segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Agradecimento

Diz meu pai que, até 1950, ninguém em sua família acompanhava futebol com grande afinco. Minha avó - que, segundo ele, detestava e até proibia brincadeiras de bola - mostrava-se sutilmente simpática ao time de seus patrícios portugueses; meu avô, idem ao clube da colônia italiana. Nada além.

Pois foi por influência de um padrinho, se não me engano, que meu velho e seu irmão mais velho, ainda adolescentes, começaram a acompanhar pelo rádio os jogos do Coringão. Estamos em 1951, ano de mais um dos muitos Campeonatos Paulistas conquistados pelo Time do Povo - porém, esse foi especial: pondo fim a um jejum de 9 anos, o espetacular ataque formado por Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário simplesmente triturou os adversários que ousaram desafiá-lo, anotando inacreditáveis 103 gols em apenas 28 partidas.

Surgia, ali, uma simpatia - ainda discreta, é verdade - pelo Sport Club Corinthians Paulista.

Foi somente alguns anos depois, já vivendo no perímetro urbano, que a simpatia do jovem Seu João se transformou em verdadeira obsessão. Aquilo que, até então, não passava de mera narrativa feita por um radialista qualquer finalmente ganhou forma nas fotografias que ilustravam os jornais. E foi graças a uma dessas imagens que o recém saído da roça se apaixonou de vez pelo Timão: era Gylmar dos Santos Neves, fardamento todo negro, perfeitamente paralelo ao gramado, espichando-se elegantemente para fazer mais uma ponte
Diz, até hoje, que achou linda aquela imagem. Pois foi diante daquela página de jornal que, num dia qualquer de 1954, a conversão se deu por completo.



Uma vez convertido ao Corinthianismo, como não poderia deixar de ser, tratou logo de salvar todas as almas que estivessem ao seu alcance. E foram muitas. Todos os irmãos e irmãs, depois os sobrinhos (mesmo os filhos de seus desafortunados cunhados palmeirenses - que, até hoje, o têm atravessado), minha mãe, os sobrinhos dela, os colegas de trabalho... até minha avó passou a se dizer corinthiana - embora, até o fim de sua vida, continuasse perguntando pelos resultados do time do Canindé. 
Detalhe: quase a totalidade dessas conversões ocorreu durante o longo hiato entre o brilhante título do IV Centenário e o libertador gol de São Basílio, em 1977.

Sem dúvida, o corinthiano mais proselitista que já conheci, esse Seu João.

Pois, ontem, o maior herói desse grande corinthiano se foi. Ao principal responsável por o Corinthianismo haver se tornado a religião oficial de minha família, todas as homenagens.

Descanse em paz, Gylmar. E muito, mas muito obrigado!

domingo, 25 de agosto de 2013

Pelo início do fim de uma crise que, tecnicamente, sequer começou

Logo mais, às 16h, o Timão fará sua estréia no elefante branco do cerrado, o Estádio Mané Garrincha. 

Embora o mando de campo pertença ao rival, Vasco da Gama, não se pode dizer exatamente que jogaremos na casa do adversário, visto que o clube carioca negociou os direitos da peleja com aquela mesma empresa que administrou a partida de despedida de Neymarketing, realizada entre Flamengo e Boqueirense (sim, a inversão de valores foi proposital). O efeito disso é que não haverá cotas fixas, tampouco divisão entre as torcidas; os 63 mil bilhetes são vendidos a qualquer um que possa arcar com míseras 160 pilas pelo ingresso menos caro. 

Ou seja: para os candangos chiques do Plano Piloto / Sudoeste, onde uma quitinete pode custar meio milhão, tratam-se de valores bem acessíveis - diria que quase uma pechincha. Já a candangada fudida das satélites, com sorte, poderá descolar um trampo como vendedor de dogão nas arquibancadas do estádio.

Neste momento, pensei em dar um "viva" à Copa de 2014, mas... refletindo melhor, qual a novidade?!

