sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Há males que vêm para o bem. E o inverso também ocorre.

1- Na boa, mas minha PATERNAL paciência chegou ao fim: não acho mais que devemos renovar com Mano Menezes em dezembro; que o coach cumpra seu contrato e tchau.
Só que não o digo por ter deixado de acreditar na qualidade do Mano, mas apenas por, enfim, ter percebido que ele jamais terá um mínimo de oxigênio necessário para desenvolver seu trabalho nesta segunda passagem. A pressão é ABSURDA: à costumeira, da imprensa, que jamais o suportou, soma-se desta vez a da própria torcida, infantilmente deslumbrada com aquele que a libertou de um doloroso, humilhante e duradouro processo de bullying.

E, se for para manter um técnico nestas condições, é melhor, para ambas as partes, que cada um tome seu rumo. Eu jogo a toalha aqui.


O motivo pelo qual toda a imprensa, de A a Z, nutre um ódio visceral por Mano Menezes encontra nesta notícia sua mais completa tradução. Grosseria gratuita de tiozão sem noção, como as do Muricy em coletiva, jornalista suporta e até acha graça; mas esse tipo de questionamento insolente à autoridade do Quarto Poder eles jamais tolerarão!

3- Ok: Mano é um incompetente que, quando muito, serve apenas para a Série B. Pois, então, que seja demitido amanhã mesmo, claro. 
Mas, e o day after, como é que fica? Tite? Oswaldo?? Abel??? Ou tentaremos repatriar Cuca? Ou melhor: ofereceremos nossa Arena Coxinha ao Cruzeiro em troca do Marcelo Oliveira (risco considerável de humilhação, pois periga ouvir um sonoro não)????

Sinceramente, torço por Tite. Nunca achei que, um dia, torceria pelo mal - mesmo que efêmero, transitório - do Corinthians, mas desconstruir a imagem de Adenor Leonardo Bacchi tornou-se imperativo para que, um dia, voltemos a ter paz. 
E eu tenho certeza de que, numa eventual terceira passagem, a história de Tite no Corinthians se repetiria como farsa*** (sim, sou marxista). Portanto, não se trata de autofagia, mas de dar um passo atrás visando dois à frente (não, nunca fui leninista). 

Pois que venha; deixemos que ele se enforque diante das crianças, então.

4- Essa pilha toda por conta do New Stadium, esse papo quase histérico de "nossa Meca" e o escambau,  isso tudo já está ultrapassando os limites do ridículo. Perder pontos em casa diante de uma Chapecoense da vida não é mais um "vexame" pelos motivos óbvios, mas por ser um resultado que macula o gramado de "nossa Meca". 
É como se nunca tivéssemos perdido pontos bestas no Pacaembu, na Fazendinha, na Ponte Grande ou no Campo do Lenheiro. Ou pior ainda: é como se os pontos perdidos naqueles palcos tivessem menor valor.

5- Antes jamais tivéssemos ganhado essa porra de Libertadores.

6- Viva Malcom!!


[***] Repensando: como tragédia; farsa talvez tenha sido sua segunda passagem.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Praianos 0 x 1 Corinthians

Domingo foi dia dos pais. O meu não está mais por aqui. Se estivesse, teria xingado o time e o técnico a maior parte do tempo, afinal, é inadmissível estar com um jogador a mais e, mesmo assim, sofrer pressão por parte do adversário e vê-lo criar as oportunidades mais contundentes de gol. Teria estranhado a expulsão do jogador praiano ainda no primeiro tempo, pois lá - naquele reduto onde até disjuntor já foi desligado para prejudicar um ataque do Time do Povo - geralmente a arbitragem faz vistas grossas diante das jogadas violentas ou imprudentes dos jogadores praianos. Teria tomado um tremendo susto com a presepada do Guilherme Andrade e agradecido aos céus pela entrada do Ferrugem. Ok, é muito cedo ainda, mas... quem sabe a gente encontrou um bom lateral direito? Obviamente que teria comemorado feito um doido o gol de cabeça do Gamarra Negro, o mais seguro do Brasil (somente uma besta quadrada como o Felipão para não enxergar que Gil é muito mais beque que todos os beques convocados por ele). Teria feito uma observação em seguida: "quer ver este técnico mandar o time recuar?". E, no final, depois de todo sofrimento, de todo xingamento, de todas as sensações que envolvem um jogo do Corinthians, exaltaria a vitória, os três pontos conquistados e fecharia com um "bota lá na Bandeirantes que eu quero ver a cara de bunda do Milton Neves falando de apito amigo".

