terça-feira, 28 de maio de 2013

Resumindo...

Por tudo o que temos lido/ouvido/debatido por aí, acho que a coisa fica mais ou menos assim:

1- Ainda estamos devendo em 2013. Conquistamos o Paulistão impondo nossa superioridade técnica, porém sem conseguirmos nos impor taticamente. O famoso vencer sem convencer
O esquema de jogo do time a ser batido está mais do que manjado.

2- Para faturar também o Brasileirão, portanto, não nos iludamos: o que mostramos até aqui não basta.

3- Contudo, Pato e Renato Augusto, contratações cujas características permitiriam ao Seu Adenor um leque maior de variações táticas, não se mostraram fisicamente confiáveis. 
Temendo falta de seqüência do time base, Tite, em meados do semestre, preferiu retornar ao chamado "time de segurança", portanto.

4- Porém, não podemos ignorar que, mesmo desconsiderando as contratações mencionadas, o técnico já dispunha de peças que o permitiriam, sem perda de qualidade, promover alterações pontuais no padrão tático da equipe. Douglas, Edenilson  e Guilherme, por exemplo.
Se não o faz, contudo, acredito que isso se deva mais a um apego cego à fórmula que alavancou sua carreira - o que seria naturalíssimo, pois, assim como nós, o cara também é humano - do que à suposta "limitação técnica" apregoada por vários blogs corinthianistas.
Não há sorte no mundo que continue, por tanto tempo, sorrindo para um burro, senhores. Se por arrogância ou por pura implicância, não importa: tal argumento está errado e, empiricamente, não se sustenta.

5- Por outro lado, o mero reconhecimento das fragilidades da equipe também não implica, necessariamente, que tudo esteja errado, que a comissão técnica deva ser malhada no sábado de aleluia, que Emerson não sirva mais nem para o banco e que Romarinho deva ser banido do Parque São Jorge. 
Sem exageros, pessoas! Por favor.
Trata-se apenas da constatação de que Emerson vive mau momento técnico e de que Romarinho, por questões táticas, deveria ser sacado para a entrada de mais um meia. Ponto. Sem pânico.

6- Ok: Alessandro e Fábio Santos são outros dois que não se justificam mais entre os 11 titulares - porém, para substituí-los, as opções também já se encontram disponíveis no próprio elenco.
Parêntese: talvez eu ainda não esteja totalmente convencido de Edenilson na direita, pois gosto dele, mesmo, é como meia; contudo, se o próprio atleta já está convencido de que deva se adaptar...

7- Por tudo o que foi dito, creio que a questão central seja até quando, afinal, Tite insistirá em não perceber que precisa sair da zona de conforto desenhada pelas glórias recentes; que necessita abrir mão de um esquema que deu certo em prol de outro que, a julgar pela qualidade técnica do elenco, tem tudo para nos levar ainda mais longe.

8- E eu acredito que a mudança virá na próxima rodada. Sempre.

* * * * *

Por motivos profissionais, o blog entrará em breve recesso a partir de amanhã. Dia 9 de junho, contudo, retornaremos com nossa programação normal.
Comentários, se houver, continuarão sendo bem-vindos neste período. 

Agradecemos pela compreensão, etc, etc.

* * * * *

VAI CORINTHIANS!

domingo, 26 de maio de 2013

Drops


Corinthians 1 x 1 Botafogo     Resultado injusto, pois o time carioca mereceu a vitória. 

Com o que, por sinal, só nos restam alguns questionamentos: 1- até quando o Seu Adenor insistirá nessa bizarra formação desprovida de meio-campo?; 2- até quando Seu Adenor seguirá apostando na inócua correria de Emerson Sheik?; 3- aliás, considerando que ela destrói 90% das tentativas de ataque do Timão, será mesmo que podemos considerar inócua a correria de nosso camisa 11?; 4- quando, por misericórdia divina, Renato Augusto voltará do estaleiro; 5- desgaste físico na primeira rodada do campeonato e depois de uma semana inteira confinados no CT, Tite??; etc, etc, etc.


Terá limite?     Conforme publicado recentemente pelo diário Lance (o jornalzinho colorido, como costuma dizer meu bróder Giba), em 2014 o Timão usará uma terceira camisa na cor... amarela.

Sim, isso mesmo: o marketing do Timão ainda nem lançou a patética camisa azul, confirmada para 2013, e já tratou de definir que, em 2014, vestiremos amarelo.

Nada de muito novo na notícia, aliás. A comunidade de "camiseiros" está anunciando essa estratégia há tempos: amarelo no ano da Copa e azul no anterior - tudo para que o torcedor corinthiano possa ir ao jogos da Seleção Brasileira usando alguma coisa que, talvez para a Nike, lembre vagamente a camisa do Timão.

A coisa anda tão descarada que, sinceramente, não me espantarei caso o marketing do clube resolva, em 2015, sobrepor as duas últimas cores utilizadas, lançando uma "elegante" terceira camisa em homenagem ao co-irmão da Pompéia. 


Que venha!     Até ontem, permanecia reticente quanto à  - a esta altura, praticamente irreversível - contratação de Ibson. Porém, reconhecendo que Renato Augusto não tem se mostrado fisicamente confiável (e percebendo o estrago que a adoção do sistema sem dois meias tem proporcionado à equipe), começo a ver com bons olhos o iminente acerto.


Pelamor!     Jorge Henrique jogando nos bambi, não, né?! Em último caso, que mandem o baixinho pra Baixada, então...


Contando os dias     Tá certo que 300 pilas foi de doer nos bago, mas não tem como deixar de ir num show desses...



sábado, 25 de maio de 2013

Pela sexta estrela (um post entre parênteses)

Hoje, às 21h (que horário, hein?!), daremos início à caminhada que nos conduzirá ao 6º título no Campeonato Brasileiro, igualando-nos a Flamengo(*) e Bambis - até que se prove o contrário, os maiores vencedores desta competição.

Preparemo-nos, pois serão 38 longas rodadas no - bastante contestado - formato por pontos corridos. E cabe, aqui, o primeiro parêntese do post. 
A esmagadora maioria dos blogueiros cuja opinião respeito é contrária à manutenção deste formato, tido por "sonolento". Compreendo as críticas e até concordo com boa parte dos argumentos; porém, continuo convencido de que, para o nacional, trata-se do melhor sistema: senão o mais emocionante, ao menos, o mais justo. 
Acredito que, ao exigir das equipes a mesma dedicação e intensidade desde a primeira até a última rodada,  o modelo, salvo raríssimas exceções, privilegia, sim, o melhor e mais regular time do campeonato. Fecha parêntese.