Enfim, voltando à partida, o Timão irá a campo hoje com Cássio, Edenilson, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Ibson; Danilo, Douglas e Emerson; Paolo Guerrero. De positivo, a entrada de Douglas, que, centralizado, poderá ser a solução para nossa deficiência criativa; de quebra, o camisa 10 ainda empurra Danilo definitivamente para a direita, onde é sabido que ele se sente mais confortável.

De negativo, porém... porra, por que insistir em Ibson quando se pode testar Jocinei - que estará à disposição no banco e,  dizem, tem voado nos treinos?
Quanto à titularidade oferecida em prêmio ao "causador da semana", prefiro nem comentar. Que, para o bem dele, aquela chuteirinha hipócrita que será usada hoje jogue muita bola; que nos ajude a voltar de Brasília com uma convincente vitória!

Sim, vitória. O planejamento titeano de três pontos em casa e um fora só pode ser sacralizado quando a primeira parte da sentença se cumpre. Como não tem sido exatamente esse o caso...

Ademais, como dito no início do post, se não jogaremos em casa, também não jogaremos na casa do adversário - que faz campanha de irregular para medíocre neste Brasileirão.
Sem dúvida, trata-se de jogo para se vencer. Vencer, convencer e começar a espantar de vez essa velha companheira, a crise, que tanto tem rondado o Parque São Jorge nos últimos dias.

VAI CORINTHIANS!

* * * * *

E pensar que, dias atrás, chegamos a sonhar com o retorno de Willian, aqui neste blog?... Pura ingenuidade: "liquidação" no tal de Anzi Makhachkala é tipo sale na Daslu.

* * * * * 

Muita força nessa hora!

Na vitrola

Aquela raça que só se vê em primeiros álbuns...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Luverdense (quem?) 1 x 0 Corinthians: já chega!

A última coisa de que me recordo na partida foi de ter visto o Seu Adenor dando instruções ao Emerson, que entraria em instantes. Sabe Deus quanto tempo depois disso, minha mulher veio me chamar para a cama. Soube do resultado na manhã de hoje, pela internet.

Jogos do Corinthians são todos assim, agora: os únicos em que não durmo, por motivos óbvios, são aqueles que acompanho na arquibancada do Pacaembu. Permaneço acordado, mas confesso que faço diversas pausas contemplativas ao longo da partida - penso na conta para pagar no dia seguinte, repasso mentalmente a discussão com a operadora de telemarketing, observo as mocinhas bonitas que, cada vez mais, povoam o Paulo Machado de Carvalho ...

Dos jogos vistos em casa, no conforto de meu sofá, sinceramente, não me recordo mais qual foi o último que consegui acompanhar até o final.

Mas e agora, vamos falar o quê?

Após a péssima partida contra os reservas do Fluminense, fomos brindados com uma péssima partida contra os reservas do Coritiba e, cereja do bolo, uma ESPETACULARMENTE BISONHA partida contra o todo poderoso Luverdense (quem?).

Detalhe: a vitória sobre o Coxa só saiu aos 45 do segundo tempo, num lance de sorte, de pura malandragem; não fosse por isso, nosso ataque (SIC) já estaria há 3 jogos sem marcar. E, como pau que dá em Chico também tem que dar em Francisco, ontem, a sorte e a malandragem estiveram do outro lado.

E chego a me sentir até ridículo mencionando a irregularidade do gol marcado pelo Luverdense (quem??). Porra, conseguimos ser dominados em campo por uma equipe da Série C do Brasileirão! Repetindo: trata-se de um time da TERCEIRA DIVISÃO - um clube cuja estrutura, sejamos francos, talvez sequer possa ser considerada profissional.

Felipe foi simplesmente medíocre! Além da estatura, difícil saber que mais Tite viu nele para dispensar Marquinhos e Chicão. E o tal de Cléber, que tanto lutamos para tirar da Ponte, por que diabos sequer é relacionado?