O clássico de ontem foi precedido pela expectativa em torno da estreia daquele que seria o maior jogador do mundo se atuasse na Europa. Era isso que diziam a seu respeito quando atuava no Brasil. Passou por lá quase uma década e não conseguiu confirmar as previsões. Mas era um jogador que nunca havia perdido para o Timão. E daí a confiança exagerada dos praianos. Teve até uma produtora de charges animadas que produziu um vídeo na qual Zé Pedalada aparecia cantando e tocando violão, Cássio e Mano chorando e um placar estampando 7x1 pra eles. Tudo bem que é humor, mas...

O fato é que alguém esqueceu que cada jogo tem uma história diferente. E, se até o maior jogador de futebol de todos os tempos amargou uma derrota diante do Time do Povo, porque o tri-atleta não amargaria? 
Pena que o nosso gol foi feito quando ele já não estava mais no gramado. Se bem que ele deve ter saído para assistir de um ângulo melhor a nossa vitória. Uma vitória que pode ser acompanhada daquele comentário "venceu, mas não convenceu". Mas, por outro lado, é preciso levar em conta que ganhar deles no balneário não é uma tarefa tão fácil assim; o time deles tem a segunda defesa menos vazada da competição.

Talvez o Mano não desejasse expor o time como aconteceu no último confronto, quando sofremos uma goleada que há décadas não sofríamos. Tudo bem que poderia ser um pouco mais ofensivo, mas é preciso lembrar que alguns ataques do Timão acabavam nos erros de penúltimo e último passe. Várias tentativas de tabelas foram abortadas pelos zagueiros praianos.

Seja como for, essa vitória compensou o empate diante do Coritiba. Se bem que este campeonato é tão complicado que a gente lamenta tal empate e, depois, vê este mesmo Coritiba empatando com o time do tapetão em pleno Rio de Janeiro.

Acho que o Mano ainda está buscando o time ideal. Talvez, a entrada do Lodeiro no lugar do Jádson melhore alguma coisa. Este tem habilidade, sabe jogar, mas parece meio que sonolento... 
No ataque, a única certeza é Guerrero. Luciano começou a mil por hora, marcando gols, mas parece que não passou de fogo de palha. Romarinho tem aquele ar de "não sei o que estou fazendo aqui neste jogo". Aliás, não entendo a paixão que os comentaristas da Grobo têm por ele...  O Romero começou empolgando a torcida, mas me parece apenas esforçado.

A defesa já está formada. O Ferrugem entrou bem no jogo de ontem. Não sentiu a responsabilidade de atuar num clássico, mas, dentro da lógica, o Fagner deve retornar ao time na próxima partida. A dupla de volantes é Ralf e Elias e fim de papo.

E, por fim, estão querendo crucificar o Petros por uma simples trombada num juiz que mal sabe se colocar dentro do gramado.

Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Existe vida após a Copa!

Depois de uma Copa espetacular e de um AVC hemorrágico na família, confesso que foi ficando a cada dia mais difícil voltar para o planeta Terra blog. Mas o puxão de orelha do nosso amigo César Pereira (foi você, não?), conselheiro vitalício desta Jihad, talvez tenha, de uma vez por todas, trazido meus pés de volta para o chão: aconteça o que acontecer, jihadear é sempre preciso!

Voltemos, portanto.

E o fazemos em ótima hora: daqui a pouco, às 16:00h, o Timão sobe ao gramado do Couto Pereira, onde buscaremos encurtar para apenas 3 pontos a distância que nos separa do líder Cruzeiro - que, ontem, em que pese o fato de ter jogado fora de casa, não foi capaz de passar de um empate diante deste tão combalido Botafogo. 