Para receber o Botafogo, atual campeão carioca, Tite mandará ao gramado do Paulo Machado de Carvalho praticamente os mesmos titulares que, domingo passado, conquistaram o 27º Paulistão. A exceção ficará por conta de Alessandro, sem condição de jogo - com o que, a equipe contará com o bem-vindo reforço de Edenilson.

Pato, portanto, apesar do clamor quase unânime, segue no banco. 

Eis, aí, um caso que chega a ser impressionante: em entrevista recente, até Paolo Guerrero - quebrando o código de ética da boleirada - afirmou que prefere jogar com o camisa 7 ao seu lado; porém, sabe Deus por que, o Seu Adenor segue optando pela (inócua) correria de Emerson Sheik. 
Só nos resta acreditar que ele realmente saiba o que está fazendo...

Segundo parêntese - deve saber: em pesquisa encomendada pelo Globoesporte.com, Tite, com larga vantagem, acaba de ser eleito pelos atletas da Série A como o melhor técnico do Brasil; o chefe "justo e meritocrata" que quase todos gostariam de ter.
Mesma pesquisa, aliás, que, pela última vez, trouxe o obsoleto Ex-tádio do Jd. Leonor como o preferido pelos jogadores - já que, a partir do ano que vem, com o ultramoderno caldeirão de Itaquera em pleno funcionamento, o elefante branco da Vila Sônia deverá, finalmente, encontrar sua verdadeira vocação: o esquecimento. Fecha parêntese.

Voltando ao jogo de hoje, fica o registro de que, graças à precoce remoção da Copa Libertadores, o Timão, pela segunda vez nos últimos quatro anos, iniciará o Campeonato Brasileiro com foco total na competição, desde a primeira rodada.
Da última vez que isso aconteceu, levantamos o taça.

Atual campeão regional, continental e mundial, estou certo de que, também para a conquista do nacional deste ano, cabe ao Corinthians o favoritismo.

É atropelar o Botafogo com autoridade, para, já de início, mostrar aos outros a que viemos. Tremei-vos, infiéis: o Timão, por mais uma vez em sua gloriosa história, parte em busca de um caneco!

VAI CORINTHIANS!!


(*) Este blog reconhece o C.R. Flamengo como legítimo Campeão Brasileiro de 1987

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Na vitrola

Andy Summers, em foto de 1983, provando que não se restringia à música
o bom gosto da rapazeada do The Police


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tempos de Guerra

A fim de driblar o enorme delay de minha TV por assinatura (que, em alguns momentos, chega a intermináveis 20 segundos), ontem optei por substituir o áudio da televisão pelo da Rádio Bandeirantes. 

Jesus amado: eu não tinha noção de que o anti-corinthianismo do Sr. José Silvério havia chegado a níveis tão alarmantes! O locutor simplesmente passou a partida inteira se esmerando na busca por pênaltis não marcados ou lances em que, supostamente, o homem do apito favoreceria o Corinthians.

E o pior: fazia-o com extremo cinismo, forçando a situação até o limite do patético - nitidamente, em resposta à indignação corinthiana diante daquela que, para mim, está entre as mais mal intencionadas arbitragens da história
Tratava-se, digamos, de "pôr o corinthiano em seu devido lugar"; de nos convencer - ou de se convencer? - de que os graves fatos ocorridos na última quarta são, na verdade, tão corriqueiros quanto qualquer outro erro de interpretação que a juizada, diariamente, comete por aí.

Postura padrão, diga-se. Dias antes (mais precisamente, na quinta-feira pós-remoção), o Sr. José Trajano, verdadeiro decano do jornalismo canalha, homem forte por detrás da Emissora São-Paulina de Notícias, mostrou-se inconformado com a ostensiva declaração de amor dada pela Fiel Torcida após a eliminação produzida por Carlos Amarilla.
Em seu programa matinal - que, por sinal, mais se assemelha a uma conversinha de lavadeiras - fez questão  de classificar a belíssima homenagem das arquibancadas como "soberba e prepotência da torcida alvinegra, como se o Corinthians fosse maior do que tudo".

Não contente, e tendo recebido uma enxurrada de e-mails questionando se "agressões e quebra-quebra o satisfariam", Trajano voltou ao tema na manhã seguinte. Desta vez, após reafirmar seu pacifismo e dizer que, evidentemente, prefere a festa à violência, o rabugento jornalista partiu pelo caminho do pseudo-intelectualismo vulgar: "muitas vezes, o silêncio, uma lágrima sentida, têm mais significado do que a festa; afinal, a tragédia faz parte de nossas vidas - caso contrário, não leríamos Shakespeare".

Ora, Trajano, antes de mais nada, faça-me um favor: vá tomar no meio do seu rabo, ok?! Quer dizer que o "nobre jornalista" já não consegue nem mesmo disfarçar sua frustração por ter sido privado de tão sonhado e delicioso espetáculo: o de ver a Fiel às lágrimas, agarrada ao alambrado? Sério mesmo que é isso??
Isso é que é profissionalismo, hein?!

Mas a cereja do bolo estava guardada para hoje e viria do site da mesma emissora comandada por Trajano. Foi de lá que um de seus meninos-prodígio - o mal disfarçado Flamenguista e indisfarçado anti-corinthiano Mauro Cézar Pereira - soltou essa verdadeira pérola do mau-caratismo.
Essa eu me reservarei o direito de não comentar. Até porque, se escrevesse exatamente o que penso, o blog teria que ser reclassificado como de conteúdo adulto.

Sem dúvida alguma, vivemos tempos de guerra, senhores. Hoje, mais do que nunca, somos nós contra eles e todos eles contra nós!

Portanto, não alimentemos abutres!! Lição aprendida: da próxima vez que quiser substituir o áudio da TV pela transmissão radiofônica, optarei pela Rádio Coringão.

Os Heróis do Título


Petr Cássio, a Muralha de Yokohama     1,95m de pura feiura! Cássio é daquele tipo de goleiro que, quando abre as asas e fecha a cara, mete medo em atacante.
Se o Timão tivesse um treinador de goleiros decente, nosso camisa 12 já seria titular absoluto da Seleção.


Alessandro, o Capitão     É bom mesmo que Alessandro se aposente logo; se possível, ainda hoje. Afinal, se continuar sendo obrigado a levantar taças com tamanha freqüência, o Capitão poderá, a curto prazo, acionar o Timão na esfera trabalhista.
Já ouviram falar em Lesão por Esforço Repetitivo?...