Já o garoto Igor, deu mostras de ainda não estar pronto para a assumir a vaga de... Fábio Santos (solte um palavrão neste momento do post). Ibson, que evitei cornetar antes de ver atuando por noventa minutos no lugar do contundido Guilherme, apenas provou o que todos já sabiam, menos eu: não tem a menor condição de vestir a camisa do Corinthians.
E a pergunta feita sobre o Cléber também vale neste caso: cadê o tal de Jocinei??

Agora, difícil mesmo é entender o que ocorre com o setor criativo (SIC) do time. São etapas inteiras sem que se crie uma única jogada de ataque. Impressionante!

Danilo fez sua última grande partida na final da Recopa. Romarinho, que chegou ao Timão como um atacante ousado e criativo, acabou sendo obrigado a se transformar num Jorge Henrique piorado - pois o baixinho marcava mais e finalizava melhor. Emerson, o "grande herói" do título da Libertadores, nunca me convenceu totalmente: sempre gostei dele mais pela personalidade demonstrada que pelo futebol praticado. Já de Paolo Guerrero, sempre lúcido, chego a sentir pena quando o vejo ali, isolado, debatendo-se entre os zagueiros à espera de uma bola que, lamento, jamais chegará.

E de Alexandre Pato, que novamente saiu vaiado, o que dizer? Quarenta milhões jogados na lixeira?

Não acho. Até concordaria se ele fosse o único a destoar do time; mas como explicar que todos os atacantes do Corinthians - TODOS, sem exceção alguma - estejam em má fase?
A situação desse investimento é realmente preocupante. Até porque, vaiá-lo parece ter virado "modinha de arquibancada". Talvez por ele ter aquela pinta de boyzinho, sei lá.

E o pior é ver que, tanto nas arquibancadas quanto nas redes sociais, Tite, para a esmagadora maioria, segue inquestionável.

É evidente que as coisas não estão nada bem no Timão. E, se o problema é tático, técnico ou físico, pouco importa: em qualquer dos casos, a solução passa pela comissão técnica, que precisa, sim, de uma mexida.

Eu começaria pelo cacique: fora Tite!!

(Demorou, mas saí do armário...)

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E, falando nisso...

O post que eu gostaria de ter feito sobre a constrangedora reação de parte da torcida ao "episódio do selinho" está aqui. Clique e leia. Subscrevo.

E, para a meia dúzia de desocupados que, em plena segunda-feira, deram-se ao luxo de fazer protestinho homofóbico na porta do CT, segue minha sugestão:


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Fluminense 0 x 0 Corinthians: um caso para a psiquiatria...

Sinceramente? Me dá uma preguiça profunda de comentar "exibições" como a de ontem.

Esse Corinthians do Seu Adenor tem abusado do direito de ser irritante! Talvez porque, estimulada pelo comportamento da diretoria e de boa parte da torcida, que o tratam como uma espécie de príncipe incontestável, a obsessão defensivista de Tite esteja, neste momento, ganhando contornos de verdadeira patologia. Algo que eu chamaria de obsessão defensiva compulsiva - taí: eis minha singela contribuição aos anais da moderna psiquiatria.

Afinal, convenhamos: com raríssimas exceções (quatro ou cinco, se tanto), em todas as demais partidas de 2013 foi possível verificar o severo agravamento dos sintomas de retrancabilidade já demonstrados por Tite nas temporadas anteriores. De tal modo que já não se trata mais de um futebol pragmático, de resultados, como ocorria até ano passado; trata-se, hoje, da prática de um novo esporte - algo que, muitas vezes, nem de longe se assemelha a futebol.

Sem medo de exagerar, creio que nunca, jamais em toda a história do Futebol Brasileiro um grande time tenha apresentado tamanho desequilíbrio entre os planos defensivo e ofensivo
Aliás, existe isso no Corinthians atual: sistema ofensivo? Não, não se trata de pergunta meramente retórica; a impressão que se tem hoje, nitidamente, é de que a infalibilidade do sistema defensivo corinthiano deixou de ser um meio para se transformar numa finalidade, em si. Mais do que estabelecer prioridades, a equipe de Tite parece, mesmo, é ter abdicado por completo do ofício de fazer gols, mantendo por único e exclusivo objetivo, hoje, a missão de não sofrê-los.