Uma vitória hoje, portanto, terá um significado muito maior que a mera soma de três tentos: trata-se de um cartão de visitas, uma carta de intenções; equivale a anunciar que, sim, somos candidatos ao título.

E não nos iludamos: o adversário pode ocupar atualmente o chamado Z4, mas é, historicamente, uma senhora carne de pescoço. De quebra, eles têm um tal de Alexotan - que, mesmo do "auge" de suas 36 primaveras, segue exigindo dos rivais 95 minutos de atenção.

Já o Timão, que perdeu por suspensão Paolo siempre peligroso Guerrero, vai a campo com Petr Cássio; Fágner, Cléber, Gil e Fábio Santos; Ralf 2014 (versão Mano Menezes), Elias, Petros (o Iniesta brasileiro) e Magic Jádson; Romarinho e o novo capetinha Ángel Romero. Ótima oportunidade para analisarmos o desempenho de nosso emo paraguaio no comando do ataque, diga-se.

Acredito em vitória suada, sofrida, daquelas que não convencem muito (provavelmente, pelo placar mínimo)... E, caso o cenário se confirme, a notícia também é boa; afinal, em pontos corridos, também desses momentos se faz um postulante ao título, não?

Que venham os 3 pontos!

VAI, CORINTHIANS!!!

* * * * *

Ok, a culpa é da Globo, sempre intransigente quando se trata do horário de suas novelas. E não, a "solução" apresentada pelo Metrô em nada refresca - aliás, arrisco-me a dizer que só serve para foder os metroviários do último turno com 10 minutos a mais de trabalho. 
Mas não nos esqueçamos de que quando, tempos atrás, a multi-milionária emissora do "bispo" ofereceu um caminhão de dinheiro pela transmissão do Futebol, foi justamente o nosso Corinthians do Seu Andrés o primeiro a implodir com a negociação...

* * * * *


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Algo me diz que podemos ser campeões...

Como já é do conhecimento de todos, os planos “maquiavélicos” da Búlgara Usurpadora e do Molusco Escarlate de fazerem o Brasil hexacampeão não deram certo, e o título ficou com a Alemanha – a quem coube a primazia de ser o primeiro selecionado europeu a conquistar a Copa em terras americanas.

 Confesso que fiquei contente. Ficaria mais contente se a Alemanha  atuasse com o seu uniforme tradicional, ou seja, com camisas brancas e calções pretos – parecido com o de um time que nunca está na moda, mas que é foda e incomoda. Além do uniforme,  existe uma outra semelhança. Assim como o time formado por operários, o time alemão não desiste nunca. Os amigos poderão colher na história reações espetaculares  dessa seleção. Em 1954 perdiam a decisão por 2x0 da Hungria e venceram de virada por 3x2. Em 1982 perdiam na prorrogação por 3x1 da França e conseguiram reagir. Enfim....

Andaram comparando um freguês nosso, o exemplar Vila Sonia, com o time alemão só porque venceu o time do Bahia. Quanta pretensão!  O golpe de realidade veio com a derrota de sábado, para a simpática Chapecoense - que apresenta como credencial o fato de nunca ter perdido para um grande de São Paulo, exceto o Corinthians, é claro. 

E quais são nossas perspectivas para este resto de campeonato? Acho que são boas. Apesar de não termos boa parte daquele time que ganhou quase tudo – só faltou a Copa do Brasil - , pois perdemos Alessandro, Paulo André, Emerson (isto sem contar com Paulinho e Jorge Henrique),  o time que o Mano montou me parece em condições de brigar pelo título. Temos ai o Petros, que está sendo uma grata surpresa, o Elias, que  dispensa apresentações, o Anderson, que chega para dar aquela tranqüilidade que o Cléber parece não proporcionar, o Angel Romero, que pode ser uma reedição do Herrera...

