terça-feira, 30 de abril de 2013

Anti-corinthianas

Teorias conspiratórias que você é obrigado a ler por aí...


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Queimamos a ponte...

Se jogadores, comissão técnica e mesmo parte da torcida, em algum momento, pretenderam abandonar a disputa do Paulistão, sinto por informar, mas a última oportunidade para isso já passou. 
Foi no jogo de ontem, contra a Ponte.

Agora, contudo, entramos num caminho sem volta nem plano B. Diante de uma semifinal contra a bicharada, estou certo de que nenhum torcedor corinthiano espera algo menos que a vitória. Nem mesmo aquela - ainda pequena, mas infelizmente crescente - parcela da torcida que, de uns tempos para cá, tem caído na  armadilha bambística de desmerecer o "paulistinha".

Agora é clássico, pô! E em jogo decisivo!! Agora é guerra; é Jihad, porra! Foda-se se pelo Paulistão ou  se pela Libertinha...

Passando pelos bambis, venha quem vier, será final de campeonato. E, que eu saiba, o Sport Club Corinthians Paulista jamais subiu - e jamais subirá - ao gramado se não for para vencer uma finalíssima, seja de futebol ou de peteca.
Portanto, quer contra os pequeninos do litoral, quer contra os pequenos do interior, tal como diante dos bambis, não haverá outra possibilidade: teremos de jogar para vencer - acima do limite físico, se preciso for.

Continental e regional, agora não tem mais volta: ou disputamos os dois em alto nível, ou não disputamos nenhum.

Ponte Preta 0 x 4 Corinthians: que venham as freguesas!

Durante a primeira meia hora de jogo, senti-me de volta à partida contra o Millonarios, na Colômbia.

De um lado, um adversário pilhado, que marcava nossa saída de bola com eficiência, induzindo ao erro - com o quê, mal conseguíamos trocar 3 ou 4 passes consecutivos. De outro, um Corinthians calejado, cascudo; time de macaco véio que, por pressionado que seja, quase não corre riscos, tampouco se desorganiza.

Chega a ser irritante a tranqüilidade desse time...

Chiquinho (aquele que, vindo do Ipatinga, passou 6 meses no Timão, não agradou e foi-se embora), fazia, conforme anunciado por ele durante a semana, o jogo de sua vida. E, explorando as laterais, o ressentidinho da partida quase deu algum trabalho, é verdade. Porém, chegar ao gol, mesmo, a Ponte só chegou uma vez, aos 11 minutos, com seu artilheiro William explorando as costas do (sempre lento!) Paulo André.
De resto, a Macaca manteve apenas um domínio inócuo, pois incapaz de furar o sempre bem postado sistema defensivo corinthiano.

O gás da equipe campineira, contudo, acabou quando sói acabar nesse tipo de situação: por volta dos 30 minutos de jogo. E foi somente a partir daí, com a natural afrouxada na marcação exercida por eles, que o jogo começou para o Timão.

Tanto que nosso primeiro chute a gol veio justamente a essa altura da partida, com Guerrero ganhando na raça e mandando rente à trave. No lance seguinte, o centroavante ainda faria ótimo desarme no círculo central, passando em seguida para Emerson; este buscou Danilo que, em belo passe de calcanhar, desorganizou a zaga dos hômi e fez a bola reencontrar Guerrero - no meio da rua, mas de frente para o gol. O peruano, que não brinca em serviço, soltou o pé dali mesmo e o goleiro, em tarde infeliz, bateu roupa diante de Romarinho: 1 a 0.

É nóis, moleque!

Minutos depois, o goleirinho novamente aceitaria um chute daqueles bem defensáveis, dessa vez de Emerson Sheik. E, com isso, descemos para o intervalo com 2 a 0 no placar - resultado, ironicamente, construído nas falhas do goleiro pontepretano.

Voltamos para o segundo tempo no Libertadores mode on, todo mundo poupando gás para a partida de quarta-feira. Com a Ponte já dando sinais de rendição, creio que administraríamos esses 2 a 0 até o final, não fosse o pênalti malandramente cavado por Emerson (para mim, o melhor em campo) e mal cobrado por Guerrero: 3 a 0.

Tampa do caixão já baixada, restava apenas pregá-la. E, por ironia, também esta tarefa estava reservada a um jogador da equipe campineira: ao pisar covardemente em Romarinho, o tal de Baraka foi convidado pelo árbitro a visitar o vestiário mais cedo e, junto com ele, levou qualquer fiapo de esperança que ainda pudesse existir nos corações pontepretanos.

Nesse momento, esfreguei as mãos, salivando; qualquer forçadinha a mais e meteríamos um 6 a 0 com facilidade. E, após a entrada de Pato, aos 27 da segunda etapa, foi quase o que se viu, mesmo.