Gil, o Zé Pequeno do Parque     Simplesmente, o melhor e mais regular jogador do Timão no Campeonato Paulista. Mais um que, se Felipão fosse um pouco menos burro, já estaria na Seleção.


Paulo André, o Ilustrado     Botou o frangote da Baixada em seu devido lugar. Aliás, insisto: quem é Neymarketing?


Fábio Santos, the Lucky Man     Ontem, não comprometeu... Acrescentou mais um título ao currículo com a camisa do Timão – e é isso o que importa.


Ralf, o Pitbull da Fiel     Simplesmente, um monstro! Há anos, o mais eficiente desarme do futebol brasileiro. Vida longa a Ralf no Timão!


Paulinho, o Termômetro     Um dos melhores e mais modernos volantes do mundo, o camisa 8 voltou a apresentar seu bom futebol na hora certa. Pelo conjunto da obra ao longo dos 180 minutos decisivos, podemos dizer que Paulinho foi “o cara” da final do Paulistão 2013.


Danilo, o Homem de Gelo     Como sempre, jogou muito na decisão; quando a coisa apertou, simplesmente foi lá e resolveu a partida – com aquele eterno jeitão de quem está batendo uma bola no campinho do sítio.
Tipo de jogador que pode ser definido numa única palavra: Danilo é foda!


Romarinho, o Lék     Bayer Leverkusen é o caráleo!! Com apenas 22 anos, Romarinho já conquistou 3 títulos pelo Corinthians. Muitos outros ainda virão.


Emerson, o Sheik     Ultimamente, mais provoca do que joga... Porém, acrescentou mais um título ao currículo com a camisa do Timão – e é isso o que importa.


Paolo Guerrero, Siempre Peligroso     Mesmo tendo passado em branco na decisão, o matador se consagrou como artilheiro da equipe no Paulistão 2013. Elementar: Guerrero é gol! Sempre!!


Edenilson, o Coringa     Tem futebol para ser titular em qualquer equipe do Brasil. Deverá conquistar seu espaço entre os 11 de Tite ao longo do 2º semestre, naturalmente.


Alexandre, o Pato     Jogador completo, "aquático e gramático", Pato tem futebol para ser titular em qualquer equipe do mundo. Deverá conquistar seu espaço entre os 11 de Tite ao longo do 2º semestre, naturalmente.


Douglas, o Tiozão de Boteco     Entre uma cerveja aqui e um cigarrinho ali, o camisa 10 ainda encontra tempo para distribuir belos passes em profundidade e lançamentos geniais – como um autêntico meia à moda antiga.


Tite, o Seu Adenor     Campeão Brasileiro, da Libertadores, Mundial e, agora, Paulista. Quer mais? Claro que sim! Daqui até dezembro, ainda conquistará a Copa do Brasil, a Recopa e o Brasileirão novamente.


Fiel Torcida, o 12º jogador     O Timão, sozinho, teve mais público no Paulistão do que o Campeonato Carioca inteiro. Precisa dizer mais alguma coisa?



Atualização (19:00h)


Zizao, o Xodó da Fiel     Após linda e inesquecível pedalada, o craque chinês foi à linha de fundo e serviu a Giovanni - que teve apenas o trabalho de empurrar a bola para dentro, marcando o  primeiro gol do Timão no campeonato.
Como bem lembrou o Múcio, foi assim, com Zizao "brilhando muitcho no Coríntia", que teve início nossa caminhada rumo ao 27º título. Valeu, Zizão!!

Mais um na parede


Parabéns à toda a Nação Corinthiana, vinte e sete vezes campeã do Paulistão! 

E tetra é o cacete! Se, um dia, alguém tiver que conquistar o tetra nesse campeonato, fique claro que seremos nós.

AQUI É CORINTHIANS!!

sábado, 18 de maio de 2013

Mea culpa

Em post de 19 de abril, assim palpitei sobre os confrontos das oitavas da Cucaracha:




Sim, foi isso mesmo que você viu: o blogueiro simplesmente conseguiu errar todos os prognósticos, sem exceção. O que, suponho, apenas prova que ou eu não entendo porra nenhuma de futebol, ou sou mais pé frio que Telê Santana, Cerezo e Mick Jagger juntos - ou ainda, o que é mais provável, as duas coisas.

Desculpo-me, assim, com os amigos do blog - aos quais, para o bem de todos e felicidade geral da Nação, juro que nunca mais arriscarei um placar antes da bola rolar!

Afinal, vai ser zicado assim lá na putaqueopariu, Seu Zé Carlos!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Curtas (ainda sobre o assalto...)

Quem acompanha já deve ter percebido que este blog não é nada adepto do CTRL+C / CTRL+V. Contudo, o post de hoje do Blog do Silvinho define com tanta precisão meus sentimentos e impressões acerca da partida de ontem que merece, no mínimo, ser "lincado".

Eu mesmo não me expressaria tão bem...


* * * * *

Engraçado ver os abutres da imprensa contemporizando: "a arbitragem interferiu, mas... o Boca fez um ótimo primeiro tempo no Pacaembu"; "o árbitro foi determinante, mas... o Corinthians foi inferior durante 3/4 do confronto de 180 minutos"; e por aí vai.

Curioso é que  não me lembro de ter visto nenhum dos distintos jornalistas, jamais, afirmando que "houve pênalti no Tinga, mas... o Corinthians fez um ótimo Campeonato Brasileiro em 2005, jogando bom futebol e liderando-o durante a maior parte do tempo".

Aliás, nem sei por que diabos ainda paro para ouvir essa gente...

* * * * *

Mas... você já imaginou o que seria se fosse o contrário? Se o Corinthians é que tivesse se classificado em tais condições??

* * * * *

Agora, foda mesmo foi acordar numa das piores ressacas pós jogo de minha vida - a última desse nível foi em 1993 - e ser obrigado a ler que o árbitro paraguaio "justiçou" a morte do garoto em Oruro.

E o pior: quem disse isso, pasmem, foi um corinthiano. 

Apaputaqueopariu!!! Um blog a menos para acompanhar, de hoje em diante...

* * * * *

Saímos, mas de cabeça erguida. As arquibancadas não fizeram o que fizeram à tôa.

E não nos esqueçamos que ainda temos mais 4 títulos para conquistar em 2013 - o primeiro deles, já nesse domingo. Portanto, é hora de juntar os cacos, lamber as feridas, etc, etc.
E tudo a toque de caixa.

Segue o jogo...

Corinthians 3 x 1 Boca Jrs: eliminados não, removidos!

