domingo, 24 de março de 2013

Hoje, contra a Matriz

Hoje, o Timão vai a Campinas, terra de cabra macho, desafiar o Guarani do Interior. 

A Matriz, tal como sua filial paulistana, parece ter pego gosto pelas divisões inferiores do futebol nacional. Freqüenta a zona da degola de todos os campeonatos de que participa - e o Paulista 2013 não poderia ser exceção.

E, diante de um adversário tão frágil, cuja defesa já sofreu 25 gols em 13 partidas disputadas, não podemos esperar outro resultado senão uma vitória maiúscula do Corinthians.

Mesmo porque, o Seu Adenor tem à disposição praticamente todos os titulares. Além de Petr Cássio, a Muralha do Parque, o Corinthians irá a campo com Alessandro, Gil, Paulo André e o promissor garoto Igor; Ralf, Guilherme, Danilo e Renato Augusto; Emerson e Guerrero.

Em condições normais de temperatura e pressão, é jogo para goleada. E, particularmente, torço para que ela surja dos pés de Emerson Sheik.

Quando da contratação de Alexandre Pato (um atacante evidentemente diferenciado, de toque de bola refinado), e com Paolo Guerrero anotando um tento por partida, muito se especulou sobre qual seria o comportamento do camisa 11. Até então, o jogador já havia demonstrado sérias dificuldades em aceitar o papel de coadjuvante - característica que, va bene, não necessariamente devemos considerar defeituosa.

Muitos - e fui um deles - apostaram que o atacante reagiria mal se mandado para a reserva. Que passaria a criar problemas extra-campo, a exigir a titularidade via imprensa (como fez o matusquela do Martinez), e que, por fim, tal como o abilolado argentino, acabaria por rescindir o contrato no meio do ano - indo encher as burras de dinheiro lá no Catar.

Porém, o que se viu nas últimas semanas nos permite sonhar com um cenário bem diferente desse. O desempenho do Sheik nas últimas partidas do Paulistão e até nos treinamentos (!) indica que ele parece ter assimilado o golpe. Tudo leva a crer que Emerson está disposto a lutar pela titularidade ao melhor estilo Tite: ralando a bunda no gramado e marcando gols.

Ok: gols não é bem o estilo Tite. Ainda mais assim, no plural. Mas considerem, digamos, licença poética.

E esse, meus caros, é o melhor cenário que poderíamos esperar para 2013: três atacantes de alto nível lutando por apenas duas vagas na equipe principal, sem acomodação alguma.
Mais o Romarinho, para entrar no segundo tempo e descadeirar os cabras.

Oxalá seja verdade!

Voltando ao jogo de hoje, convém lembrar que o excesso de empates acumulados no Paulista não nos autoriza mais a prosseguirmos na velha estratégia Titeana de sempre buscar um mísero pontinho fora, por mais pereba que o adversário seja. 

Na sétima colocação e faltando poucos jogos para a definição dos oito classificados, daqui para a frente só a vitória interessa.

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Isso aqui ainda vai sobrar para nós, querem apostar? Ainda dirão que o mafioso russo foi morto numa conspiração envolvendo o clube do Parque São Jorge e os Illuminati.
Pensando bem, até eu gostei do roteiro. Acho que será o próximo a estampar a seção anti-corinthianas...

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Pode parecer estranho, mas venho desenvolvendo um súbito interesse por esse nobre esporte, o curling.

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