Com pouco menos de 20 minutos em campo, nosso camisa 7 primeiro perdeu um gol feito (ponham esse na minha conta, pois, de tão feito, gritei antes), depois exigiu um milagre do goleiro Edson Bastos, numa cabeçada venenosíssima, e, por fim, marcou um golaço de bola e tudo, dando números finais à acachapante goleada.

Nenhum primor, é verdade, mas uma vitória maiúscula e incontestável - e é isso o que importa.

E, agora, que venham as freguesas!!


* * * * *

Em campo, duas equipes visualmente desfiguradas: o Timão, vestindo a odiosa ceroula, distintiva dos rivais de menor expressão; a Ponte, pasmem, sem sua característica faixa - provavelmente, porque ela "brigaria" com a dúzia e meia de patrocínios que estampam a camisa. 

Perdoem-me os mudérnos, mas futebol, para mim, é coisa séria. Esse aí é o tipo de palhaçada que jamais aceitarei.

* * * * *

Creio que, a essa altura, esteja sendo o último a reconhecer o óbvio, pois vinha dedicando ao garoto uma paciência quase paternal. Porém, não há mais como negar que Paulinho se perdeu.

Desde que voltou do Japão, o cara vem se achando uma espécie de semideus.


* * * * *

Tá gordinho, hein, Douglas? 

domingo, 28 de abril de 2013

Pai Zequinha responde

Analisando os acessos ao blog, notei uma entrada, via Google, deveras curiosa. Reproduzo abaixo:

Clique na imagem para ampliá-la

Se essa é sua dúvida, jovem e desesperado torcedor, fique sabendo que vieste ao lugar certo: nada tema, pois Pai Zequinha de Ogum fará a leitura dos astros para você, meu filho.

Infelizmente, contudo, a resposta não é nada animadora...

Com Marte em oposição à Vênus natal e Urano em quadratura com Plutão na casa VI, o ano de 2013 , lamento por informar, reserva apenas o fracasso e a ignomínia aos nascidos em 16 de dezembro de 1935.

Complementado a leitura astrológica com uma breve consulta ao Tarot, contudo, foi que veio o alerta: cuidado com um certo adversário que virá do leste, em vestes negras; nas competições em que vocês se cruzarem, é certeza de que vem pau!

Portanto, proteja-se, meu jovem: pelos próximos meses, dormir de bruços não é recomendado...

sábado, 27 de abril de 2013

Enfim, começa o Paulistão (será?)

Semana sem Timão na quarta-feira fica parecendo interminável. Ô, semaninha chata do cacete!


Para quem curte, ainda restou o consolo de cornetar o time da CBF e as partidas da Champions League. Porém, como não me ligo nem numa coisa, nem em outra...

Da última vez que torci, de verdade, pela Seleção Brasileira, creio que a camisa 8 ainda pertencia ao saudoso Doutor. Depois disso, reconheço que só paro diante da TV se for para secar a amarelinha; cheguei, mesmo, a comemorar o gol do Caniggia, em 1990 - após o quê, quase fui vítima de linchamento, diga-se.

Quanto ao futebol das Orópa, prefiro acreditar que todo esse súbito interesse das novas gerações por ele seja um dos maiores desserviços prestados à sociedade pelo console Playstation. 
Graças a ele, hoje em dia a molecada se diz torcedora de clubes como Barcelona ou Manchester United - o que, para mim, soa tão alienígena quanto o Halloween, pateticamente comemorado nas escolas particulares paulistas.

Mas, graças a Deus, o final de semana, enfim, chegou. E, com ele, o Coringão, em jogo decisivo contra a Macaca, válido pelas quartas do Paulistão.

Seu Adenor, embora declare abertamente que prioriza a Libertadores, já avisou que irá a campo amanhã com o que tem de melhor a sua disposição: Danilo Fernandes (juízo, hein, garoto!); Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos (acode, senhor!!); Ralf, Paulinho, Romarinho, Emerson e Danilo; Paolo Guerrero (siempre peligroso!).
Sim, senhores: Pato é a opção que Tite levará ao banco de reservas. Uma senhora opção, diga-se. 

A Ponte, que passou a semana ensaiando uma guerrinha psicológica, vem extremamente motivada para a decisão em partida única. Não nos iludamos: o adversário é forte, bem azeitado e pretende se valer de sua fanática torcida para transformar o Moisés Lucarelli num verdadeiro caldeirão.

Porém, se os comandados do Seu Adenor entrarem em campo com o mesmo espírito com que se doam às partidas da Cucaracha, igualando o adversário na garra e na disposição, naturalmente imporemos nossa inquestionável superioridade técnica. 
Nesse cenário, já disse aqui, a chance de não avançarmos à semifinal tende a zero. 