Sobre a eliminação de ontem, poderíamos dizer que o Corinthians não jogou bem, que aceitamos o ritmo imposto pelo adversário, que Tite levou o chamado nó tático de Carlos Bianchi, que Cássio fez partida extremamente insegura, que nossos laterais já deram o que tinham que dar, que os jogadores se mostraram excepcionalmente tensos, que o time foi - e tem sido - mal escalado, que Pato não pode ser reserva, que a desclassificação começou a ser construída no jogo da Bombonera - sem dúvida, uma das piores exibições do ano, quiçá a pior.
Poderíamos dizer que o Boca Juniors é uma verdadeira lenda nesta competição, que Riquelme é foda, que Bianchi é gênio...

Tudo isso poderia ser dito, sem dúvida. Porém, diante de uma arbitragem como a que vimos ontem, qualquer outro argumento perde completamente o sentido.

Esforçando-me para ser o mais contido e racional possível na definição do trabalho desempenhado pelo trio de arbitragem, a única coisa que consigo dizer é que o paraguaio Carlos Amarilla e seu bando de quadrilheiros simplesmente operaram o Corinthians em pleno Pacaembu!

-  "Calma, confiem em mim. Esqueceram que eu tenho isso aqui?..."

Não jogamos bem? Não, não jogamos. Mesmo assim, fizemos o placar que necessitávamos para avançar. Tite levou nó tático? Levou. Não obstante, seus comandados marcaram 3 gols - dois deles, absurdamente anulados - e ainda sofreram 2 pênaltis não assinalados. Cássio foi inseguro? Foi. Mas etc, etc e etc.

E não se trata de chororô. Chororô é o caralho! Particularmente, também acho que essa história de caçar pêlo em ovo nas arbitragens é uma conversinha de losers, coisa de times como Botafogo-RJ, Pequeninos da Vila ou Internacional-RS. Mas tudo tem um limite!!

Afinal, não estamos falando de lances polêmicos, interpretativos - se houve ou não carga no zagueiro, por exemplo. Estamos lidando com, no mínimo, 4 erros incontestáveis que definiram o placar. Lances tão explícitos que nem mesmo os mais ferrenhos e delirantes anti-corinthianos são capazes de questionar.

A arbitragem, inequivocamente, FEZ o placar. E mais: fez o placar que lhe convinha, que lhe havia sido encomendado.
Sim: encomendado, sim senhores! Trio nenhum erra tanto  - e tão acintosamente - numa única partida por mera incompetência. 

O Corinthians foi, deliberadamente, removido da Copa Libertadores 2013.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Drops

Ou você prefere Willian Arão?     Diferentemente do que ocorreu quando do - imperdoável - acerto com Anderson Polga, vejo com muito bons olhos a, já anunciada, quase contratação do volante Claudio Maldonado.

Ao contrário do beque, que nunca foi porra nenhuma, o chileno já jogou muita bola!

Ok: bichado e sem pisar nos gramados há mais de ano, trata-se de verdadeira incógnita. Porém, acredito que, para composição do elenco, o veterano volante cairá como uma luva; aposto meus vinténs que, sempre que precisarmos poupar Ralf, teremos em Maldonado um reserva classudo, seguro e experiente.

Oxalá!


Aumentaram em 5%?     Por que será que, subitamente, durante visita ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Secretário-Geral da FIFA Jérôme Valcke resolveu receber a luz divina?

Insisto: para mim, o Timão deveria mandar essa Copa às picas e retomar o projeto original, de "apenas" 380 milhões de reais. 

(ele existiu, né?)


Pãããtz...     Neste momento, a Porcada perde por 1 a 0 para o Tijuana. Vamos mandar vibrações positivas para o "co-irmão" da Série B! 


Atualização, às 23:15h

Tijuana 2 a 0. Continuem mandando vibrações positivas!!


É amanhã...     

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Corinthians 2 x 1 Pequeninos: ficou de graça...

Fomos 38 mil torcedores lotando o Pacaembu. Era gente saindo pelo ladrão! Nas arquibancadas, o ambiente fervia; a massa ensandecida empurrando o time a qualquer custo.
Enfim: clima de Corinthians em final de campeonato – se Paulista, Libertadores, Copa São Paulo ou Brasileiro, ao menos para nós, tanto faz...

Correspondendo à vibração que vinha das arquibancadas, o Timão fazia, na tarde de ontem, sua melhor partida em 2013. Futebol convincente mesmo: marcação alta, sufocando o adversário, estrangulando a transição defesa/ataque; os volantes jogando o fino, senhores do meio-campo; Romarinho atormentando pela direta; Danilo, ora centralizado, coordenando, ditando o ritmo, ora buscando as tabelas com Fábio Santos pela esquerda.
Futebol de gente grande!

O resultado disso foi que, durante os primeiros 45 minutos, o Corinthians se mostrou tão, mas TÃO superior ao time da baixada que, sem receio algum, podemos afirmar que a primeira etapa lembrou o W.O. dos Pequeninos diante do Barcelona, na final do Mundial de 2011.

Com Paulinho inspirado, voltando a praticar aquele mesmo futebol que, nos últimos anos, o consagrou como melhor volante brasileiro em atividade, o Corinthians criou condições objetivas para aplicar uma sonora e acachapante goleada nos Manjubas, que sequer viram a cor da bola no primeiro tempo.

Não soubemos aproveitar, contudo – e atribuo isso à ausência de Pato entre os 11 titulares.

Com o volume que criamos ao longo de toda a primeira etapa (e, mesmo, em boa parte da segunda), um exímio finalizador como ele teria deitado e rolado, tranqüilamente. E, já que o Seu Adenor tem tido tanto receio de mexer com o Emerson para promover a entrada do camisa 7, então que, ao menos, sacasse Petr Cássio – cuja presença em campo, até aquele momento, não se justificava.

Descemos para o vestiário vencendo por 1 a 0, gol marcado por um infernal Paulinho. Placar perigoso que, se por um lado, coroava o melhor jogador em campo, por outro, nem de longe refletia o que havia sido a partida até ali.

Os Pequeninos voltaram para o segundo tempo já sem o inútil do Kid Bengala e apresentando melhor posicionamento em campo. Com isso, embora seguíssemos dominando, conseguiram, ao menos, equilibrar um pouco mais a partida – que, aleluia, finalmente se parecia com o que, de fato, era: um clássico.
Quando, porém, o time da Baixada ameaçava crescer no jogo, Paulo André cravou 2 a 0 e as arquibancadas responderam, ainda que timidamente, com os primeiros versos de “Caiu na rede é peixe”.

