segunda-feira, 13 de maio de 2013

Corinthians 2 x 1 Pequeninos: ficou de graça...

Fomos 38 mil torcedores lotando o Pacaembu. Era gente saindo pelo ladrão! Nas arquibancadas, o ambiente fervia; a massa ensandecida empurrando o time a qualquer custo.
Enfim: clima de Corinthians em final de campeonato – se Paulista, Libertadores, Copa São Paulo ou Brasileiro, ao menos para nós, tanto faz...

Correspondendo à vibração que vinha das arquibancadas, o Timão fazia, na tarde de ontem, sua melhor partida em 2013. Futebol convincente mesmo: marcação alta, sufocando o adversário, estrangulando a transição defesa/ataque; os volantes jogando o fino, senhores do meio-campo; Romarinho atormentando pela direta; Danilo, ora centralizado, coordenando, ditando o ritmo, ora buscando as tabelas com Fábio Santos pela esquerda.
Futebol de gente grande!

O resultado disso foi que, durante os primeiros 45 minutos, o Corinthians se mostrou tão, mas TÃO superior ao time da baixada que, sem receio algum, podemos afirmar que a primeira etapa lembrou o W.O. dos Pequeninos diante do Barcelona, na final do Mundial de 2011.

Com Paulinho inspirado, voltando a praticar aquele mesmo futebol que, nos últimos anos, o consagrou como melhor volante brasileiro em atividade, o Corinthians criou condições objetivas para aplicar uma sonora e acachapante goleada nos Manjubas, que sequer viram a cor da bola no primeiro tempo.

Não soubemos aproveitar, contudo – e atribuo isso à ausência de Pato entre os 11 titulares.

Com o volume que criamos ao longo de toda a primeira etapa (e, mesmo, em boa parte da segunda), um exímio finalizador como ele teria deitado e rolado, tranqüilamente. E, já que o Seu Adenor tem tido tanto receio de mexer com o Emerson para promover a entrada do camisa 7, então que, ao menos, sacasse Petr Cássio – cuja presença em campo, até aquele momento, não se justificava.

Descemos para o vestiário vencendo por 1 a 0, gol marcado por um infernal Paulinho. Placar perigoso que, se por um lado, coroava o melhor jogador em campo, por outro, nem de longe refletia o que havia sido a partida até ali.

Os Pequeninos voltaram para o segundo tempo já sem o inútil do Kid Bengala e apresentando melhor posicionamento em campo. Com isso, embora seguíssemos dominando, conseguiram, ao menos, equilibrar um pouco mais a partida – que, aleluia, finalmente se parecia com o que, de fato, era: um clássico.
Quando, porém, o time da Baixada ameaçava crescer no jogo, Paulo André cravou 2 a 0 e as arquibancadas responderam, ainda que timidamente, com os primeiros versos de “Caiu na rede é peixe”.

Prepotência? Porra nenhuma! Por tudo o que havíamos visto até ali, a reação da torcida foi, mais que legítima, justíssima, isso sim.

Porém, quem disse que a vida é justa, não é mesmo?

No momento em que, novamente empurrado pela massa, o Coringão ensaiava restabelecer domínio semelhante ao da primeira etapa, “meu perseguido” Fábio Santos - que, devo reconhecer, até ali fazia boa partida – resolveu nos brindar com sua grande especialidade: levar bola nas costas. Subiu, perdeu, não voltou e forçou a cobertura a brecar com falta o contra-ataque boqueirense.

Na cobrança, imperdoável desatenção na bola aérea e Severino, de cabeça, diminui para os Pequeninos.

O gol dos Manjubas representou, àquela altura, injustiça tamanha que, talvez inconformado, o operador do sistema levou uns três minutos para atualizar o placar do Pacaembu.

Saldo da peleja: criamos o suficiente para fazer 5 ou 6, porém marcamos apenas 2 e ainda permitimos que eles achassem 1 - com o que, os Pequeninos permanecem vivos e, a decisão, aberta.

Temos o melhor e mais consistente time do Brasil, não duvido. Contudo, ainda falta aprendermos a finalizar o adversário quando temos oportunidade para tal.

* * * * *

Se mantivermos a mesma intensidade de ontem para a partida de quarta-feira, contra o Boca, a classificação é certa.
Se melhorarmos a pontaria, então, goleamos.

* * * * *

A arbitragem, ontem, foi um capítulo à parte.

Não adianta: enquanto Del Nero presidir essa maldita Federação, lamento, teremos sempre que jogar contra 14 adversários em campo!

* * * * *

Lá pelas tantas da segunda etapa, o placar ainda marcando 1 a 0 pro Timão, Paulinho, talvez empolgado pela excelente partida que fazia até ali, resolveu dar uma firulada no círculo central. Desarmado, acabou cedendo um contra-ataque que, por pouco, não termina em gol de Cícero.

Seria a injustiça suprema com o rapaz!

Fábio Santos também fazia boa partida e coube a ele a entregada. Porém, neste caso, ao contrário do anterior, não considero que jogador tenha sido injustiçado pela bola.

Afinal, não existe injustiça em tragédia anunciada.

* * * * *

Tendo novamente passado em branco na partida de ontem, Paolo Siempre Peligroso Guerrero já acumula um inédito “jejum” de... 3 partidas!

* * * * *

Acabei de reler o texto: devo ter repetido a palavra injustiça por, pelo menos, uma dúzia de vezes.

* * * * *

Quem é Neymar?

6 comentários :

  1. Já era Zé! Se não rolar um cai-cai vergonhoso no próximo jogo o baguio já é nosso, ontem eles perderam de pouco.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também estou otimista, Giba, mas... muita calma nessa hora!

      Excluir
  2. bem, eu acho q essa taça já é nossa. . . mas claro, temos q entrar ligados pq do outro lado n tem nenhum time bobo.
    mas zé, eu preciso de uma opniao. . . cara, as vzs eu vejo o guerreiro errando uns gols dakele de ontem e me pergunto: será q os gols q ele faz são "cagados" ou será q é azar msm por ele perder um gol dakele. n foi o 1o q vjo ele perder nesse estilo. pra mim centro-avante n pode de jeito nenhum errar um gol feito. e akele de ontem era um gol feito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente, o gol que ele perdeu ontem foi foda...

      Cara, considero o Guerrero um daqueles centroavantes caneludos, que não têm vergonha de bater de bico. Porém, o peruano compensa a falta de intimidade com a redonda com inteligência e muita disposição dentro da área. Não à tôa, é o artilheiro do Timão na temporada.

      Mas "cagada" não é não, brô! rs

      Abraço!

      Excluir
  3. Voltando a pensar no gol que o Emerson perdeu ontem, me lembrei do gol que ele marcou diante do Boca o ano passado. Ele, o beque correndo atrás dele...Ele diante do goleiro e caixa! Se levarmos em conta da capacidade do Emerson de perder gols feitos, fica claro que o ano passado era nosso mesmo!
    (Mùcio Rodolfo)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade! Esse, sim, talvez tenha sido "cagada", hehe.

      Excluir

Comentários ofensivos ao Coringão serão DEMOCRATICAMENTE excluídos, sem exceção. Noves fora, a palavra é sua.