quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nem Maracaibo, nem Macapá...

"Com todo respeito à Copa do Brasil, mas eu não consigo me ver jogando em Macapá, e sim em Maracaibo."

Foi assim, armado de extrema prepotência, que Rogério Cênico, após partida válida pelo Brasileirão 2008, avaliou as possibilidades de seu time ficar de fora da Libertadores do ano seguinte.

Eram tempos de vacas gordas para o clube da Vila Sônia. Meio passo à frente dos demais no quesito organização, o queridinho da mídia conseguiu se destacar como uma espécie de pau do anão durante o quadriênio 2005/2008, faturando Libertadores, Mundial e três Brasileiros nesse período.

Nessa época, quando confrontados pelo fato de jamais terem ganho uma Copa do Brasil, seus arrogantes torcedores alegavam ser impossível, do ponto de vista lógico, conquistarem algo que não disputavam (embora o próprio time do Jd. Leonor, ao sagrar-se campeão da primeira divisão do Paulistão 91, já tenha provado ser possível, sim, subverter tal lógica).


Era como se jamais fossem ficar de fora da “elite sul-americana” – como eles mesmos costumam se referir a essa várzea organizada (sic) pela Conmebol.

Ao final do Brasileirão 2010, tendo ficado abaixo do chamado G4, recordo-me que um dirigente da bicharada chegou ao cúmulo de comparar a disputa da Copa do Brasil 2011 a um rebaixamento para a série B.
Se é assim, passaram dois anos na segundona, então...

Os exemplos citados, puxados de memória, nem de longe representam fatos isolados. A arrogância, a prepotência, a soberba, a insolência, o despeito e o desdém são características, digamos, inscritas no próprio DNA  dessa curiosa espécie de cervídeos; marcas constitutivas da identidade daquele clube e de sua festiva torcida.

Identidade, aliás, que ainda se encontra em plena construção – visto que o processo teve início tardio – e que passa, intensamente, pela relação simbiótica desenvolvida entre a agremiação e o autor da frase que encabeça este post: o goleirinho mediano (e péssimo cerumano!) Rogério Cênico.

Rogério que, por sinal, acabou de levar uma trauletada de 4 a 1 do Atlético Mineiro  - fora o baile! - e, novamente, está fora de sua tão querida Libertadores. O vexame da queda precoce (que, reconheçamos, ele não praticou sozinho, mas com a ativa colaboração de todo o seu séquito de pipoqueiros), por mais uma vez, lamento, impedirá sua ida "a Maracaibo"...

Aliás, não irá nem para Maracaibo, nem para Macapá, nem para a putaqueopariu. Vai é chorar na cama que é lugar quente, isso sim!

E que, de preferência, deite-se com a bundinha virada para a parede - porque, se deitar de bruços, periga vir mais.

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Amanhã será o Dia Internacional do "Eu tenho 3 Libertadores", querem apostar?
by Ezekk

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O Atlético-MG está jogando bola. Neste momento, num nível bastante acima do nosso, diga-se.

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Sugestão deste blog à bicharada: contratem um chinês para destlavar o Playstation. Quem sabe, assim, vocês finalmente não conseguem ganhar uma Copa do Brasil?


Pra nóis deu certo...

 - "Pode ir que a Libertadores já tá no esquema!"

6 comentários :

  1. 1- São umas 18 ou 19 eliminações em mata-matas e a imprensa não diz um "A". Foram três campeonatos seguidos sendo eliminados por um mesmo time, o Manjubinha FDT e a imprensa não diz um "A". Lembremos-nos do comportamento da imprensa naquelas decisões perdidas pelo Timão diante do Chiqueirense parmaladra. E este papo de DNA de Cucaracha Cup? Putra manifestação pretensiosa. O cumulo do ridículo!
    2- Do jogo de ontem eu gostei muito pelo fato do carrasco ter sido um cara formado no nosso terrão. O Jô é daqueles caras que alguns corinthianos teimam em chamar de pereba. Daquele time de 2004 -coincidentemente treinado pelo Adenor- ele era um dos destaques. Ele e o Rosinei que jogou muito naquele ano também.
    (Múcio Rodolfo)

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    1. 1- Isso talvez não seja necessariamente ruim, Múcio. Afinal, quanto mais demorar para a ficha cair...

      2- Pensei nisso durante a tarde: também gostei de ter sido um garoto do Terrão, cria nossa.
      A propósito, revi os melhores momentos do jogo agora há pouco... cara, o que o Jô jogou ontem não foi pouco!

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    2. 2 - O Jô se não me engano estreou com 16 anos no Timão. Foi pro CSKA e chegou a deixar o Love no banco. Sempre achei um bom jogador. Dizem que gosta da noite mas eu traria correndo para o Corinthians.

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    3. Também traria, Alessandro.
      Se não me falha a memória, ele saiu logo no início da chegada da MSI. À época, Jô vinha em boa fase, mas o Kia não parava de dizer que buscaria o Vágner Love - teve até bobo que comprou camisa com o nome dele - e, com isso, fritava o garoto, tratando-o como ninguém. No fim, não apenas o artilheiro da Série B 2003 não veio como ainda perdemos o prata da casa para o mesmo CSKA onde jogava o fanfarrão das trancinhas - e onde, logo de início, Jô conquistou a titularidade, pondo o preferido de Kia no banco.

      Lembro-me que, quando a imprensa noticiou que Jô tinha mandado Love para a reserva, cheguei a comemorar com meu amigo Giba (o mesmo que, vez por outra, comenta aqui) a vitória pessoal que esse episódio deve ter significado para o garoto.

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  2. Zé Carlos.....O Jô foi embora assim que o Nilmar chegou....E veja o seguinte: se o Corinthians tivesse ficado com o Jô que estava fazendo uma boa dupla com o TEvez, a gente teria se livrado de um grande problema: o de ter que pagar uma fortuna ao Lyon por um jogador que pouco jogou e que depois se mandou pra outras bandas....Virou até piada.
    (Múcio Rodolfo)

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    1. Verdade. Aliás, só terminamos de quitar o péssimo negócio na gestão Andrés, ameaçados de sanções pela Fifa...

      Hoje em dia, felizmente, outros ventos sopram pelas bandas de cá.

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