Prepotência? Porra nenhuma! Por tudo o que havíamos visto até ali, a reação da torcida foi, mais que legítima, justíssima, isso sim.

Porém, quem disse que a vida é justa, não é mesmo?

No momento em que, novamente empurrado pela massa, o Coringão ensaiava restabelecer domínio semelhante ao da primeira etapa, “meu perseguido” Fábio Santos - que, devo reconhecer, até ali fazia boa partida – resolveu nos brindar com sua grande especialidade: levar bola nas costas. Subiu, perdeu, não voltou e forçou a cobertura a brecar com falta o contra-ataque boqueirense.

Na cobrança, imperdoável desatenção na bola aérea e Severino, de cabeça, diminui para os Pequeninos.

O gol dos Manjubas representou, àquela altura, injustiça tamanha que, talvez inconformado, o operador do sistema levou uns três minutos para atualizar o placar do Pacaembu.

Saldo da peleja: criamos o suficiente para fazer 5 ou 6, porém marcamos apenas 2 e ainda permitimos que eles achassem 1 - com o que, os Pequeninos permanecem vivos e, a decisão, aberta.

Temos o melhor e mais consistente time do Brasil, não duvido. Contudo, ainda falta aprendermos a finalizar o adversário quando temos oportunidade para tal.

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Se mantivermos a mesma intensidade de ontem para a partida de quarta-feira, contra o Boca, a classificação é certa.
Se melhorarmos a pontaria, então, goleamos.

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A arbitragem, ontem, foi um capítulo à parte.

Não adianta: enquanto Del Nero presidir essa maldita Federação, lamento, teremos sempre que jogar contra 14 adversários em campo!

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Lá pelas tantas da segunda etapa, o placar ainda marcando 1 a 0 pro Timão, Paulinho, talvez empolgado pela excelente partida que fazia até ali, resolveu dar uma firulada no círculo central. Desarmado, acabou cedendo um contra-ataque que, por pouco, não termina em gol de Cícero.

Seria a injustiça suprema com o rapaz!

Fábio Santos também fazia boa partida e coube a ele a entregada. Porém, neste caso, ao contrário do anterior, não considero que jogador tenha sido injustiçado pela bola.

Afinal, não existe injustiça em tragédia anunciada.

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Tendo novamente passado em branco na partida de ontem, Paolo Siempre Peligroso Guerrero já acumula um inédito “jejum” de... 3 partidas!

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Acabei de reler o texto: devo ter repetido a palavra injustiça por, pelo menos, uma dúzia de vezes.

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Quem é Neymar?

domingo, 12 de maio de 2013

Na vitrola

Antes que dê meia-noite...

Corinthians 2 x 1 Pequeninos da Vila: veja, aqui, o que os Manjubas não viram em campo...

Amanhã, depois do trampo, creio que sairá um texto, digamos, mais sóbrio. 
Fosse agora, recém chegado do Paca, eu daria nota 10 para o time inteiro.
Convenhamos que também não é por aí  (embora seja quase)...

sábado, 11 de maio de 2013

Pelo 27º caneco

Após uma semana cheia trabalhando no CT Joaquim Grava, enfim, chega o momento do Timão ir a campo novamente. 
E, desta vez, a coisa, finalmente, é séria: trata-se de buscar o 27º título do - lamentavelmente combalido - Paulistão, ampliando nossa supremacia neste que, até pouco menos de duas décadas, ainda era um dos  mais competitivos e tradicionais campeonatos do mundo.

Portanto, amanhã, Dia das Mães, precisaremos abdicar da sobremesa no tradicional almoço da mamma se quisermos chegar a tempo ao Pacaembu - garantindo, assim, a lotação máxima do estádio; transformando-o, como de costume, num verdadeiro inferno para o adversário.

Falando nele, convém lembrar que os Pequeninos da Vila têm se demonstrado, desde o início da disputa do regional, mais motivados a conquistá-lo do que nós. Alijados da disputa da Libertadores 2013, para a qual sequer se classificaram, dirigentes e torcedores do clube da baixada, naturalmente, viram-se na necessidade de valorizar as competições que lhe restaram neste primeiro semestre.
Além do mais, existe, pelas bandas do Boqueirão, o sonho de conquistar o tetracampeonato Paulistaigualando o feito alcançado pelo Club Athletico Paulistano entre 1916 e 1919. De quebra, ainda poderiam, de certa forma, ousar desafiar nossa supremacia regional, senão em total de títulos, ao menos em número de conquistas seqüênciais - visto que, atualmente, ambos detêm, no máximo, o tricampeonato, conquistado três vezes por cada um.

Neste momento, porém, o único "detalhe" que os separa do sonho dourado do tetra atende justamente pelo nome de Sport Club Corinthians Paulista. Portanto, lambarizada, lamento por informar, mas...


O Timão, por sua vez, desde o início da temporada, tem na defesa do título continental sua prioridade absoluta para o primeiro semestre de 2013. Isso é fato; algo do conhecimento, até mesmo, do Reino Mineral (como diria o grande Mino Carta), visto que pública e despudoradamente assumido por jogadores e comissão técnica.
Pessoalmente, compreendo e, no fundo, até concordo com tal priorização. Porém, sem entrar no mérito da polêmica sobre a supervalorização da Cucaracha Cup em detrimento dos campeonatos regionais e, mesmo, nacionais (cada vez mais, reduzidos a meros trampolins classificatórios para a copa continental), convém jamais perdermos de vista que, em final de campeonato, não tem dessa conversa mole, não!

Em se tratando de disputa de título, jogando diante de um rival que, embora menor que os demais integrantes do chamado trio de ferro, ao menos se demonstra historicamente mais valoroso que seus pares de fora da capital, é absolutamente inadmissível que se cogite falar em "poupada", em "tirar o pé", em "se preservar para o jogo do meio de semana", etc.


E, com isso, o Coringão irá a campo amanhã com aquilo que Seu Adenor considera ter de melhor à sua disposição no momento. Segredo algum, portanto: trata-se do mesmo time que iniciou as duas últimas partidas - contra Boca Jrs. e Glamourosas, respectivamente.
E é justamente aí que reside nossa preocupação...

É fato que, exceto pelas partidas disputadas em casa contra Millonarios e Tijuana (além de um ou outro lampejo isolado), o Corinthians ainda não conseguiu encaixar em 2013. E, a julgar, sobretudo, pelo futebol (sic) demonstrado nos dois últimos confrontos, devemos reconhecer que não temos feito por merecer os títulos em disputa.
Desde que Renato Augusto se contundiu, Tite tem insistido em compor o time com Emerson e Romarinho auxiliando Danilo na criação - com o que, temos perdido nossa aclamada consistência no meio-campo, praticamente oferecendo o domínio desse setor aos adversários. Acredito que, para corrigir esse problema, o ideal seria entrarmos com Douglas ou, mesmo, Edenilson no lugar de Romarinho.