Portanto, senhores, chega de corpo mole e desse discursinho bambístico de tratar o regional por Paulistinha. Agora é decisão: temos de chegar atropelando os campineiros!

VAI CORINTHIANS!

* * * * *

Dia desses, esforçando-me para ler os nauseantes e desarticulados textos do contumaz anti-corinthiano Cosme Rímoli, lembrei-me de Truman Capote e sua definição a respeito da obra de Jack Kerouac: “isso não é escrever, é datilografar”.

* * * * *

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Você já reparou que...

...os meios de comunicação que insistem em chamar de Itaquerão o futuro estádio do Corinthians  - erguido, dos alicerces, onde antes nada havia - são os mesmos que, desde o início, tratam por Arena Palestra a mera recauchutagem do velho Parque Antártica?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Corinthians 2 x 0 A. Sorocaba: Toca Raul!


Domingo de Coringão no Pacaembu. Ingressos, há tempos, na carteira, adquiridos pelo programa Fiel Torcedor. O Timão, já classificado para a fase decisiva do Paulistão e sem possibilidade de ascensão na tabela; o adversário, já livre do rebaixamento e igualmente sem objetivos para a última rodada da primeira fase.

Ou melhor: para eles, última rodada do campeonato – senão, do semestre.

Até então, os jogadores haviam se arrastado na disputa pelo regional; uma preguiça que daria desgosto até em Dorival Caymmi.
Para esse “amistoso”, claro, a perspectiva não poderia ser diferente.

E eis que, no mesmo horário, a partir das 15h, haveria um festival em homenagem a Raulzito, no Vale do Anhangabaú. Minha mulher, que normalmente me acompanha nos jogos, dessa vez estava louca para ver os shows – e, confesso, eu também estava.

Juro que não me recordo qual foi a última ocasião em que fiz isso (se é que já houve), mas o fato é que, deliberadamente, optei por deixar o jogo de lado e fui para o festival. Que foi ótimo, por sinal!
E olha que eu consegui me desligar mesmo. Resisti, inclusive, naquela hora de comprar mais uma breja nos botecos do entorno, sequer perguntando pelo placar. Foi quase como tirar “férias conjugais”.

Afinal, se a boleirada pode passar quatro meses só no chinelinho, por que o torcedor não pode se dar folga por, ao menos, uma partida? Ainda mais uma partida dessas...

Mas, agora, acabou a moleza! Daqui para a frente, é só jogo eliminatório, tanto no Paulistão como na tão idolatrada Libertadores.

E quis o destino que o rival das quartas no Paulista fosse justamente o algoz de 2012, com quem temos contas a acertar.
Se os jogadores finalmente acordarem para a vida e renderem, contra a Ponte, aquilo que sabemos que podem, a chance de não seguirmos adiante tende a zero. Por outro lado, a partida no Moisés Lucarelli será dia 28 de abril – apenas 3 dias antes do confronto com o Boca Juniors, em La Bombonera – e, com isso, Tite já não nega a possibilidade de atuarmos com time misto.

Confirmando-se a vitória sobre o time campineiro, contudo, o mais provável é que façamos a semifinal contra o SPFW, também em partida única, no nosso eterno salão de festas.

E, como todos sabemos, contra as freguesas é só alegria!

Do outro lado, para uma possível final, podem vir os Porco, Pequeninos da Vila, Mogi-Mirim ou, o mais improvável dos quatro, Botafogo de Ribeirão Preto.
Destes, intuitivamente, tendo a apostar no time da Baixada – o que só aumentaria nossa responsabilidade numa possível final, pois jogaríamos para evitar um indigesto tetracampeonato na competição que, historicamente, dominamos.

E, claro, jogaríamos para ampliar ainda mais nossa hegemonia no regional, erguendo, pela 27ª vez, o caneco.

* * * * *

Para a maioria dos torcedores que conheço, o sentimento em relação à partida na qual a Macaca nos eliminou do Paulistão, ano passado, é ambíguo. Além do óbvio desconforto por termos sucumbido, em casa, diante de um pequeno (e com direito até a nó tático do Gilson Kleina no Seu Adenor), existe também a percepção geral de que foi precisamente ali – ao nos livrarmos, ao menos parcialmente, de Júlio César - que começamos a conquistar a inédita Libertadores.

Contudo, jamais nos desfizemos completamente de nosso Jacaré de estimação. Desde que Petr Cássio assumiu a meta, o fantasma de JC sempre esteve por ali, rondando o gol do Timão.

