domingo, 30 de junho de 2013

¿Por qué no te callas?

Com o chocolate aplicado agora há pouco pelos comandados de Felipão, este blog mantém, orgulhoso, a tradição de não dar uma dentro. 

Definitivamente, eu não entendo patavina de futebol...

E vocês acham que ele é que é zicado? Ha!

Enfim, voltamos!

Aleluia, chegamos ao final dessa tal de Copa das Confederações! Para o derradeiro ato, hoje à noite, tudo o que espero é que os deuses da bola tenham desenhado uma senhora trauletada da Espanha sobre o Brasil - daquelas capazes de fazer o Felipão perder até o rumo de casa.

Palpite do blog para hoje, aliás: mais de 70% de posse de bola para Iniesta e Cia, vitória por dois ou mais gols de diferença e a voz de um amuado Galvão Bueno emoldurando a imagem de um daqueles tiozões figura, enquanto ele chora junto ao alambrado. 

Com isso, a partir de amanhã, São Jorge seja louvado!, voltaremos a receber nossa imprescindível dose diária de Corinthians. Já chega desse aborrecido clima de intertemporada - tipo de situação na qual o diário Lance começa a falar em Kaká no Timão ou a produzir manchetes como "Tupãzinho dá a receita para que Romarinho se torne o novo Talismã da Fiel". Tenho preguiça dessas coisas.

De notícia durante todo esse período, notícia mesmo, "apenas" a confirmação, pelo clube, da venda de Paulinho ao Tottenham - que, sonhar não custa, o próprio atleta bem que poderia rejeitar, pois será um retrocesso em sua carreira. 

Ok: fala-se também da iminente contratação, junto à Ponte Preta, do zagueiro Cléber - jogador   aparentemente promissor, que viria pelas mãos de um investidor disposto a utilizar a "vitrine" Corinthians.  O que, diga-se, seria totalmente dispensável caso, meses antes, o garoto Marquinhos - verdadeira jóia da base corinthiana - não houvesse sido gentilmente repassado ao Roma por um dinheirinho de pinga. 

Parêntese: pior é que, mesmo diante de tais evidências, seguimos pateticamente iludidos quanto a uma suposta Barcelonização do Timão... Ah, vá! Estamos, isso sim, nos encaminhando muito mais para uma política de contratações como a do Real Madrid que para a incensada filosofia de formação de atletas implantada pelo Barça. Fecha parêntese.

Nosso próximo confronto, que deverá monopolizar as atenções da mídia já a partir de amanhã - até para virar a página do Maracanazo reloaded de logo mais - será contra ninguém menos que as Glamourosas da Vila Sônia, em partida válida pela Recopa Sul-Americana. 
O torneio é um caça-níqueis que, convenhamos, nunca valeu porra nenhuma. Em nome da coerência, qualquer que seja o resultado de 2013, continuará não valendo, portanto. Porém, é inegável que a edição deste ano ganha uma coloração especial, pois nos permitirá bater nas freguesas justamente naquele terreno onde elas se consideram as grandes especialistas: uma competição internacional.

Aliás, teremos, ao longo do mês de julho, nada menos que três confrontos com a bicharada: quarta-feira, dia 03, o acima mencionado, no obsoleto Ex-tádio do Jd. Leonor; dia 17, o jogo de volta, no bom e velho Paca (ô, saudade que deu agora...); e, dia 28, em partida válida pelo Brasileirão, novamente no Paulo Machado de Carvalho.

Que Tite e seus comandados tenham aproveitado bem o período de "férias". 

VAI CORINTHIANS!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um mês sem futebol (tá foda arrumar assunto...)

Incoerência alguma (pelo contrário)     Sou contra a realização da Copa no Brasil. Das Olimpíadas, idem. Sempre fui, aliás; desde quando anunciada a candidatura do país. Afinal, os eventos não deixarão legado positivo algum - o Pan de 2007 é prova disso - e ainda oportunizarão (haha!) uma senhora sangria do Erário.

As contas apresentadas pela (re)construção de Estádios como Mineirão, Fonte Nova, Arena das Dunas, Maracanã e, sobretudo, dos "elefantes brancos" Mané Garrincha, Arena Pantanal e Arena Amazônia são prova disso. 

Não obstante, conformemo-nos: o neo-udenismo clubista da canalhagem anti-corinthiana, até o final dos tempos, apontará suas presas para um dos únicos casos deste evento em que o financiamento público terá retorno - visto que se dá  por meio de empréstimo, e não a fundo perdido.