Claro que o fato de Paulinho - aparentemente, perdido em meio ao sonho de se transformar no "novo Falcão" - ter despencado de produção em 2013 também contribuiu, e muito, para esse cenário. Pelo que vem apresentando, creio que o camisa 8 já deveria, algumas rodadas atrás, ter cedido seu lugar a Guilherme. 
Quem sabe, vendo a partida do banco, Paulinho não pudesse refletir um pouco melhor sobre suas prioridades, não?

Quanto a Emerson, com todo o respeito por sua folha de serviços prestados e sua - diria, até, comovente - dedicação para se manter entre os 11 titulares de Tite, é absolutamente descabido que um cara com a gritante exuberância técnica de Alexandre Pato permaneça no banco de reservas.

De qualquer forma, não foram estas as opções da comissão técnica  - que entendeu ser necessária, apenas, a centralização de Danilo no famoso 4-2-3-1 do Seu Adenor. A esta altura do campeonato, aliás, devo concordar que qualquer mudança mais drástica poderia desestruturar a equipe; a mexida deveria ter ocorrido algumas rodadas atrás.

É assim que partiremos para a conquista de mais um título, então.

Contudo, com todos os problemas apontados, insisto e refaço a pergunta: o Coringão pode não estar jogando nada, mas, e os Pequeninos, acaso estão?

Portanto, estou certo de que sairemos vitoriosos do Pacaembu amanhã. Com todos os problemas apontados, ainda assim, sou mais Corinthians! 
Time por time, temos mais.

Além do mais, é imprescindível que façamos o resultado em casa para que, no próximo domingo, possamos ter o cronômetro a nosso favor na Vila do Disjuntor (rima não intencional).

Acredito em 2 a 0 para nós, gols de Guerrero e Danilo.

VAI CORINTHIANS!!

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Assunto da semana, acredito que Jorge Henrique tenha, enfim, encerrado seu ciclo no Timão. Uma pena, pois tratava-se de um excelente defensor.

É a marvada, lamentavelmente, fazendo mais uma vítima no futebol...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nem Maracaibo, nem Macapá...

"Com todo respeito à Copa do Brasil, mas eu não consigo me ver jogando em Macapá, e sim em Maracaibo."

Foi assim, armado de extrema prepotência, que Rogério Cênico, após partida válida pelo Brasileirão 2008, avaliou as possibilidades de seu time ficar de fora da Libertadores do ano seguinte.

Eram tempos de vacas gordas para o clube da Vila Sônia. Meio passo à frente dos demais no quesito organização, o queridinho da mídia conseguiu se destacar como uma espécie de pau do anão durante o quadriênio 2005/2008, faturando Libertadores, Mundial e três Brasileiros nesse período.

Nessa época, quando confrontados pelo fato de jamais terem ganho uma Copa do Brasil, seus arrogantes torcedores alegavam ser impossível, do ponto de vista lógico, conquistarem algo que não disputavam (embora o próprio time do Jd. Leonor, ao sagrar-se campeão da primeira divisão do Paulistão 91, já tenha provado ser possível, sim, subverter tal lógica).


Era como se jamais fossem ficar de fora da “elite sul-americana” – como eles mesmos costumam se referir a essa várzea organizada (sic) pela Conmebol.

Ao final do Brasileirão 2010, tendo ficado abaixo do chamado G4, recordo-me que um dirigente da bicharada chegou ao cúmulo de comparar a disputa da Copa do Brasil 2011 a um rebaixamento para a série B.
Se é assim, passaram dois anos na segundona, então...

Os exemplos citados, puxados de memória, nem de longe representam fatos isolados. A arrogância, a prepotência, a soberba, a insolência, o despeito e o desdém são características, digamos, inscritas no próprio DNA  dessa curiosa espécie de cervídeos; marcas constitutivas da identidade daquele clube e de sua festiva torcida.

Identidade, aliás, que ainda se encontra em plena construção – visto que o processo teve início tardio – e que passa, intensamente, pela relação simbiótica desenvolvida entre a agremiação e o autor da frase que encabeça este post: o goleirinho mediano (e péssimo cerumano!) Rogério Cênico.

Rogério que, por sinal, acabou de levar uma trauletada de 4 a 1 do Atlético Mineiro  - fora o baile! - e, novamente, está fora de sua tão querida Libertadores. O vexame da queda precoce (que, reconheçamos, ele não praticou sozinho, mas com a ativa colaboração de todo o seu séquito de pipoqueiros), por mais uma vez, lamento, impedirá sua ida "a Maracaibo"...

Aliás, não irá nem para Maracaibo, nem para Macapá, nem para a putaqueopariu. Vai é chorar na cama que é lugar quente, isso sim!

E que, de preferência, deite-se com a bundinha virada para a parede - porque, se deitar de bruços, periga vir mais.

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Amanhã será o Dia Internacional do "Eu tenho 3 Libertadores", querem apostar?
by Ezekk

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O Atlético-MG está jogando bola. Neste momento, num nível bastante acima do nosso, diga-se.

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Sugestão deste blog à bicharada: contratem um chinês para destlavar o Playstation. Quem sabe, assim, vocês finalmente não conseguem ganhar uma Copa do Brasil?


Pra nóis deu certo...

 - "Pode ir que a Libertadores já tá no esquema!"

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Será que já corrigiu a miopia?

Enfim, definido o trio de arbitragem para a primeira partida válida pela final do Paulistão 2013, contra os Pequeninos. Wilson Luís Seneme apitará o jogo, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e - atenção para este nome - Emerson Augusto de Carvalho.

Emerson Augusto de Carvalho. Ninguém menos que o responsável por aquilo que, seguramente, foi uma das decisões mais bizarras da história do futebol brasileiro:

Impedimento doloso triplamente qualificado: com que objetivo, afinal?

Duvido que o meliante volte a dar bandeira desse jeito novamente (trocadilho péssimo), mas não custa nada ficar de olho...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bambis 0 (3) x 0 (4) Corinthians: falta jogar bola...

Partidas como a de ontem são quase impossíveis de se analisar sem soltar algum impropério. Demos o primeiro chute a gol aos 12 do segundo tempo... vamos falar o que de um jogo desses? Tanto que papeei longamente com minha sogra durante a transmissão, pois, conferindo de rabo de zóio, percebi que não estava perdendo nada.