Só para citar um exemplo, recordo-me de que, na memorável partida contra o Vasco, pelas quartas da Libertadores 2012, Cássio caiu, ainda no primeiro tempo, sentindo uma contusão. E, graças ao injustificável rodízio de goleiros promovido por Tite, era justamente Júlio César quem estava no banco naquela noite.
Até que Cássio, enfim, se levantasse, demonstrando ter condições de permanecer em campo, foi evidente o sentimento de PÂNICO exalado pelas arquibancadas. 
Graças a São Jorge, porém, o gigante de Yokohama não apenas se recuperou como fez o que fez. Mas, imaginem se...

Deus nos livre! Não consigo nem pensar.

Porém, quando a vida, sempre irônica, nos empurrava para um temerário reencontro entre JC e o time que selou sua má sorte no Timão, o Santo Guerreiro, novamente, resolveu interceder por nós – e, desta vez, para livrar-nos quase que definitivamente desse arqueiro de braços curiosamente atarracados.

Vá com Deus, Júlio César! Desejo a você toda a sorte do mundo. Mais que isso, aliás: desejo-lhe a mesma sorte com que estamos sendo agraciados neste momento.
Até porque, quanto melhor for seu desempenho pelo novo clube, menor a chance de que volte ao final do empréstimo.

sábado, 20 de abril de 2013

Na vitrola

Inseticida contra fãs dos Los Hermanos!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Começou (agora é que eu quero ver!)


Encerrada a fase de grupos da Libertadores, assim ficou definido o chaveamento para o mata-mata:


E que venha o Boca nas oitavas! Para quem, como eu, gosta mesmo é de um arranca-toco, consolidou-se o segundo melhor cenário dentre os possíveis – mais divertido que esse, só se tivesse vindo a porcada.

Ademais, como o Múcio comentou aqui no blog, diante de um Emelec da vida, o time talvez continuasse com o freio de mão puxado, nesse clima de já ganhou que parece ter contaminado o elenco – tipo de postura que o formato mata-mata não costuma perdoar.
Quem sabe, agora, não acordam pra guspir, né?!

Ok: concordo que esse Boca Juniors que enfrentaremos talvez já não seja o mesmo de outrora. Estão dando vexame no nacional (com ridículos 29,6% de aproveitamento) e vêm de uma campanha extremamente irregular – senão, medíocre – na primeira fase da Cucaracha.
Campanha, por sinal, quase idêntica à dos porco.

Contudo, não nos esqueçamos, JAMAIS, que Boca é Boca: um time copeiro, milongueiro, cancrado, místico, de chegada, de camisa, que coleciona títulos dentro e fora de seu país e, principalmente, que vem mordido, arisco, nos enfrentar.
Por tudo o que significam, os Xeneizes sempre serão merecedores de todo o nosso respeito.

Porém, aqui é Corinthians – e isso diz tudo! Os boquenses sabem muito bem o que os aguarda pela frente. Não à toa, têm sido vítimas, desde ontem, de desconfortáveis cãibras no esfíncter.


Palpites para nossa chave:


Galo Paraguaio x SPFW: time pequeno, comandado pelo maior loser da história do futebol brasileiro, o Galo deve encerrar aqui sua participação na Libertadores 2013. Passam as gazelas.

Guarani da Capital x Tijuana: jogando soçaite en la frontera, a porcada não será páreo para o time do Neymídia Cover. Aqui em Sampa, porém, deverão repetir o placar do México e passar nos pênaltis, numa partida duríssima... de assistir. Porco avança.

Corinthians x Boca: ganhamos lá e aqui. Se o time acordar para a vida, então, periga construirmos um placar agregado histórico.

Vélez Sarsfield x Newell’s Old Boys: não tenho acompanhado... no chutômetro, aposto que o Vélez se classifica.


Com isso, as quartas de final teriam, na chave de cá, Corinthians x Vélez e Porco x Bambi. E confesso que, diante de tal cenário, eu sinceramente não saberia escolher meu adversário preferido para a semi.
Se, por um lado, a mera possibilidade de termos nossa tão sonhada vingança contra os porco já me enche a boca d’água, por outro, poder chutar o traseiro das freguesas justamente no torneio do qual elas se dizem as “grandes especialistas” seria divertidíssimo!

De qualquer forma, por enquanto, isso não passa de devaneio de torcedor apaixonado. Afinal, futebol é dentro de campo e, antes de sonharmos com clássicos e vendetas, temos que, mais uma vez, calar uma certa boca, aí...

VAI CORINTHIANS!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Previsões de Pai Zequinha de Ogum

Sopraram aqui para mim que, ao final das partidas de hoje, as oitavas-de-final da Libertadores ficarão assim:


E, com isso, enfrentaríamos aquele time argentino de nome engraçado, sutilmente afrescalhado, que ficou famoso por aqui no início dos anos 90.