As perspectivas são boas também se  considerarmos a nossa colocação – praticamente na cola do Cruzeiro - e que não existe nenhum bicho papão na atual conjuntura futebolística. Assim é possível que o Mano consiga conquistar aquilo que deixou de conquistar há quatro anos porque preferiu a aventura de treinar a seleção brasileira. Fez todo um trabalho de reformulação,  enfrentando seleções de primeira linha e, lógico, não obteve os resultados esperados.  Enfrentar seleções de primeira linha num período de renovação eu considero como “suicídio”. E quando já estava com a seleção nos cascos, foi dispensado pela dupla sinistra que manda no futebol brasileiro.  Tirando o orgulho de ter comandado a “canarinho”, não creio que o Mano tenha feito uma boa troca em 2010.  Poderia ter hoje no currículo um título de  campeão brasileiro e ninguém iria dizer que jamais ganhou algo de importante na vida.  Soma-se ao que foi escrito o fato de geralmente nos darmos bem em ano nos quais a seleção se deu mal. Foi assim em 1982, 1990 e 1998.

E pra finalizar este “post”: enfim vencemos na nossa casa. Bastaram dois insucessos na nova moradia para que os antis  soltassem piadinhas de mau gosto a respeito do saudoso Doutor Osmar. Disseram que ele morreu sem nunca ter visto o Timão vencer em casa. Em compensação ele cansou de ver o time que amava fazendo a festa naquele mausoléu desprezado pela FIFA. Dr Osmar vai deixar muitas saudades. 

Assim, com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma retrospectiva das últimas semanas...

O que esperar deste Corinthians de Mano Menezes? E o que esperar deste Mano Menezes? 

Pelo que se constata ultimamente, o treinador não atendeu às expectativas de quem o encarava como o avesso do técnico anterior - tido como retranqueiro visceral, definição que nunca contou com a minha concordância.  Passados 5 meses, o time ainda não ganhou uma configuração, ainda não se vê nele uma "personalidade" estabelecida. Como costumam dizer os mais entendidos, o time ainda não tem um padrão de jogo definido.  Como também já foi dito por aí, o treinador tentou renegar o sistema do técnico anterior, mas logo percebeu que não poderia "negligenciar" de todo o sistema defensivo. A partir daí, parte daqueles torcedores empolgados com o vento de ofensivismo que atingiu a equipe no início da temporada passou a chamar o técnico atual de retranqueiro e a amaldiçoar a "escola gaucha de treinadores"! 

E o time? O time não é ruim.  Está longe daquele time forte, coeso, que era quase invulnerável na defesa e, ao mesmo tempo, eficiente no ataque – isso nos melhores momentos da era Tite. Sim, apesar da propalada "retranquite", nosso ataque foi um dos melhores do CB-11 e da Cucaracha-12. O time atual também não chega perto daquele que o Mano teve à disposição entre 2009 e 2010.  Pode ficar mais forte, com a entrada de Elias e Lodeiro depois da Copa do Mundo. Se o Renato Augusto voltar a mostrar o futebol do ano passado, tiver uma sequência de jogos... Bom, aí teremos um meia para dividir com Jádson a responsabilidade de armar este time, a exemplo do que faziam Danilo e Alex em outros tempos. 
Por enquanto, é um time que ainda não dá para se apontar como favorito ao título. No entanto, está longe de ser cotado para o rebaixamento, pois o time atual é bem melhor do que aquele de 2007.

Nos últimos jogos, o que se viu foi um empate cedido ao Vila Sônia nos momentos derradeiros. Depois de um primeiro tempo monótono de ambas as partes, o Corinthians abriu a contagem no comecinho do segundo tempo. Teve em seguida uns dois ou três contra-ataques que poderiam ter consolidado a vitória, mas parou nisso. 
Petros teve a bola do jogo, mas não quis ou teve medo de se consagrar. Não foi um resultado ruim em se tratando de um clássico. 

Em seguida veio o amistoso contra o Furacão, na inauguração do estádio deles. Vitória que deixou muita gente iludida, sem levar em conta a situação do adversário então, que no segundo tempo o técnico deles mudou o time todo. Tudo bem que o Timão estava lá com praticamente seu time reserva...