Porra, não podemos jamais nos esquecer de que futebol é, acima de tudo, diversão! E você, torcedor corinthiano, antes de me acusar de corneta, responda: a partida de ontem foi divertida? Ela te entreteve? Te deu algum prazer?
Para mim, foram duas horas de vida desperdiçadas diante da TV...

E o pior é que, na coletiva pós-jogo, Tite deu mostras de que pretende, sim, priorizar um dos dois campeonatos que disputaremos neste segundo semestre. Ou seja: guardando coerência com a lei do mínimo esforço, a tendência é de que, já a partir das próximas partidas, o time adote o modo café-com-leite no Campeonato Brasileiro.

E, diante de tal cenário, novamente pergunto: você, Fiel Torcedor, pretende continuar indo ao Pacaembu nos jogos do Brasileirão? Caso isso realmente se confirme, você está disposto a continuar gastando com ingresso + condução/estacionamento/flanelinha + alimentos e bebidas a preços extorsivos para, no fim das contas, apenas perder duas horas de sua vida gritando, como bobo, em apoio a quem está cagando por aquilo tudo?

Eu, sinceramente, não. 

É triste. Porém, caso tal priorização se confirme, assim como o time, daqui por diante também concentrarei todos os meus esforços nos jogos da Copa do Brasil.

* * * * *

Creio que o espaço existente entre os homens de frente do Timão comportaria uma partida de futsal inteira, tão distantes estavam um do outro. Óbvio que, se a bola por acaso chegasse a Alexandre Pato, seria somente através de um lançamento em profundidade...
Porém, quando Tite finalmente resolve mandar a campo o grande especialista do elenco neste quesito, adivinha quem sai?

Apaputaqueopariu, né, Seu Adenor!! You tá de brinqueichon uite me, cara?

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Sem comentários...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Corinthians 2 x 0 Vitória: chegamos!



Enfim, entramos no G4, a apenas 4 pontos do líder. Ok, creio que nem o mais otimista dos corinthianos imaginava uma rodada tão perfeita - mas também de sorte se faz um campeão, certo?

Com os 3 pontos conquistados ontem, sobre o Vitória, chegamos à sexta partida consecutiva sem derrota, com 66,7% de aproveitamento desde aquele inaceitável fracasso diante dos reservas do Galo, em pleno Pacaembu.
Aproveitamento de postulante ao título - que é o que esperamos do Corinthians, SEMPRE. Se, ao final de 38 rodadas, o caneco realmente vai se confirmar já é outra história...

Se considerarmos apenas as últimas quatro partidas - Grêmio (c), Criciúma (f), Pequeninos da Vila (f) e Vitória (c) - o aproveitamento salta para 83,3%. Um índice insustentável a médio prazo, mas claramente indicativo de que protagonizamos uma arrancada neste momento do campeonato. 
Ainda oscilaremos, é verdade - como os outros, porém, certamente também oscilarão. Contudo, mantida a pegada, creio que a tendência seja a de já entrarmos no returno como líderes. Oxalá!

A única coisa que me preocupa nisso tudo é a gritante mudança de postura da equipe quando diante de rivais em crise - caso dos empates com a Bicharada e o Boqueirense. Por que diabos, nessas ocasiões, nossos atacantes não demonstram a mesma ousadia apresentada ontem, por exemplo? Bom-mocismo??

Quanto ao jogo, em si, confesso que não pude acompanhar ao vivo. Cornetar comentar apenas com base no compacto - visto no site da Globo, ainda! - seria até possível, porém não muito honesto de minha parte.

Acompanharei, portanto, o voto da maioria; o que vocês acharam do desempenho do Timão, ontem?