O estádio do Timão em Itaquera sairia com ou sem Copa do Mundo. Nada tem a ver com ela, portanto.

Prove-me  o contrário, contudo, que terei imenso (des)prazer em mudar de opinião.



Saudades do chinelo?     Paolo Guerrero, de quem sou fã declarado, andou tornando público seu desejo de retornar à Europa. Segundo ele, a justificativa está no massacrante calendário do Futebol Brasileiro.

Compreensível que esteja assustado com a rotina de trabalho que vem enfrentando por aqui. Afinal, ao longo de seus 10 anos no futebol alemão, o centroavante, convém lembrar, pouco atuou como titular.



Um ou outro, por favor!     Espero estar errado, claro, mas creio que Paulinho, a essa altura, já nem seja mais jogador do Timão. Fará falta, sem dúvida, mas sobreviveremos. Temos que sobreviver - afinal, o Timão já se planeja para a saída do camisa 8 há mais de ano...

Agora, se o Ralf sair, aí sim, FUDEU!



Copa das Confederações     Gol de quem? Desculpem-me, mas no meu mundo não existe futebol sem Corinthians.



Kaká...     é a putaqueospariu!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Responda rápido



O que é pior: a abordagem rabugenta, tendenciosa e pretensamente intelectualizada da ESPN ou a cobertura esportiva tola, ufanista e infantilizada da Rede Globo?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Futebol (também) é business

"Aí foi eleito um presidente de 40 anos, Andrés Sanchez, que conhecia as engrenagens do clube e que cometeu a loucura de chamar para o marketing um economista completamente desvinculado da gestão. A primeira decisão: vamos construir uma marca. Nada é tão difícil como conseguir a lealdade do consumidor em relação a uma marca. Nada tão fácil, no nosso caso. Só se a gente fosse muito incompetente é que não daria certo. Existe marketing bem-feito e malfeito. Mas tem uma premissa: não existe marketing melhor que o produto.

(...)

Vamos construir uma marca em torno da Fiel e não em torno do clube.

(...)

O antípoda do Corinthians é o Santos. O Santos constrói tudo em cima do craque. Uma hora é o Pelé, depois o Robinho, agora é o Neymar. A televisão, a superexposição de mídia... Aqui, o primeiro longa que estourou na bilheteria documentava a queda para a Série B e a volta por cima. O filme chama-se Fiel, não se chama Timão."

- Luís Paulo Rosemberg, em (ótima) entrevista publicada na edição nº 750 da revista Carta Capital, de 29 de maio de 2013  -



Atualização (14 de junho, 08:30h)

Link para a entrevista gentilmente informado pelo Alessandro Costa. Valeu!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Há exatas duas décadas...

Parabéns ao Guarani da Capital, Campeão Paulista de 1993!
Baixe, aqui, o pôster com os heróis do título

E-qui-lí-brio

Histeria de parte a parte     Das quatro últimas partidas, atolado de trabalho até o pescoço, só consegui assistir a uns 3/4 do festival de gols perdidos contra o Cruzeiro. Mesmo assim, o fiz no saguão de um hotel em Salvador, distante uns 5  ou 6 metros da tevezinha de 26 polegadas - o que, quando muito, permitia-me acompanhar apenas à movimentação dos atletas, pois da bizarra bola laranja eu não via nem a cor.

De modo que não me sinto nem um pouco à vontade para cornetar comentar, especificamente, sobre o - ok: lamentável - desempenho do time nesses jogos. 

Contudo, há algo nessas primeiras rodadas de Brasileirão que não posso me furtar a comentar: como anda histérica a Fiel Torcida, hein?! Pelamor!!
A julgar pela recente reação de blogueiros e comentadores corinthianistas que, regularmente, acompanho, diria que a Nação parece, quase sem exceção, ter-se dividido entre corneteiros extremados e pollyanas incorrigíveis.

Menos, senhores, muito menos, por favor. Nas palavras do próprio pomo da discórdia: e-qui-lí-brio.

Afinal, os defensores de Tite têm razão quando refutam o rótulo de burro sortudo a ele atribuído; ou, ainda, quando recusam o argumento de que, com a excepcional estrutura oferecida e a calmaria atualmente reinante no clube, até mesmo eu ou você nos tornaríamos técnicos de sucesso.
Empiricamente, insisto, críticas assim, tão extremadas, não se sustentam. A julgar pelos resultados, Tite é, sim, o melhor técnico do futebol brasileiro na atualidade. Senão, fique à vontade: aponte-me outro.