O fato é que, mais uma vez, vencemos sem convencer e isso, infelizmente, tem se tornado rotina - embora eu espere que, ao menos quanto à primeira parte da sentença, a escrita se mantenha.
Excetuando as partidas em casa contra os fracos Millonarios e Tijuana e 5 ou 10 minutos de lampejo vez por outra, temos de reconhecer que ainda não jogamos bola em 2013.

Porém, trata-se praticamente do mesmo grupo que faturou o Brasileirão 2011, Libertadores e Mundial ano passado. Mais que isso, aliás: não apenas mantivemos quase todas as peças como ainda reforçamos o elenco com dois ótimos jogadores e uma contratação de impacto. Onde está o problema, afinal?

Seu Adenor tem crédito e tal, mas acredito que vem errando ao insistir no esquema com três atacantes - com o qual, perdemos demais em criação. Na ausência de Renato Augusto, eu sacaria Sheik ou Romarinho para promover a entrada e Edenilson - que, embora a maioria queira ver no lugar de Alessandro, acho que tem que jogar, mesmo, é à frente dos volantes.

Falando em volante, Paulinho precisa, urgentemente, voltar a ser Paulinho. Até o final do ano passado, não raro, atribuía-se ao camisa 8 o papel de termômetro do time: dizia-se que quando ele não ia bem, o desempenho do time, como um todo, ficava comprometido.
Pois bem: e agora, que o - outrora regularíssimo - volante não vem jogando nem 30% do que pode, como fica?

Ajustes necessários se quisermos lutar por títulos neste ano de 2013...

Agora, elenco e comissão técnica terão uma semana cheia para trabalhar no CT antes de encararem uma mini maratona decisiva: Pequeninos no domingo, Boca na quarta e Pequeninos novamente no domingo - os dois últimos primeiros em casa, no bom e velho Pacaembu.

Ao menos em tese, temos mais time que ambos os adversários. Fica, portanto, apenas a expectativa sobre quando , finalmente, faremos aquele jogo que dará início ao ano de 2013.

E eu acredito que será na próxima partida. Sempre.

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Tentei puxar, de memória, qual foi o último clássico contra os Bambi em que este goleirinho mediano e de péssimo caráter não causou. Sinceramente, não me lembro.

Acredite: isso aqui deveria ser uma cobrança de pênalti...

Sei que já não deveria mais, porém, o fato é que ainda me impressiono com a capacidade que esse cara tem de atrair para si os holofotes.

Esse tá no time certo; mais vaidoso que quenga, essa disgrama...

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Lamento por informar, mas o sonho do tetra morreu ontem para o time do Boqueirão.

Qualquer possibilidade dos Pequeninos igualarem o feito alcançado pelo Club Athletico Paulistano entre 1916 e 1919 passava, necessariamente, por uma suposta final contra os Bambi - sempre prontos a entregar a rapadura.

Os torcedores boqueirenses sabem disso muito bem. Não à tôa, esmeraram-se em torcer pela bicharada no jogo de ontem.

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Ok, não estamos jogando nada, mas, e os Manjubinha, acaso estão?

domingo, 5 de maio de 2013

Para manter a freguesia!

Logo mais, às 16:00h, decidiremos com os Bambi quem fará a final do Paulistão contra os Pequeninos da Vila
O adversário, dono da melhor campanha da primeira fase, tem a "vantagem" de decidir a partida única em "seus domínios": nosso eterno salão de festas, o Ex-tádio da Vila Sônia - ou do Jd. Leonor, sei lá...



A suposta lesão sentida por Danilo durante a partida na Bombonera, felizmente, não se confirmou no decorrer da semana - com o que, Seu Adenor já avisou que mandará a campo, hoje, a mesma equipe que começou a peleja na quarta-feira.
Portanto, exceto pela  - cada vez mais sentida - ausência do lesionado Renato Augusto, trata-se de time completo: aquilo que Tite considera ter de melhor no elenco neste momento. De modo que fica, ao menos para nós, torcedores, cada vez mais incômodo e inexplicável o status de reserva de luxo conferido a Alexandre Pato.

A não ser que, fisicamente, ele ainda não esteja 100% (hipótese jamais admitida pela comissão técnica), creio que todos nós esperávamos mais de uma badalada contratação de 40 pilas. Já estamos na fase decisiva dos campeonatos do 1º semestre... Pato mostrará a que veio quando, afinal? 

Além de Pato, e essa é a boa notícia, o banco de suplentes contará também com a volta do garoto Igor, plenamente recuperado de lesão no joelho esquerdo. Com isso, finalmente, voltamos a ter uma alternativa a Fábio Santos - que, se Tite for, de fato, tão coerente quanto diz, em breve perderá a titularidade para o menino.

Tanto para nós, quanto para os Bambi, a partida de hoje tem uma dimensão que extrapola as fronteiras do campeonato regional e da crescente rivalidade entre os clubes: com ambos tendo saído derrotados de seus  confrontos do meio de semana, válidos pela Cucaracha Cup, o eliminado de hoje levará, para o jogo de volta da Libertadores, uma carga extra sobre os ombros. 

Neste sentido, vejo o SPFW em situação consideravelmente mais delicada que o Coringão. Afinal, nosso próximo confronto pela copa continental será somente daqui a 10 dias e, o mais importante, disputado no bom e velho Estádio Paulo Machado de Carvalho. Já as Glamourosas, têm pela frente a dificílima missão de, fora de casa,  reverter um placar desfavorável contra o time sensação do torneio - e isso apenas 3 dias após o jogo de hoje.

Por tudo isso, acredito que SPFW venha mais pilhado, no mau sentido, para a partida. Com maturidade, concentração, intensidade e, principalmente, muita garra e disposição, creio que poderemos explorar a nosso favor essa suposta instabilidade emocional do adversário.

É passar pelas gazelas, ter uma semana tranqüila de trabalho no CT e, aí sim, focar na série de 3 jogos que decidirá, não apenas o Campeão Paulista de 2013, como quem avançará às quartas de final da Libertadores.

Portanto, pra cima delas, Timão! Vamos atropelar a bicharada!


VAI CORINTHIANS!!

sábado, 4 de maio de 2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nada como a experiência...

Somente agora li a opinião do Dr. Osmar a respeito da partida de quarta-feira: "o time foi um pouco auto-suficiente na certeza da vitória e quando se viu em desvantagem não teve condições de desfazê-la."