O fato é que o amistoso deixou uma expectativa que não foi confirmada justo no jogo de inauguração da nova Arena. Diante de um Figueirense que ostentava a última colocação, o Timão tropeçou. Além do futebol apático de alguns jogadores - da maioria deles - e dos erros cometidos pelo nosso treinador, coloco na balança o fato de que jogos precedidos de festejos sempre trazem nhaca para o Timão. Mano passou a ser execrado por este "vexame" histórico. 
Ok, quando formos ao futuro, veremos que a inauguração do estádio foi com derrota e que a honra de ter marcado um gol ali não foi de um jogador nosso, mas do adversário - do modesto Figueirense.  Entretanto, creio que veremos também muitas vitórias sensacionais e muitos títulos conquistados com a marca corinthiana!

Em seguida, mostrando que aquela amistoso não serve de parâmetro e que futebol é uma caixinha de surpresas, mesmo jogando em casa não passamos de um empate com o Atlético Paranaense. E, por fim, reforçando o que foi escrito sobre a imprevisibilidade do futebol, o Timão arrancou uma vitória extraordinária no Recife, diante  do Sport. Para se ter uma idéia do quanto é difícil vencer lá, as duas últimas vitórias corinthianas  ocorreram em 1998 e em 1976! A vitoria obtida em 1998 se deu graças a dois gols de bola parada, sendo que um deles foi num pênalti cuja cobrança tirou o Profexô Madureira do sério. Já o triunfo de 1976 foi importantíssimo, pois garantiu a classificação do time para a terceira fase do Campeonato Brasileiro daquele ano. Não fosse a vitória, o Timão estaria eliminado  – assim como o foram naquela temporada o Cruzeiro, o Botafogo, o Vila Sônia e o Manjubinha. Não fosse essa vitória rara, não haveria a famosa invasão ao  Maracanã. 
E o jogo de ontem? É daqueles que acendem uma  certa esperança, mas que deve ser visto com ressalvas, dado a fragilidade da equipe adversária. Porém, é promissor ver o time jogando com um a mais  e aproveitando a vantagem  – algo que muitas vezes deixou de ocorrer. Jádson me parece voltando à boa forma. Romarinho desandou a fazer gols. Petros mostra o quanto é importante taticamente, ajudando na marcação. Bruno Henrique aos poucos vai ganhando seu lugar no time e ganhando a preferência da torcida na disputa com Guilherme. 
Só falta arrumar o setor defensivo, setor onde Fagner e Cléber não inspiram muita confiança.

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A imprensa abutre continua fazendo das suas. A revista (V)Exame publicou uma matéria bem escrota sobre o nosso novo estádio - matéria já devidamente respondida pela diretoria. E um outro jornal, cujo nome me esqueci, estampou em suas páginas a manchete na qual se lia que ex-goleiro do Timão chegou atrasado ao treino do Flamengo! Até isso eles usam.

Mas....


Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sobre o novo stadium...

Nosso querido Imperador, conselheiro vitalício desta Jihad e corinthiano de quatro costados, esteve ontem no novo e extraterreno stadium do New Corinthians e, como de costume, deixou um depoimento visceral para os colegas do blog.

Por considerá-lo relevante demais para que permaneça apenas na zona de comentários, tomo a liberdade de reproduzi-lo em partes:


(...) Bom, falemos do entorno do estádio e é... um lixo! Comparado ao Pacaembu é um lixo. Se você passar mal do lado de fora, se fudeu, vai morrer, não tem nada; você tá em Itaquera e lá não tem nada. Talvez tenha na Copa mas, do ponto de vista de jogos do Corinthians, vai ser osso.
É trampo para ir, para vir, lugar ermo, longe do planeta todo. Honestamente, estou preocupado, pois nós sempre sabemos e reconhecemos quem vai direto aos jogos e ficou difícil para todos.

