segunda-feira, 15 de abril de 2013

Linense 2 x 1 Corinthians: "nós vamos estar atualizando..."

Lá se foram uns 700 minutos de conversação com os operadores de telemarketing da Vivo e, como era de se esperar... continuo totalmente sem conexão.
De quebra, ainda noto que começo a estar pegando certo sotaque.

Graças a São Jorge, porém, existe o lento, modorrento, instável e irritante modem 3G da empresa, através do qual tem sido possível manter esse blog vivo (com o perdão pelo insosso trocadilho), embora não sem certo dissabor (por favor, absolvam-me também por este).

Dissabor amplificado pelo motivo que me traz ao teclado hoje. Afinal, o que diabos pretendemos com essa postura que adotamos no Campeonato Paulista?? 

Ontem, em que pese a bizarra formação das laterais e a perigosa insegurança na (não) escolha de um arqueiro reserva, Tite pôs em campo aquilo que tinha de melhor a  sua disposição. Nada de mistão. 

Ok: eu teria entrado com Pato no lugar do Emerson e este na função de Jorge Henrique. Mas o fato é que estas não foram as escolhas do Seu Adenor. 
Tenho muito carinho pelo Jorge véio de guerra, etc e tal, mas, definitivamente, não consigo mais compreender a utilidade dele em partidas nas quais o Timão, CNTP, mal teria seu goleiro testado pelo ataque adversário.

Como sempre, começamos no abafa, impondo nossa enorme superioridade técnica diante de um adversário que, como já se tornou rotina no Paulista 2013, batia na gente de bambu.
De modo que, antes mesmo dos três minutos, Sheik - em cena que se repetiria por mais algumas vezes na primeira etapa - infernizou pela esquerda do ataque e cruzou rasteiro; Paolo Siempre Peligroso Guerrero viu o beque cair sentado, dominou e deu de bico: 1 a 0 pra nóis!

A propósito, centroavante, para mim, é isso aí, mesmo: não precisa jogar bonito, tem é que estufar as redes. Pode ser de bico, de canela, de cabeça, de chapa, de pênalti, roubando a bola dos pés do companheiro, com estilo ou atabalhoado, fazendo pose ou tropeçando, mas tem que fazer gol. E, quando não faz, sai de campo com a cara fechada, se lamentando, de cabeça inchada.
Tudo isso, senhores, temos visto nesse peruano porraloca. Portanto, de uma vez por todas, seja bem-vindo, Guerrero!

Contudo, apesar de aberto o placar, pasmem - pasmemos todos: o Timão continuou no ataque.
Tivemos, até mais ou menos 20 do primeiro tempo, mais umas 4 ou 5 chances claríssimas de gol. Inclusive, através dos tão exigidos chutes de fora da área: primeiro, com Sheik, endiabrado na primeira etapa; na seqüência, com Paulinho - que depois ainda acertaria uma pancada em cobrança de falta, forçando o goleirinho caipira a realizar bela defesa.

Parecia que uma goleada se desenhava. As arquibancadas do Estádio Gilberto Siqueira Lopes, povoadas pela massa corinthiana, já ensaiavam os primeiros versos de "Caiu na rede é peixe...".

Porém, conforme se passavam os minutos, o Timão ia naturalmente adotando o padrão Tite de jogo. De modo que, se por um lado, terminávamos o primeiro tempo correndo poucos ou quase nenhum risco, por outro, seguíamos apenas administrando mais uma perigosa goleada de 1 a 0.

Veio a segunda etapa e o adversário, que ainda tem objetivos no campeonato, viu retornar a campo um time que não vê a hora desse regional acabar. 
Bola cruzada pela direita da defesa corinthiana; Danilo Fernandes caçando borboletas, em lance bizarro; bola que retorna pela esquerda, nossa zaga perdida  e os hômi, de cabeça, chegam ao empate. Putaqueopariu!

No lance seguinte, bola cruzada da esquerda, precipitação infantil do nosso beque e a virada.
Se estivesse diante de um Romário, até concordo que a facilidade absurda com que Gil foi cortado no lance seria aceitável. Mas... porra, Gil!!

Após perceber a bobagem de, mais uma vez, ter doado ao frágil adversário pontos praticamente ganhos, Tite partiu para o desespero, sacando JH e Ralf para as entradas de Pato e do moleque Paulo Victor - transformando o time, de uma vez por todas, num bando de índios.

Pouco antes da entrada do garoto, contudo, a arbitragem se perdeu na partida: anotou falta inexistente em Pato e permitiu uns 4 minutos de reclamação por isso; depois, expulsou um zagueiro dos hômi por ele, supostamente, ter se adiantado na barreira (e isso em decorrência dessa mesma falta inexistente).
Na sequência, talvez para compensar a expulsão, deixou de marcar pênalti claríssimo em Pato.

De qualquer forma, a essa altura, mesmo que o jogo fosse até os 70 do segundo tempo, creio que não marcaríamos mais gols...

2 a 1 para o todo poderoso Linense, a certeza de que faremos as quartas do Paulista fora de casa e, como não poderia deixar de ser, um gosto amargo na garganta.

Segue o enterro...

* * * * *

Sobre o jogo de quarta, tinha um post inteiro na cabeça, mas perdeu o timing. Obrigado, Vivo!! 
E, claro, obrigado, Romarinho!!!

* * * * *

Começo a ficar preocupado. Espero que seja apenas paranóia...

2 comentários :

  1. 1- Eu já estou ficando meio ressabiado nesses jogos em que o time abre o marcador e dá a impressão qeu vai passar o rodo. Foi assim na derrota frente os bambis o ano passado, no empate contra o Chiqueirense...Nesse quadro eu acho que tem a responsabilidade do técnico e dos jogadores.
    2- Eu achei que o Paulo Vitor teve personalidade. Partiu pra cima dos beques, chutou a gol...DE repente outras oportunidades não serão em vão. Só falta colocar o Leonardo pra jogar.
    3- O ano passado terminamos a primeira fase como o primeiro colocado e caímos logo de cara no mata-mata. Quem sabe desta vez, a história seja diferente
    (Múcio Rodolfo)

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    1. 1- Relendo, agora, vi que ficou tudo na conta do Adenor. Tem razão, Múcio: os jogadores têm sua cota de responsabilidade nisso.

      2- Também achei.

      3- Oxalá!

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