Exatamente o que eu quis dizer no post abaixo - porém, expresso de forma bem mais simples e econômica.

Ainda chego lá.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boca Jrs. 1 x 0 Corinthians: muita calma nessa hora...


Diferentemente do que tenho lido em muitos dos blogs que acompanho e recomendo (ver seção Peregrinação, na barra lateral direita), não penso que os jogadores tenham tremido no jogo de ontem. Quer dizer, não, ao menos, durante toda a peleja.

Na primeira etapa, aliás, acho mesmo é que houve o contrário: rolou foi o famoso salto alto. Não teve "excesso de respeito", mas justamente falta de
Recuado, bem postado, confiante (mais que isso, aliás: confiado) de sua solidez defensiva e quase apático de tão frio, o Corinthians parecia atrair o rival para seu campo, na certeza de que, a qualquer momento, encontraria a bola capaz de tirar o placar do zero - e o adversário, pilhado desde o início, do sério.

Pelo que se viu no primeiro tempo, fica, ao menos para mim, a sensação de que o time realmente caiu nessa esparrela midiática de que bateríamos o Boca, em plena Bombonera, tão facilmente quanto goleamos a Macaca no Moisés Lucarelli.
Não, senhores, não é assim que as coisas funcionam. E não seria mesmo que este capenga Boca Juniors atual fosse, como querem os mais exagerados, o pior da história do clube Xeneize.

Terminado o primeiro tempo, descemos para o vestiário com um 0 a 0 no placar e tendo corrido pouquíssimos riscos. Ainda nos sentíamos, na pior acepção do termo, os "campeões mundiais".

Porém, começa a segunda etapa e, de cara, com ela vem a contusão de Danilo, erroneamente substituído por Jorge Henrique - com o quê, nosso já esvaziado meio-campo se desmonta quase por completo.
O time, de imediato, sentiu a saída de seu único meia criativo de um tal modo que, nos instantes seguintes, tive a impressão de que nossos jogadores, assim como os do Chelsea na final do Mundial, enfim concluíram que, “caramba, dava para perder!". E, a partir daí, sim, entendo que o Corinthians começou a demonstrar os primeiros sinais de tensão excessiva, errando passes bobos e caindo na milonga dos argentinos - que "milongavam" desde o apito inicial, diga-se.

Foi em meio a esse cenário que, numa bola meio espirrada, o ataque Xeneize achou um gol. Se, antes de aberto o placar, o Timão já errava passes em excesso, a partir daí o time atingiu um patamar bizarro neste quesito – como se a bola, realmente, queimasse nos pés dos jogadores.
Finalmente, estava instalado, senão o desespero, ao menos o destempero.

Ao final, 1 a 0 para o Boca e a sensação de que ainda ficou barato...

Resumo da ópera: se, num passado ainda recente, tremíamos nesta competição devido a um complexo de vira-latas, ontem, trememos somente quando nos demos conta de nossa patética e injustificável soberba.

Talvez estejamos, todos nós, enebriados pelas glórias recentes; ofuscados pelo reluzente brasão dourado que trazemos no centro do peito - e que, se for pelo bem do time, creio até que deveríamos abolir.

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Com a saída de Danilo, Tite deveria ter entrado com Edenilson ou, na pior das hipóteses, com Guilherme (neste caso, empurrando Paulinho para a armação, já que, atualmente, ele faz tanta questão de jogar como meia...); porém, jamais com Jorge Henrique.
Aliás, na verdade, o ideal seria, naquele momento, ter mandado a campo o Douglas. O de 2008/2009, que fique claro, não esse tiozão de boteco que temos no banco atualmente.

Volta logo, Renato Augusto, pelo amor de Deus!!!

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Tite simplesmente optou por sacar o melhor corinthiano em campo no momento de promover a - até então, tida por necessária - entrada de Pato...
Teria faltado culhão para mexer com Emerson - que, àquela altura, já não fazia mais porra nenhuma?


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Agora, mais do que nunca, é preciso focar nas partidas finais do Paulistão. Até porque, disputando-as em alto nível, com a entrega e a humildade que se tornaram marcas deste time, talvez consigamos resgatar a intensidade e o espirito de decisão necessários para que atropelemos o Boca no dia 15/05.

Que venham os Bambis...

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É só questão de ajuste. Avançaremos! 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Começa a caminhada...

Logo mais, às 22:00h, terá início a série de mata-matas que nos conduzirá ao bi da Libertadores.

Contando com o retorno de Petr Cássio - a Muralha de Yokohama (obrigado, Senhor!!), Tite quase pôde escalar o que tem de melhor no elenco corinthiano para a partida de hoje - oxalá já tivéssemos Renato Augusto também à disposição.
Além do arqueiro titular, portanto, subirão ao mítico e temido gramado de La Bombonera Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo, Romarinho e Emerson; el matador Paolo Guerrero completa o time.
Pato, novamente, será o 12º jogador; a opção para incendiar a segunda etapa.

Nenhum segredo: o mesmo time que goleou a Ponte Preta no domingo, "apenas" reforçado por Cássio.

Durante a semana, o adversário, que já nos tem atravessados na garganta, foi maldosamente provocado por um jornalista do Sportv e respondeu à altura, ensaiando um certo clima de tensão com o qual somente eles têm a ganhar.
Porém, nosso elenco e comissão técnica estão mais do que calejados pelo histórico recente de partidas decisivas. Tenho certeza, portanto, de que terão a maturidade necessária para impedir que os boquenses conduzam o ambiente de jogo para sua zona de conforto - a guerra.

E jamais nos iludamos com as estatísticas que dão conta do, até aqui, medíocre aproveitamento dos Xeneizes nesse primeiro semestre: quem estará do outro lado é o bom e velho Boca Juniors de sempre; um rival perigosíssimo.

Porém, jogando com a raça, a humildade e a aplicação tática que sempre foram características desse time, estou certo de que o Coringão tem tudo para sair de campo com a vitória na partida de hoje.

VAI CORINTHIANS!


Atualizações (20:40h)

- Vídeos como esse nos levam a concluir que a punição imposta pela Conmebol não apenas não inibe a violência como, Deus nos livre, ainda pode terminar em mais tragédia.

- Sério mesmo que, hoje em dia, as torcidas rivalizam até por valor de patrocínio? Ora, por favor, senhores: vamos conservar o mínimo de dignidade que ainda nos resta, vai?!

- Bandeira sobre a TV; São Jorge sobre a bandeira; terço da mamma em volta do São Jorge; enfim, tudo pronto! Dá meia-noite mas não dá dez horas, hoje...