segunda-feira, 22 de abril de 2013

Corinthians 2 x 0 A. Sorocaba: Toca Raul!


Domingo de Coringão no Pacaembu. Ingressos, há tempos, na carteira, adquiridos pelo programa Fiel Torcedor. O Timão, já classificado para a fase decisiva do Paulistão e sem possibilidade de ascensão na tabela; o adversário, já livre do rebaixamento e igualmente sem objetivos para a última rodada da primeira fase.

Ou melhor: para eles, última rodada do campeonato – senão, do semestre.

Até então, os jogadores haviam se arrastado na disputa pelo regional; uma preguiça que daria desgosto até em Dorival Caymmi.
Para esse “amistoso”, claro, a perspectiva não poderia ser diferente.

E eis que, no mesmo horário, a partir das 15h, haveria um festival em homenagem a Raulzito, no Vale do Anhangabaú. Minha mulher, que normalmente me acompanha nos jogos, dessa vez estava louca para ver os shows – e, confesso, eu também estava.

Juro que não me recordo qual foi a última ocasião em que fiz isso (se é que já houve), mas o fato é que, deliberadamente, optei por deixar o jogo de lado e fui para o festival. Que foi ótimo, por sinal!
E olha que eu consegui me desligar mesmo. Resisti, inclusive, naquela hora de comprar mais uma breja nos botecos do entorno, sequer perguntando pelo placar. Foi quase como tirar “férias conjugais”.

Afinal, se a boleirada pode passar quatro meses só no chinelinho, por que o torcedor não pode se dar folga por, ao menos, uma partida? Ainda mais uma partida dessas...

Mas, agora, acabou a moleza! Daqui para a frente, é só jogo eliminatório, tanto no Paulistão como na tão idolatrada Libertadores.

E quis o destino que o rival das quartas no Paulista fosse justamente o algoz de 2012, com quem temos contas a acertar.
Se os jogadores finalmente acordarem para a vida e renderem, contra a Ponte, aquilo que sabemos que podem, a chance de não seguirmos adiante tende a zero. Por outro lado, a partida no Moisés Lucarelli será dia 28 de abril – apenas 3 dias antes do confronto com o Boca Juniors, em La Bombonera – e, com isso, Tite já não nega a possibilidade de atuarmos com time misto.

Confirmando-se a vitória sobre o time campineiro, contudo, o mais provável é que façamos a semifinal contra o SPFW, também em partida única, no nosso eterno salão de festas.

E, como todos sabemos, contra as freguesas é só alegria!

Do outro lado, para uma possível final, podem vir os Porco, Pequeninos da Vila, Mogi-Mirim ou, o mais improvável dos quatro, Botafogo de Ribeirão Preto.
Destes, intuitivamente, tendo a apostar no time da Baixada – o que só aumentaria nossa responsabilidade numa possível final, pois jogaríamos para evitar um indigesto tetracampeonato na competição que, historicamente, dominamos.

E, claro, jogaríamos para ampliar ainda mais nossa hegemonia no regional, erguendo, pela 27ª vez, o caneco.

* * * * *

Para a maioria dos torcedores que conheço, o sentimento em relação à partida na qual a Macaca nos eliminou do Paulistão, ano passado, é ambíguo. Além do óbvio desconforto por termos sucumbido, em casa, diante de um pequeno (e com direito até a nó tático do Gilson Kleina no Seu Adenor), existe também a percepção geral de que foi precisamente ali – ao nos livrarmos, ao menos parcialmente, de Júlio César - que começamos a conquistar a inédita Libertadores.

Contudo, jamais nos desfizemos completamente de nosso Jacaré de estimação. Desde que Petr Cássio assumiu a meta, o fantasma de JC sempre esteve por ali, rondando o gol do Timão.

Só para citar um exemplo, recordo-me de que, na memorável partida contra o Vasco, pelas quartas da Libertadores 2012, Cássio caiu, ainda no primeiro tempo, sentindo uma contusão. E, graças ao injustificável rodízio de goleiros promovido por Tite, era justamente Júlio César quem estava no banco naquela noite.
Até que Cássio, enfim, se levantasse, demonstrando ter condições de permanecer em campo, foi evidente o sentimento de PÂNICO exalado pelas arquibancadas. 
Graças a São Jorge, porém, o gigante de Yokohama não apenas se recuperou como fez o que fez. Mas, imaginem se...

Deus nos livre! Não consigo nem pensar.

Porém, quando a vida, sempre irônica, nos empurrava para um temerário reencontro entre JC e o time que selou sua má sorte no Timão, o Santo Guerreiro, novamente, resolveu interceder por nós – e, desta vez, para livrar-nos quase que definitivamente desse arqueiro de braços curiosamente atarracados.

Vá com Deus, Júlio César! Desejo a você toda a sorte do mundo. Mais que isso, aliás: desejo-lhe a mesma sorte com que estamos sendo agraciados neste momento.
Até porque, quanto melhor for seu desempenho pelo novo clube, menor a chance de que volte ao final do empréstimo.

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