segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ponte Preta 0 x 4 Corinthians: que venham as freguesas!

Durante a primeira meia hora de jogo, senti-me de volta à partida contra o Millonarios, na Colômbia.

De um lado, um adversário pilhado, que marcava nossa saída de bola com eficiência, induzindo ao erro - com o quê, mal conseguíamos trocar 3 ou 4 passes consecutivos. De outro, um Corinthians calejado, cascudo; time de macaco véio que, por pressionado que seja, quase não corre riscos, tampouco se desorganiza.

Chega a ser irritante a tranqüilidade desse time...

Chiquinho (aquele que, vindo do Ipatinga, passou 6 meses no Timão, não agradou e foi-se embora), fazia, conforme anunciado por ele durante a semana, o jogo de sua vida. E, explorando as laterais, o ressentidinho da partida quase deu algum trabalho, é verdade. Porém, chegar ao gol, mesmo, a Ponte só chegou uma vez, aos 11 minutos, com seu artilheiro William explorando as costas do (sempre lento!) Paulo André.
De resto, a Macaca manteve apenas um domínio inócuo, pois incapaz de furar o sempre bem postado sistema defensivo corinthiano.

O gás da equipe campineira, contudo, acabou quando sói acabar nesse tipo de situação: por volta dos 30 minutos de jogo. E foi somente a partir daí, com a natural afrouxada na marcação exercida por eles, que o jogo começou para o Timão.

Tanto que nosso primeiro chute a gol veio justamente a essa altura da partida, com Guerrero ganhando na raça e mandando rente à trave. No lance seguinte, o centroavante ainda faria ótimo desarme no círculo central, passando em seguida para Emerson; este buscou Danilo que, em belo passe de calcanhar, desorganizou a zaga dos hômi e fez a bola reencontrar Guerrero - no meio da rua, mas de frente para o gol. O peruano, que não brinca em serviço, soltou o pé dali mesmo e o goleiro, em tarde infeliz, bateu roupa diante de Romarinho: 1 a 0.

É nóis, moleque!

Minutos depois, o goleirinho novamente aceitaria um chute daqueles bem defensáveis, dessa vez de Emerson Sheik. E, com isso, descemos para o intervalo com 2 a 0 no placar - resultado, ironicamente, construído nas falhas do goleiro pontepretano.

Voltamos para o segundo tempo no Libertadores mode on, todo mundo poupando gás para a partida de quarta-feira. Com a Ponte já dando sinais de rendição, creio que administraríamos esses 2 a 0 até o final, não fosse o pênalti malandramente cavado por Emerson (para mim, o melhor em campo) e mal cobrado por Guerrero: 3 a 0.

Tampa do caixão já baixada, restava apenas pregá-la. E, por ironia, também esta tarefa estava reservada a um jogador da equipe campineira: ao pisar covardemente em Romarinho, o tal de Baraka foi convidado pelo árbitro a visitar o vestiário mais cedo e, junto com ele, levou qualquer fiapo de esperança que ainda pudesse existir nos corações pontepretanos.

Nesse momento, esfreguei as mãos, salivando; qualquer forçadinha a mais e meteríamos um 6 a 0 com facilidade. E, após a entrada de Pato, aos 27 da segunda etapa, foi quase o que se viu, mesmo.

Com pouco menos de 20 minutos em campo, nosso camisa 7 primeiro perdeu um gol feito (ponham esse na minha conta, pois, de tão feito, gritei antes), depois exigiu um milagre do goleiro Edson Bastos, numa cabeçada venenosíssima, e, por fim, marcou um golaço de bola e tudo, dando números finais à acachapante goleada.

Nenhum primor, é verdade, mas uma vitória maiúscula e incontestável - e é isso o que importa.

E, agora, que venham as freguesas!!


* * * * *

Em campo, duas equipes visualmente desfiguradas: o Timão, vestindo a odiosa ceroula, distintiva dos rivais de menor expressão; a Ponte, pasmem, sem sua característica faixa - provavelmente, porque ela "brigaria" com a dúzia e meia de patrocínios que estampam a camisa. 

Perdoem-me os mudérnos, mas futebol, para mim, é coisa séria. Esse aí é o tipo de palhaçada que jamais aceitarei.

* * * * *

Creio que, a essa altura, esteja sendo o último a reconhecer o óbvio, pois vinha dedicando ao garoto uma paciência quase paternal. Porém, não há mais como negar que Paulinho se perdeu.

Desde que voltou do Japão, o cara vem se achando uma espécie de semideus.


* * * * *

Tá gordinho, hein, Douglas? 

6 comentários :

  1. 1- Eu também vi isso. Uma Ponte marcando a mil por hora, mas cujo fólego e técnica iria sucumbir em determinado momento da partida. Se o adversário tivesse transformado o volume de jogo em chances de gols e gol, talvez o jogo ganhasse uma certa dramaticidade.
    2- E por falar em marcação, a nossa funcionou. Tanto o primeiro como o segundo gol surgiram de bolas tomadas por nossos jogadores. O Tite tem razão.
    3- Se o uniforme da Ponte é o todo branco e o mando de jogo era dela, porque jogou com o uniforme todo preto?
    (Múcio Rodolfo)

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    1. 1- Acho que é humanamente impossível manter aquela correria por mais de 30, 35 minutos.

      2- E o gol do Romarinho na Bombonera... Tem razão faz tempo!

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  2. Bacana o texto, voltarei outras vezes

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  3. Domingo não vai ser tão fácil quanto vc pensa... venceremos é claro, mas primeiro tem o Boca...

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    1. Hohoho! Mas é aí que você se engana: eu não penso que será fácil, Giba...

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