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O lance sobre Emerson, no finalzinho do primeiro tempo, não foi pênalti, foi muito pênalti! Já a penalidade realmente assinalada, no segundo tempo, não foi lá muito pênalti, mas foi pênalti.

E que cobrança, a do Pato...

sábado, 10 de agosto de 2013

E aí, vamos jogar bola?

E quis o destino que, logo na primeira partida após a liberação de Chicão, o - em geral, sereno e contemplativo - zagueiro Paulo André fosse expulso.
Com isso, e considerando que Marquinhos foi doado à Roma e o recém contratado Cléber ainda não tem condições físicas (alguém sabe se, na Ponte, estava contundido, afastado ou algo que o valha?), o manjadíssimo 4-2-3-1 do Seu Adenor, amanhã, deverá ficar assim: Cássio; Edenílson, GilFelipe (potrege, Senhor!!), e Fábio Santos (sem comentários); Ralf e Guilherme; Romarinho, Danilo e Emerson; Alexandre Pato (que, tal como Guerrero, seguirá separado dos demais por muito mais que um mero ponto-e-vírgula).

Já Renato Augusto, oficialmente "sem condições de jogo", parece desmentir a tese de que apenas inofensivas cãibras o vitimaram nos minutos finais do vexatório empate contra o Boqueirense, quarta-feira última. 
Só nos resta, neste caso, torcer para que não seja nada mais grave - saravá São Jorge!

Quanto ao adverdsário, trata-se do mais fraco dentre os cavalos paraguaios que, atualmente, ocupam o tão sonhado G4. 
Tal como Cruzeiro (um catadão de refugos), Botafogo e Coritiba (ambos dependentes de craques de meia-idade, que não agüentarão a rotina de quarta e domingo imposta pelo Brasileirão), também do Vitória não espero nada de muito brilhante em 2013. Quando muito, algo entre a 8ª e a 14ª colocação ao final do campeonato - e olhe lá!

Portanto, qualquer que seja a escalação, amanhã, no Pacaembu, não poderemos esperar do "melhor elenco do Brasil" outra coisa senão uma convincente e maiúscula vitória. 
Lembra como era isso? Então...

Então VAI CORINTHIANS!! Porra...

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Ano passado, após vencermos disputa com o time da Baixada, o garoto Romarinho, destaque do Bragantino, chegou ao Timão. 
Já nas primeiras partidas, mostrou-se para a Fiel como um atacante ousado e inventivo, do tipo que parte para cima do zagueiro em todas as bolas que recebe. Parecia ser o nome ideal para o papel de 12º jogador: aquele cara que sempre entra aos 10' do segundo tempo e, descansado, toca o terror nos pobres marcadores adversários.

Hoje, passado mais de um ano sob o dogmático comando de Tite, Romarinho se transformou numa espécie de Jorge Henrique que finaliza mal - e olhem que o arremate do baixinho era nota 3, se muito.

Triste, mas começo a refletir se não teria sido melhor para sua carreira caso os Pequeninos houvessem vencido o leilão...

* * * * *

Considerando que Danilo tem se mostrado cada vez menos regular (sua última grande exibição foi na final da Recopa), e dando continuidade ao tal projeto de rejuvenescimento do elenco, será que não valeria à pena aproveitar a anunciada "liquidação" do Anzhi Makhachkala e repatriar o Willian.

Fica a pergunta.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pequeninos 1 x 1 Corinthians: Tite é Seleção!

Como pode?!...

O adversário de ontem (protagonista recente de uma das mais vexatórias passagens da história do futebol brasileiro), além de tecnicamente inferior, encontrava-se psicologicamente destroçado. Foi nesse cenário que,  logo aos 4 minutos de jogo, o Corinthians abriu o placar - saltando, temporariamente, para a 3ª colocação na tabela.