Agora, falemos do interior. Bem, aqui vai um adendo, pois se você quiser experimentar o que eu experimentei hoje, vai ter que comparecer lá para conferir... Sim, o clima... o clima é sobrenatural, é o mínimo que posso descrever. O ponto forte é sem dúvida a acústica do lugar. E exatamente tudo, tudo mesmo, é de primeiro mundo: iluminação, lanchonetes, campo... tudo! 
Assisti o jogo da arquibancada superior e, para quem já foi, é como o Morumbi, só que bem mais perto. Dois puta telões... som... cadeira... mármores... muito bonito mesmo! 

Porém, o povo brasileiro terá que se acostumar com aquele tipo de arquitetura para assistir aos jogos. 

(...)

Sim, o lugar é mágico e, de verdade, é nossa casa; tem espírito de que mora ali, é um estádio de bairro argentino no meio do nosso coração. Em uma Libertadores, aquela porra vai ter combustão espontânea. Quando a torcida grita, o teu coração vem na garganta... literalmente. Muito barulho... muito!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Seleções

1- Sábado foi dia de festa na nossa Arena, a torcida pôde rever lendários heróis de 1977, como Tobias, Zé Maria, Zé Eduardo, Wladimir, Basílio, Palhinha e Geraldão; se reencontrar com parte da turma da democracia:  Alfinete, Juninho, Mauro, Biro-Biro, Zenon, Ataliba, Eduardo Amorin; matar saudades daqueles que nos deram títulos nacionais sem precisar apelar para dossiês - Ronaldo, Marcelo Dijan, Nenê, Sylvinho, Wilson Mano, Marcio Bittencourt,  Ezequiel, Tupãzinho, Neto, Paulo Sérgio, Fernando Baiano, Liedson; rever legítimos campeões do mundo, reconhecidos pela entidade que tem o direito de fazê-lo: Fabio Luciano, Vampeta, Edu Gaspar, Rincón, Ricardinho, Dinei, Luizão, Marcelinho Carioca, Edilson.

Todos foram  bem  recebidos - até mesmo aqueles com passagens meteóricas, pálidas, decepcionantes.

Todos menos um.

O lateral esquerdo Kléber talvez não tivesse uma recepção amistosa. Ele, que deve ter sido o melhor dos sucessores do Wladimir, jogou tudo fora ao querer fazer média com a torcida (?) do time litorâneo. Mostrou uma tremenda ingratidão com o time que o revelou. E isto a torcida não perdoa. Rafael Camarota, por um dia ter gritado uma espécie de "cadê o Corinthians?" também está marcado pela torcida, mas o caso dele me parece menos grave do que o do lateral esquerdo.  

E aí pessoal: o Kléber merecia perdão?

Tirando este porém, foi uma festa pra lá de bonita! Invejo quem pôde estar lá. Olhar para o Basílio e rever aquele gol sofrido de 77; olhar para o Tupãzinho e recordar aquela entortada humilhante que ele deu no zagueiro dos bambis....  Ah, como diz o rei Roberto Carlos: são tantas emoções.


(Da seleção da República da Nação Corinthiana para a seleção do Felipão...)

2- Eu acho que a seleção deveria ter um goleiro que transmitisse segurança. Nesse caso, eu não vejo outro que não seja o Cássio! Nas laterais, jogadores de responsa. Ai é fácil: Fagner de um lado e Fabio Santos do outro. Tem de ser muito Felipão para não enxergar o óbvio: contra os branquelões da Europa, nada mais apropriado que uma mini muralha negra. É Cléber e Gil, sem discussão. 
Todo time precisa de um cara que faça o papel de cão de guarda para a defesa, que diminua o trabalho dos homens de zaga. O mais indicado para isso atende pelo nome de Ralf. Para evitar insinuações de que eu estou protegendo um certo time, afirmo que o segundo volante deveria ser o Paulinho. Como meias ofensivos, tem de ser muito cego para não enxergar que o Danilo é fundamental por causa de sua enorme experiência em Copas do Mundo. O outro meia pode ser qualquer um: até aquele moço que começou no Imaculado. Digo isto porque aquele que seria titular absoluto, vive no DM. É claro que estou falando do Renato Augusto. Quem mais seria? 
No ataque, o Guerrero poderia ser naturalizado, mas é uma pena que ele já tenha atuado pela seleção peruana. Completando o time, já que o Romarinho não mostra firmeza, coloca aquele moço que joga pelo nosso freguês da Catalunha. Mas sem aquelas dancinhas ridículas!