Por falar nisso, a maior surpresa da próxima fase, na verdade, já se consolidou. Com a vitória sobre o Galo, ontem à noite, o grande azarão SPFW conseguiu o que parecia impossível: inserir-se na "elite sul-americana" - como eles mesmos insistem em chamar essa várzea organizada (sic) pela Conmebol.

Ouvi dizer que, após a partida, teve até uma emocionada volta olímpica comandada por Rogério Cênico. Procede?

Bem, mas cada um com seus problemas... Voltando a falar de time grande, caso essa minha simulação se confirme, nosso tão sonhado confronto com a porcada somente ocorreria nas quartas - isso, claro, desde que eles passem pelo Libertad.

De qualquer forma, antes dos jogos da noite de hoje, tudo não passa de mera conjectura. A conferir, portanto.

Ótima quinta-feira a todos e VAI CORINTHIANS!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Habemus internet!

E eis que, após 750 minutos ao telefone, 2 calos nas cordas vocais e o comprometimento de 3/4 do ventrículo cardíaco esquerdo, finalmente consegui que a Vivo - ou Telefonica, ou Telefônica, ou sei lá como prefere ser chamada essa empresa! - restabelecesse minha conexão.

Na nonagésima tentativa, a Vivo agendou uma data e... cumpriu!!

Com isso, o blog voltará a ser atualizado com a freqüência costumeira. Mais uma vez, agradeço aos fiéis freqüentadores pela paciência.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Linense 2 x 1 Corinthians: "nós vamos estar atualizando..."

Lá se foram uns 700 minutos de conversação com os operadores de telemarketing da Vivo e, como era de se esperar... continuo totalmente sem conexão.
De quebra, ainda noto que começo a estar pegando certo sotaque.

Graças a São Jorge, porém, existe o lento, modorrento, instável e irritante modem 3G da empresa, através do qual tem sido possível manter esse blog vivo (com o perdão pelo insosso trocadilho), embora não sem certo dissabor (por favor, absolvam-me também por este).

Dissabor amplificado pelo motivo que me traz ao teclado hoje. Afinal, o que diabos pretendemos com essa postura que adotamos no Campeonato Paulista?? 

Ontem, em que pese a bizarra formação das laterais e a perigosa insegurança na (não) escolha de um arqueiro reserva, Tite pôs em campo aquilo que tinha de melhor a  sua disposição. Nada de mistão. 

Ok: eu teria entrado com Pato no lugar do Emerson e este na função de Jorge Henrique. Mas o fato é que estas não foram as escolhas do Seu Adenor. 
Tenho muito carinho pelo Jorge véio de guerra, etc e tal, mas, definitivamente, não consigo mais compreender a utilidade dele em partidas nas quais o Timão, CNTP, mal teria seu goleiro testado pelo ataque adversário.

Como sempre, começamos no abafa, impondo nossa enorme superioridade técnica diante de um adversário que, como já se tornou rotina no Paulista 2013, batia na gente de bambu.
De modo que, antes mesmo dos três minutos, Sheik - em cena que se repetiria por mais algumas vezes na primeira etapa - infernizou pela esquerda do ataque e cruzou rasteiro; Paolo Siempre Peligroso Guerrero viu o beque cair sentado, dominou e deu de bico: 1 a 0 pra nóis!

A propósito, centroavante, para mim, é isso aí, mesmo: não precisa jogar bonito, tem é que estufar as redes. Pode ser de bico, de canela, de cabeça, de chapa, de pênalti, roubando a bola dos pés do companheiro, com estilo ou atabalhoado, fazendo pose ou tropeçando, mas tem que fazer gol. E, quando não faz, sai de campo com a cara fechada, se lamentando, de cabeça inchada.
Tudo isso, senhores, temos visto nesse peruano porraloca. Portanto, de uma vez por todas, seja bem-vindo, Guerrero!

Contudo, apesar de aberto o placar, pasmem - pasmemos todos: o Timão continuou no ataque.
Tivemos, até mais ou menos 20 do primeiro tempo, mais umas 4 ou 5 chances claríssimas de gol. Inclusive, através dos tão exigidos chutes de fora da área: primeiro, com Sheik, endiabrado na primeira etapa; na seqüência, com Paulinho - que depois ainda acertaria uma pancada em cobrança de falta, forçando o goleirinho caipira a realizar bela defesa.

Parecia que uma goleada se desenhava. As arquibancadas do Estádio Gilberto Siqueira Lopes, povoadas pela massa corinthiana, já ensaiavam os primeiros versos de "Caiu na rede é peixe...".