Agora, tente imaginar a cabeça dos jogadores boqueirenses quando a bola balançou as redes... Prenúncio de nova goleada, não? 
Se, no lance seguinte, um de nossos atacantes aplicasse um rolinho no lateral, então...

No lugar de onde venho, senhores, essa é a hora de ir para cima. Na sua terra, amigo leitor, tenho certeza de que também. Porém, no planeta onde vivem Tite e seus comandados, já está provado, esta é a senha para que o time todo recue, aguardando pelo apito final. 
Trata-se de uma estratégia meio Rocky Balboa. Manja? O cara passa 11 rounds e meio levando porrada para, quem sabe?, enfim encaixar um upper certeiro e redentor.

Aliás, até isso eu compreenderia, claro. Mas desde que tivéssemos aquele contra-ataque mortal - coisa que, convenhamos, não vemos no Corinthians desde a saída de Mano Menezes.

Ok: o Adenor passou o jogo inteiro se esgoelando para que o time avançasse, para que mantivesse a posse de bola, etc. A TV mostrou isso, eu sei. 
Mas, neste caso, por que diabos o elenco não correspondeu? Por insubordinação? Por incompetência? Por acomodação? Porque faltou perna?

Ou porque foi doutrinado nessa cartilha?

Sei não...

Não é de hoje que ando me convencendo de que o lugar de Tite é na Seleção Brasileira. Se dependesse de mim, aliás, assumiria amanhã mesmo.

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Se for para falarmos em me-re-ci-men-to, os Pequeninos, ontem, mereceram vencer, inequivocamente. Quem disse que a vida é justa?

* * * * *

Acabei de reler esse post - feito às pressas por alguém que, caso queira sair em férias, precisa cumprir uma semana de trabalho em menos de 24 horas. Salvo engano, contei quatro reticências e dez interrogações.

No mínimo, sintomático.

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Agora, a corneta é sua. Fala aí!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cada um com seus problemas...

Amanhã, na Vila dos Pequeninos, partiremos em busca de mais uma vitória, a terceira consecutiva, para embalar de vez no Brasileirão.

Com os desfalques de Emerson Sheik - que, bestamente, cavou o terceiro amarelo na partida contra o Criciúma - e Alexandre Pato (a confirmar), Tite não terá outra alternativa senão escalar nosso melhor jogador na temporada, Renato Augusto.
Lamento, Adenor: c'est la vie!

Já o adversário, por sua vez, vem de um dos mais vexatórios massacres da história recente do futebol...

Não, senhores, não foi apenas pelos 8 a 0 sofridos no pomposo Camp Nou; foi porque, se a partida terminasse em 15 ou 16 tentos para o Barça, o placar faria ainda mais justiça ainda assim seria injusto!
Afinal, convenhamos: o Boqueirense foi esculhambado na Europa. E muito. E com requintes. Em mais de um momento, por exemplo, foi possível ver os atletas do time catalão brincando de melê na grande área dos Pequeninos... 
Uma vergonha inenarrável, que para sempre ficará inscrita no DNA desses pobres (e jovens) atletas - o que chega a ser quase um crime, visto que a maioria deles ainda nem atingiu a plenitude de seu desenvolvimento físico. 

E notem como, mesmo passados cinco séculos, certas coisas permanecem idênticas: dias atrás, os europeus aportaram no litoral paulista e, em troca da maior jóia da Baixada, ofereceram meia dúzia de chuteiras, três espelhos, algumas continhas coloridas e, de quebra, o direito de ser vergonhosamente humilhado em cadeia mundial - o que, segundo especialistas, "internacionaliza a marca".

Em suma, os Pequeninos fizeram foi um papér de cadela - como bem disse o César, aqui no blog.

E, diante de tais condições, sinto muito, mas não podemos partir em busca de outro resultado que não a vitória. 
Percebam que não estou falando em "atropelar", em "repetir os 7 a 0", etc. Não se trata de soberba - aliás, conheço o técnico do meu time o suficiente para saber que ele nem é muito chegado nessa história de desandar a fazer gol. Só o que estou dizendo é que, diante de um adversário tecnicamente frágil e psicologicamente abalado, seria simplesmente medíocre de nossa parte almejarmos o mero "empate fora" - resultado tipicamente titeano

Isso é jogo para se vencer. E eu acredito em bela vitória, amanhã, naquele pardieiro infecto da Baixada.