* Legal ver os nomes de Jô e Willian na lista do Felipone. Prova de que a nossa base pode gerar bons frutos. Jô não é nenhum craque, mas é muito melhor do que muitos que envergaram a camisa 9! E tem o Paulinho que eu considero como representante devido a sua identificação com o clube.

** Se jogar com o uniforme tradicional, a Alemanha tem a minha simpatia!



(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Pitacos

Liderança - Três rodadas, duas vitórias, nenhum gol tomado e líder invicto. Mas acredito que, como eu, poucos corinthianos devem ter se empolgado com o início de campeonato do Timão. Pouca criação de jogadas, raras chances de gol e até momentos de sufoco contra times de qualidade duvidável. Confesso que esperava mais dessa pausa forçada pós-eliminação do Paulista.

Defesa - A boa notícia é a volta do bom desempenho da nossa defesa, intransponível já a sete partidas. Boa notícia? Traumas e medo do retorno de uma defensibilidade exagerada à parte, acredito que seja, sim. Penso que tenha ficado bem claro, no início do ano, a tentativa do Mano em pular etapas na reconstrução do time, aproveitando-se do esquema defensivo de seu antecessor - o que, como todos pudemos ver, acabou sendo um erro grave de avaliação. Tudo leva a crer que o próprio Mano entendeu a situação sob essa ótica e resolveu priorizar justamente esse setor (base para qualquer boa equipe) nessa primeira inter-temporada do ano, para então evoluirmos ao longo do ano. Sendo realmente essa a ideia, a primeira meta foi aparentemente cumprida. A segunda que é um pouco mais complicada...

Meias - Claro que temos vários fatores que possam contribuir para uma possível melhora (Guerrero voltando a fazer gols, expectativa pela dinâmica que o Elias possa trazer ao nosso meio, etc.) Mas é bem provável que não tenhamos evolução alguma se nossos meias não jogarem bem. Que Jadson teremos, o do início eletrizante no Corinthians, ou o apático jogador dos bambis? Renato Augusto é minimamente confiável para se pensar um esquema com ele, ou o negócio é assumirmos que ele não pode ser mais do que uma ótima opção de banco, quando apto a jogar? Será que o Mano vai saber lançar o Zé Paulo aos poucos, sem queimá-lo (como quase fez no início do ano, em um momento de desespero)? O que acontece afinal com o peruano Ramires, que chegou a ter chances no Paulista e depois, como sempre, sumiu do mapa? Será que o Douglas ainda não tinha lenha pra queimar (já que, assim como o Danilo, era um jogador disposto a compor o elenco, mesmo que no banco, entrando em momentos específicos)? Tantas incógnitas em um setor tão crucial faz do próprio Timão uma incógnita para esse ano.

Selecionabilidade - Confesso que a ideia me agrada, mesmo eu tendo sido favorável à substituição do Adenor no ano passado. Sou meio ciumento com quem fez história no Timão, e com isso não corremos o risco de vê-lo treinando porcos ou bambis. 

Dúvida - Acredito que todos aqui devam estar acompanhando a empolgante campanha do Atlético de Madri que, mesmo lutando contra gigantes de orçamentos estratosféricos, garantiu sua vaga na finalíssima, e busca vencer pela primeira vez o título de campeão europeu. Mas peraí! Primeira? Como assim, se o Atlético de Madri já venceu a extinta Copa Intercontinental (antes de virar Copa Jipe), copa essa que parte da população brasileira (e apenas eles, dentre mais de 6 bilhões de habitantes no planeta) insiste em chamar de mundial? Quer dizer que dava pra ganhar o tal amistoso de luxo sem antes vencer o campeonato em seu continente? E isso não era pré-requisito indispensável para que alguém possa se auto proclamar campeão mundial? Fiquei confuso. Por favor, façam essa pergunta a seus amigos bambis e me ajudem a resolver esse enigma.

domingo, 27 de abril de 2014

Pacaembu


Eu imagino o torcedor - aquele tradicional frequentador de arquibancada do municipal - passando em frente ao estádio e "ouvindo" o alarido da torcida. "Timão ê ô! Timão ê ô!"; "Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians, meu amor". Fatalmente, lágrimas deslizarão pela face desse nosso amigo, ou melhor, desse nosso mano. É como passar por aquele terreno, no qual existia a casa na qual se passou a infância, e que hoje foi trocada por um arranha-céu ou por algumas lojas.