Porém, conforme se passavam os minutos, o Timão ia naturalmente adotando o padrão Tite de jogo. De modo que, se por um lado, terminávamos o primeiro tempo correndo poucos ou quase nenhum risco, por outro, seguíamos apenas administrando mais uma perigosa goleada de 1 a 0.

Veio a segunda etapa e o adversário, que ainda tem objetivos no campeonato, viu retornar a campo um time que não vê a hora desse regional acabar. 
Bola cruzada pela direita da defesa corinthiana; Danilo Fernandes caçando borboletas, em lance bizarro; bola que retorna pela esquerda, nossa zaga perdida  e os hômi, de cabeça, chegam ao empate. Putaqueopariu!

No lance seguinte, bola cruzada da esquerda, precipitação infantil do nosso beque e a virada.
Se estivesse diante de um Romário, até concordo que a facilidade absurda com que Gil foi cortado no lance seria aceitável. Mas... porra, Gil!!

Após perceber a bobagem de, mais uma vez, ter doado ao frágil adversário pontos praticamente ganhos, Tite partiu para o desespero, sacando JH e Ralf para as entradas de Pato e do moleque Paulo Victor - transformando o time, de uma vez por todas, num bando de índios.

Pouco antes da entrada do garoto, contudo, a arbitragem se perdeu na partida: anotou falta inexistente em Pato e permitiu uns 4 minutos de reclamação por isso; depois, expulsou um zagueiro dos hômi por ele, supostamente, ter se adiantado na barreira (e isso em decorrência dessa mesma falta inexistente).
Na sequência, talvez para compensar a expulsão, deixou de marcar pênalti claríssimo em Pato.

De qualquer forma, a essa altura, mesmo que o jogo fosse até os 70 do segundo tempo, creio que não marcaríamos mais gols...

2 a 1 para o todo poderoso Linense, a certeza de que faremos as quartas do Paulista fora de casa e, como não poderia deixar de ser, um gosto amargo na garganta.

Segue o enterro...

* * * * *

Sobre o jogo de quarta, tinha um post inteiro na cabeça, mas perdeu o timing. Obrigado, Vivo!! 
E, claro, obrigado, Romarinho!!!

* * * * *

Começo a ficar preocupado. Espero que seja apenas paranóia...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Atualizando...

Graças à Dona Vivo (na verdade, a velha Telefonica de sempre, travestida sob um CNPJ ligeiramente menos queimado na praça), estou, e permanecerei por mais uns dias, com sérias dificuldades para atualizar o blog.

Peço paciência aos poucos - porém Fiéis - torcedores que o acompanham, ok?!

E, como dizia um patético apresentador de mesa redonda, "no pique":



Enfim, Corinthians!




As novas camisas ficaram simplesmente sensacionais!

A titular, como fazemos questão de acreditar, "dialoga" com a de 1990 - no fundo, sabemos que é apenas o corte padrão com  o qual a multinacional vestirá 90% de seus clientes em 2013, mas tá valendo.

Já a reserva, finalmente, graças a São Jorge e aos Deuses do Bom Senso, voltou a ser a listrada. O sentimento é - e deve ser - de alívio, porém jamais de gratidão. Listrada é respeito à tradição. Portanto,  nada mais que obrigação.

Isto posto, o mais provável é que eu compre as duas, "clandestinamente", numa só tacada. E também que, descoberto em minha traquinagem, passe as semanas seguintes dormindo no sofá.



I want to believe!

Por ao menos 30 dias, perdemos Petr Cássio - a Muralha de Yokohama. Portanto, vamos de Júlio César, sim senhor.

Lamento, mas é o que tem para hoje.

Jacaré, mãos de alface, bracinhos, etc, etc. Todos esses termos, entre outros impublicáveis, eu também costumo utilizar quando me refiro ao camisa 1 do elenco. Não confio, jamais confiei, nesse rapaz como goleiro - em que pese o fato de ser ótimo menino, cristão praticante, super-corinthiano, bom pai e genro que toda mãe pediu a Deus.

E tenho certeza de que não estou sozinho nessa.

Contudo, também estou certo de que, de hoje até o retorno de nosso gigante, JC fará partidas monstruosas, monumentais, memoráveis, e, assim, finalmente, calará a nossa boca!

É sério: eu acredito, Júlio! Eu quero acreditar. Do fundo do coração.

Por favor, colabore um pouco.



I believe!!

Abrace essa idéia! Fora Marin/Del Nero!!



Daqui a pouco

Só comemorarei do quarto gol em diante: Corinthians 6 x 0 San José. VAI CORINTHIANS!!



domingo, 7 de abril de 2013

Não, obrigado.

 "Luis Fabiano, amarelão, sai do Tricolor e vai jogar no Itaquerão!"

