este último, embora atualmente preferido por 6 entre 10 corinthianos para ocupar a posição que hoje pertence a Alessandro, preocupa para o jogo de amanhã justamente por ainda não ter demonstrado grande eficiência como marcador - embora, no apoio ao ataque, normalmente funcione muito melhor que o considerado titular.

Não custa lembrar que o protegidinho da mídia e da arbitragem costuma cair - literalmente - por aquelas bandas... Olho neles.

Parêntese: esse confronto, aliás, já foi evitado pela Providência Divina na Libertadores do ano passado. Recordemos: Edenilson seguiu como titular da lateral-direita até o jogo de volta contra o Emelec, válido pelas oitavas de final, quando se contundiu seriamente. Seu desempenho ofensivo, até ali, agradava; porém, defensivamente, causava a mesma desconfiança que continua causando hoje.
Graças à contusão, Tite precisou promover o retorno de Alessandro, que também voltava do estaleiro, à equipe titular. No jogo de volta das quartas, contra o Vasco, ele quase entregou o ouro (sendo salvo pela milagrosa defesa de Cássio, já cantada em verso e prosa). Porém, o tiozão não se abateu e, nas duas partidas da semi, disputadas justamente contra o time do Boqueirão, anulou com grande segurança os avanços do espetaculoso Neymídia  - cuja presença em campo, aliás, sequer foi notada no jogo de ida, disputado na Vila dos Chinelos. Fecha parêntese.

Voltando ao jogo de amanhã, algo me diz que Muricy cairá no vestiário. Meu palpite é 3 a 1, com dois de Pato e um de Guerrero. 

VAI CORINTHIANS!



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