Ademais, não tem nem um mês que conquistamos o Paulistão. Somos os atuais campeões do mundo e das Américas. Você, que pede a saída de Tite, sinceramente, vê alguma possibilidade de que isso aconteça? Sério mesmo que, se fosse dirigente do Timão, você o demitiria hoje? Mas com que argumento, afinal?

Por outro lado, os fãs incondicionais do Seu Adenor, talvez na esteira do recrudescimento das críticas que, sobre ele, têm recaído, também vêm radicalizando um pouco demais na sua defesa. Ultimamente, a retaliação a quem ousa criticar o técnico é quase proporcional a de um crime de lesa-majestade: será rotulado como corneteiro, Guardiola de teclado e corinthiano de internet; acusado de não enxergar mérito algum no time (mesmo que, para isso, suas palavras precisem ser distorcidas), convidado a torcer por outra agremiação e, no limite da paranóia, tratado como corinthiano fake - um anti infiltrado na torcida, com o malévolo intuito de plantar uma crise no Parque São Jorge.

Ah, vá!... Nesses tempos estranhos em que já não se pode mais beber, fumar, comer bacon, fazer piadas de humor negro (sequer rotulá-las assim, aliás) e, pasmem!, nem mesmo agir com cavalheirismo, só o que me faltava agora era ser privado do sagrado direito de criticar o técnico do meu próprio time.

Principalmente quando, como neste caso, as críticas procedem!

E lamento, senhores, mas as críticas, sim, procedem. Afinal, é fato que, passado quase um semestre, o time ainda não encaixou em 2013. Basta assistir aos jogos para constatar que estamos a anos-luz do ótimo nível apresentado ano passado.
E notem que , ao mencionar o futebol praticado em 2012, não estamos "exigindo que o Corinthians jogue futebol arte" (como, por vezes, contra-argumenta o exaltado fã-clube de Tite), mas apenas que continue exibindo o robusto, consistente e, não raro, horroroso futebol de resultados que, até dezembro, a equipe vinha apresentando.

Contudo, é inquestionável que, salvo em duas ou três partidas isoladas, não temos  mais visto aquela marcação alta, que se tornou tão característica desta equipe, a sufocar a saída de bola adversária. No meio-campo, não apenas tivemos agravada a deficiência criativa que já percebíamos em anos anteriores como ainda perdemos em combatividade. Desta forma, com a zaga mais exposta (e tendo os alas, que nunca foram nenhuma Brastemp, somado mais uma primavera), nossas laterais se tornaram verdadeiras avenidas, sistematicamente exploradas pelo ataque adversário.

Na frente, Emerson nunca foi grande finalizador, Romarinho idem (e, atualmente, ainda vive má fase técnica), a bola parou de chegar em Guerrero e, quando chega em Pato, encontra nele um atacante que parece viver grave crise de autoconfiança.

Problemas que, em maior ou menor escala, passam todos pelas mãos do treinador - que não apenas já demonstrou, num passado recente, ter totais condições de desembaraçá-los, como é remunerado, e muito bem, justamente para fazê-lo.
Caso contrário, serei obrigado a aceitar o, para mim, ilógico argumento de que, "com a atual estrutura, eu ou você também poderíamos" etc, etc.

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Maloqueiro de boutique     Ultimamente, outro tema bastante recorrente nos blogs corinthianistas tem sido um suposto movimento de bambinização da torcida, cujo perfil sócio-econômico-comportamental vem se assemelhando, cada vez mais, ao do público de esportes tidos por elitistas, como o vôlei ou a F1.

Enfim, torcida festiva e de modinha, tal como, historicamente, vemos no clube da Vila Sônia.

Compreendo e concordo com boa parte dos argumentos. Porém, extremo por extremo, sem dúvida ainda prefiro o novo perfil de freqüentadores do Pacaembu à selvageria que, citando apenas alguns exemplos recentes, já expulsou do Parque São Jorge craques como Edilson Capetinha, Tevez e Ronaldo Fenômeno.

T'aí mais um caso no qual precisamos, urgentemente, encontrar retomar o ponto de equilíbrio.


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Problemática sem solucionática     Futebol está longe de ser business, como quer - ou, ao menos, quis - o Sr. Mário Gobbi. O business, evidentemente, cada vez mais passa por ele; mas sempre será apenas o meio, jamais a finalidade.

Se tivéssemos que definir o Futebol e, sobretudo, o Sport Club Corinthians Paulista numa única palavra, creio que, majoritariamente, cravaríamos paixão.

Algo quase inconciliável com esse tal de equilíbrio, diga-se.

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Tâmos aí...