Assim protestavam cerca de 80 membros da principal organizada bambi, ontem, defronte ao CT da bicharada. 
Entre outros alvos, pediam a saída do centroavante - que, semanas antes, deixou transparecer certo arrependimento por ter desperdiçado a possibilidade de conquistar Brasileiro, Libertadores e  Mundial.

Luis Pipoqueiro nunca me agradou. Em 2011, lamentei profundamente a proposta corinthiana para repatriá-lo e dei graças aos céus quando anunciada a recusa.

Previsões de Pai Zequinha de Ogum: se perder o ambiente no clube da Vila Sônia, o camisa 9 deverá aportar na Baixada Santista no segundo semestre - onde, ao lado de Robinho, reeditará o ataque da Copa 2010.

sábado, 6 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Jogamos como nunca, vencemos como sempre!

Quarta-feira, contra o Millonarios pela Cucaracha Cup, o Timão fez sua pior exibição no ano - e, talvez, uma das piores da Era Tite

Irreconhecíveis ao longo de toda a partida, durante os primeiros 30 minutos sequer vimos a cor da bola. Parecíamos incapazes de trocar quatro ou cinco passes consecutivos.

Aliás, a impressão, mesmo, é de que o time tinha entrado em campo dopado.

Não obstante, nas poucas oportunidades em que chegamos ao ataque, fomos mais agudos que os donos da casa. Até que, como sói acontecer em jogos assim...



Porém, vamos enxergar a limonada - quiçá, a caipirinha - que se esconde por detrás desse limão: a maturidade demonstrada por esse grupo para a disputa da Libertadores deve estar, a essa altura, preocupando seriamente a canalhagem anti-corinthiana.

Afinal, num passado nada distante, nos afobávamos em partidas relativamente tranqüilas desse torneio (à época, chamado pelos torcedores de Copa Neura), dando o resultado de bandeja para o adversário. Não raro, a derrota surgia em lances bizarros...

Hoje, ao contrário, demonstramos a capacidade (gostou, Tite?) de segurar a bronca por 90 minutos diante de partidas complicadas como a de quarta. E, mesmo não jogando porra nenhuma, ainda assim, saímos de campo com os 3 pontos.

Segura...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Separando os meninos dos homens

Hoje à noite, contra o Millonarios, o Timão decidirá seu futuro na Copa Libertadores 2013.

Sim, a decisão da primeira fase é hoje, lá em Bogotá, 2.640m acima do mar - pois do confronto da próxima semana, contra o fraquíssimo San José, no Pacaembu, não esperamos nada menos que uma retumbante goleada.

A matemática é simples: caso voltemos da Colômbia com três pontos na bagagem, chegaremos ao final da fase classificatória com 13 acumulados. A mesma soma, portanto, que provavelmente será alcançada pelo atual líder do Grupo 5, Tijuana
Nesse cenário, por saldo de gols (!), venceríamos a chave. A não ser, é claro, que ocorra um cataclismo de proporções inimagináveis - o que, saravá São Jorge, não acontecerá!!

Contudo, caso o Timão insista na estratégia titeana de sempre supervalorizar o pontinho solitário conquistado nos jogos fora, bastará aos mexicanos apenas uma (01) vitória em sua marota quadra de soçaite para que se consolidem como líderes do grupo.

E é essencial que fiquemos entre os oito primeiros classificados para a próxima fase. Não nos esqueçamos de que um de nossos maiores trunfos na Libertadores 2012 foi justamente esse: com a eliminação do Fluminense pelo Boca Juniors, nas quartas-de-final, vimos assegurado nosso direito de, contra quem fosse,  continuar decidindo todas as pelejas no bom e velho Paca.

Portanto, altitude é o cacete; hoje, senhores, só a vitória interessa ao Timão!

VAI CORINTHIANS!!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

SPFW 1 x 2 Corinthians: No mercy!


Papelzinho, hein, rapaz?!

Mesmo jogando em nosso eterno salão de festas, o obsoleto Ex-tádio da Vila Sônia, a bicharada até que conseguiu se impor no início da partida. Sufocando a saída de bola do Timão e empurrando-nos para o campo de defesa, durante os 25 primeiros minutos elas nos deram um bom trabalho, é verdade.
Na etapa final, contudo, era o Coringão – detentor do melhor e mais entrosado elenco das Américas – quem tinha mais garrafas vazias para vender.