Aliás, amanhã e sempre.

VAI CORINTHIANS!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Espirro fatal

Acabei de descobrir, da pior forma possível, que a porra da plataforma Blogger não tem lixeira em sua zona de moderação de comentários. Ou seja: clicou em excluir, já era; não tem volta.

E o pior é que o sistema nem se dá ao luxo de perguntar se "você tem certeza de que deseja mesmo", etc e tal. Clicou, tá clicado: erro catastrófico. Perdeu, playboy!

Desculpo-me, assim, com os amigos que, ao longo do dia de hoje, postaram os 4 últimos comentários deste blog: Múcio, Alessandro e Giba - este, responsável por dois. 

Até dei um jeito de recuperá-los, pois sou brasileiro e não desisto nunca. Podem conferir que eles estão lá! 
Só que foi tão, mas TÃO na gambiarra que a hora de registro dos comentários, por exemplo, ficou totalmente corrompida.

Diante de tais limitações, só me resta afirmar aos colegas de Jihad o firme propósito de nunca mais espirrar durante o processo de aprovação dos comentários...

Prometo.

E, claro, agradeço pela compreensão, etc.

domingo, 4 de agosto de 2013

Criciúma 0 x 2 Azuis: Renato Augusto e mais 10...




Nada como atuar com meio-campistas, não?

Mais uma vez, não fomos brilhantes, mas apenas eficientes: fizemos uma exibição quase que isenta de riscos, matamos a contenda em 30 minutos e, daí por diante, foi só administrar.

Algum problema nisso? Nenhum! Era exatamente o que esperávamos, aliás. Ninguém aqui aguardava pela  volta da seleção de 82 - apenas pelo bom e velho Corinthians de 2012...

Três pontos mais, 17 somados e a sétima posição na tabela - a apenas 6 do líder Botafogo. Hora certa para embalar de vez no campeonato!

A próxima partida, inclusive, talvez seja uma ótima oportunidade para se abrir saldo e espantar de vez a fama de mau goleador. A julgar pelo histórico recente do adversário...

VAI CORINTHIANS!!

sábado, 3 de agosto de 2013

Missão cumprida!



Destaque na campanha do Figueirense em 2007, Chicão chegou ao Corinthians no ano seguinte como um dos principais pilares da reconstrução capitaneada por Mano Menezes. 
Eram tempos bicudos no Parque São Jorge. O maior time do Brasil, vitimado por anos de desmandos e tiranias, havia acabado de cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e viveria, pelos próximos 12 meses, a pior humilhação de sua gloriosa história.

E Chicão não se intimidou. Mais que isso, aliás: ao lado de Alessandro, Douglas, Willian Capita, Cristian, Elias, Dentinho, Herrera e outros guerreiros, reconduziu brilhantemente o Coringão ao lugar de onde ele jamais deveria ter saído. 

Roído o osso, era chegada a hora de, finalmente, saborear o filé. De 2008 para cá, foram nada menos que sete títulos conquistados com a camisa do Timão, com direito a Paulistão, Libertinha, Mundial e Recopa invictos, além de Brasileirão e Copa do Brasil.

Em cinco anos e meio, Chicão construiu uma linda história no Parque São Jorge. 

Infelizmente, porém, o futebol é cíclico. Com 32 anos, já sem o mesmo gás dos áureos tempos, Chicão dificilmente recuperaria a titularidade na equipe do Seu Adenor - principalmente agora, com a chegada do jovem Cléber, recém contratado junto à Ponte Preta.
Como fã declarado do camisa 3, ainda acho que ele poderia ter renovado por mais dois anos, brindando-nos com  a segurança de termos um beque de seu calibre entre os suplentes. Mas compreendo que o profissional Chicão tenha ambições de titularidade; que almeje novos desafios; que queira reeditar a vitoriosa parceria com Mano Menezes e - quem sabe? - ajudar a organizar a, hoje, frágil zaga do Flamengo.

Boa sorte em sua nova missão. Aqui, ela foi cumprida com louvor.

Valeu Chicão!


Atualização (04 de agosto, 12:50h)


Pollyanna mode off: foi cachorrada o que fizeram com ele! Novidade alguma, aliás. É o Corinthians, como sempre, maltratando seus ídolos...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Na vitrola

Olha o que esse maluco canta!...

Ah, se fosse o Corinthians...

Quem acompanha, já deve ter percebido que este blog não é lá muito adepto do CTRL+C / CTRL+V. Porém, não posso, em hipótese alguma, deixar de repercutir esse post certeiro do Paulo Monteiro.


Parabéns aos estagiários da Emissora São Paulina de Notícias, pois realmente conseguiram se superar nessa manchete!!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Corinthians 2 x 0 Grêmio: subindo...

Enfim, o ataque desencantou e, com isso, voltamos a vencer no Pacaembu!

Não, não foi um primor de partida. Na verdade, jogamos o mesmo futebol burocrático que já vínhamos exibindo no Brasileirão - porém, com a fundamental diferença de que, ontem, finalizamos mais e, principalmente, melhor.

Claro, o fato de havermos jogado com 11 dessa vez também não deve ser desprezado. A má notícia, porém, é que no próximo confronto Igor deverá retornar ao banco, naturalmente. É isso aí: me-re-ci-men-to!

Quanto aos demais, e considerando que elogiar os impecáveis desempenhos de Ralf e Gil seria chover no molhado, vale destacar a visível evolução de Guilherme.
A clientela deste blog é bastante qualificada (na maioria dos casos, muito mais que o blogueiro, hahaha!); desnecessário, portanto, ressalvar que ele jamais desempenhará a mesma função cumprida por Paulinho. Porém, quando estiver plenamente ambientado, creio que seu estilo mais defensivo - ainda teimo em considerá-lo um primeiro volante - poderá desonerar um pouco os meias, sempre tão ocupados em marcar. Sonhar não custa.

Outro que entrou bem foi Douglas - que já havia feito o mesmo contra os bambis. De modo que já fiquei pensando, aqui, se não seria possível uma formação na qual ele atuasse juntamente com Danilo e Renato Augusto - que, pela enésima vez, TEM QUE COMEÇAR JOGANDO, Tite!!
Acabaria sobrando para Guilherme (com Renato, esse sim, cumprindo função mais próxima à de Paulinho), mas creio que, ao menos em alguns momentos, essa variação poderia ser bem utilizada.

De negativo, Cássio segue instável e preocupa. Danilo também não fez de suas partidas mais brilhantes, mas o passe de calcanhar para Romarinho, no segundo tempo, fez valer o ingresso. E, claro, a seca de gols de Paolo Guerrero - que jogou bem, siempre peligroso e tal, mas tem se mostrado excessivamente ansioso para voltar a marcar. Diz tudo aquele lance no qual ele, após ótimo jogo de corpo sobre o zagueiro, sai na cara do gol mas se precipita na finalização.

Caaaalma, meu filho, calma. Ao que, ele responderia: "calma é o carajo, olha o Pato marcando mais um!" Ok, o árbitro anotou para Paulo André, mas o camisa 7 tá precisando de uma forcinha...

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Partidaça de Emerson Sheik!! Assim fica difícil escalar esse time...


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Dez rodadas sem ter entrado, ainda, no clima do campeonato (talvez, oxalá!, esteja começando a cair a ficha agora). Mesmo assim, estamos a apenas 6 pontos do líder.

Insisto: esse Brasileirão está uma baba. Desistir de disputá-lo seria pecado imperdoável!