Porém, fica o sinal de alerta: nosso sistema defensivo já não é o mesmo de outrora! Na verdade, está a anos-luz do ótimo nível que apresentou ano passado. Ontem, ao menos em tese, não havia a desculpa do desinteresse pelo Paulistão – afinal, clássico é clássico! – e, mesmo assim, passamos apuros.
Tanto que, com boas trocas de passe, logo aos 5 minutos as meninas apareceram com assustadora facilidade pela direita de nossa defesa. Na sequência da jogada, bola cruzada para dentro da área e um Fábio Santos que parece jogar em super slow motion: gol das gazelas.


Creio que o impropério com o qual homenageei nosso camisa 6 pôde ser ouvido num raio de três quarteirões...

E não: não acho que tenha havido falta no Alessandro no início da jogada, mas compreendo quem pensa o contrário.

Com evidente domínio do meio-campo, as comandadas de Rogé... digo, Ney Franco continuaram encontrando relativa facilidade em avançar por nossas laterais, sobretudo a direita, durante os 20 minutos seguintes – o que, confesso, me deixou temeroso de que um placar amplamente desfavorável pudesse ser construído ainda no primeiro tempo.
Se isso não se materializou, contudo, foi porque é precisamente por ali, naquelas terras à direita da baliza, que se instalou o recém-criado condado do Xerife Gil onde os fracos não têm vez. Aplausos, portanto, para nosso camisa 4 – por quem ainda não morro de amores, mas que, sejamos justos, ontem fez uma partidaça!

Enquanto isso, lá na frente, Danilo se mostrava pouco mais eficiente que um cone, Romarinho apresentava uma versão displicente blasé do futebol de Jorge Henrique e Emerson Sheik era, na pior acepção do nome, Emerson Sheik.
Pouco à frente deles, em vão, Guerrero se debatia entre os zagueiros.

Nos raros lampejos criativos de nosso setor ofensivo, contudo, as purpurinadas desciam o sarrafo com vontade, sempre contando com a (já tradicional) conivência da arbitragem – que, ao menos nesse quesito, não as decepcionou, né, safadinhas?!?
Não satisfeito, Paulo Henrique Gan$o, o maior craque de um semestre só revelado pelo Brasil nas últimas décadas, ainda tentava, a todo custo, arrancar o apito da boca do árbitro. No que, não raro, era acompanhado por Luís Pipoquinha e grande elenco.

Enfim, nada com o que já não estejamos acostumados...

Pouco antes do final da primeira etapa, porém, Danilo resolveu, ao menos por 5 segundos, despertar do aparente estado de coma no qual retornou do Japão. Após belíssima inversão de Emerson, o craque da camisa 20 cortou seu marcador com extrema facilidade e mandou uma estilosa sapatada  no ângulo, praticamente sem chances para o Xerocador de Contratos.

Ave, Danilo!

Descer para o vestiário com a igualdade no placar: isso era tudo o que o Seu Adenor precisava para planejar uma segunda etapa que, enfim, nos conduziria ao seu resultado favorito – o empate.

E assim, de fato, seguiu o segundo tempo: o Corinthians bem postado, firme na marcação, e as afrescalhadas trocando passes, num domínio apenas aparente, pois inócuo. Rumávamos, desta forma, para nosso 9º empate acumulado no sonolento Campeonato Paulista...

Até que, para poupar Guerrero, que atuava meio que no sacrifício, Tite precisou promover a entrada de Alexandre Pato - o que acabou jogando por terra seus planos de igualdade no placar.
Talvez por não ter sido muito bem orientado pela comissão técnica, Pato entrou extremamente aceso no jogo, atacando a bola e impondo outro ritmo a uma partida que, a essa altura, já causava certa sonolência no torcedor. E foi assim, ligado, em clima de clássico, que o camisa 7 se aproveitou de uma pixotada daquele que 8 entre 10 torcedores bambinos consideram o melhor defensor da Vila Sônia na atualidade.
A seqüência da jogada todos já se cansaram de ver, pois o interminável chororô da imprensa cor-de-rosa adentrou a madrugada:

Migué de Rogério e cobrança magistral de Pato!

Sinceramente, não consigo encontrar outro motivo para tanta polêmica senão a extrema cara-de-pau da canalhagem anti-corinthiana!
O goleiro, talvez por já ter idade para atuar pelo master do clube, conseguiu chegar atrasado numa bola que estava muito mais para ele que para o atacante e, sem outra alternativa, fez esse papelão aí. Ponto.

Aliás, cá entre nós, e que papelão, hein?! Deus do céu!...

Ademais, se lance semelhante acontecesse do outro lado e o juiz deixasse de marcar a penalidade, convenhamos, a choradeira dessa corja seria a mesma. Portanto, como diria Nataniel Jebão, elas que vão tomar nas Cubas!!

E só não grito um sonoro “Chupa, Bambi!” porque periga formar fila na porta da minha casa...

AQUI É CORINTHIANS!