É olhar uma parte da sua existência que se foi.  Recordar as doces vitórias e as amargas derrotas. Ah, o gol do Sicupira! Ah, o gol do Bernardo! Ah, o gol do Marcelinho! Ah, aquela reação fantástica contra o Imaculado, com Everton (o primeiro da série) levando a galera à loucura. Ah, aquela virada sobre o Atlético Mineiro! O título de campeão brasileiro, justo no dia em que um dos reis do estádio havia partido. Estou falando do Sócrates! A conquista épica da América...

"Engraçado", o Pacaembu é um estádio público, ou seja, de todos, mas é como se ele tivesse um dono - não de direito, mas de fato. Acho que se as arquibancadas tivessem o dom da fala, suplicariam: "meu amor, não me abandone!" O placar eletrônico vibra quando pode assinalar um gol do time do povo e sofre quando o gol é do adversário.

Eu fui poucas vezes ao estádio. Três vezes, para ser mais exato. A primeira em 1990, quando, com um gol de Tupãzinho, vencemos o Novorizontino por 1x0. A segunda em 1993, quando viramos sobre o Noroeste de Bauru por 4x1. Foi uma partida em que o Bobô - aquele que começou na Catuense - entrou e foi o nome dela. Foi uma tarde de sábado e nesse jogo o Marques sofreu uma grave contusão, que o tirou de combate pelo resto da temporada. A última foi em 1994, quando mais uma vez vencemos, desta vez o Criciúma, por 3x2.

Bom, todos aqui devem ter um momento marcante vivido no interior deste que é o mais simpático estádio do estado. Compartilhe com a gente o seu momento marcante, o seu jogo especial.....

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Abutres

Pegando gancho de um comentário feito pelo fundador da Jihad, venho aqui tratar de um tema que acredito ser importante  para a prática do corinthianismo. Trata-se da abutragem. Esta é uma espécie existente dentro do jornalismo esportivo. Seu papel é apresentar uma imagem negativa do time do povo e fazer as previsões mais nebulosas possíveis. O negócio do abutre é falar mal do Corinthians, não importa se aquilo que está sendo falado esteja distante da realidade, contrarie a lógica, conspire contra o retrospecto, violente as estatísticas.

Os sentidos de um abutre são seletivos. Se num jogo do Corinthians o atacante adversário for lançado em condição de impedimento, for derrubado dentro da área e o juiz não assinalar o pênalti, ele não irá falar da primeira irregularidade e sim da segunda. Evidente que não se pode generalizar. Este lance fictício lembra uma das criações de um dos mais representativos exemplares desta espécie que é o “mito do apito amigo”.  Não que o Corinthians nunca tenha sido favorecido por erros de arbitragem. Pelo que andei lendo, em 75 o Corintians chegou as finais do paulistão daquele ano porque o juiz anulou um gol legítimo do Guarani legítimo diante do Botafogo. Também posso citar, o gol impedido do Biro-Biro diante do Imaculado do Jardim Leonor em 1988.  No entanto, o tal “apito amigo” funciona para todos os clubes considerados como grandes. E o Corinthians já foi por diversas vezes prejudicado. O tal do “apito amigo corinthiano” deve ter sido criado para pressionar os juízes a, na dúvida, apitarem contra o Corinthians ou para justificar os erros cometidos contra o Corinthians.  “É verdade, o juiz errou contra o Corinthians, mas ao longo da história vocês foram muitíssimo beneficiados”- é  o discurso pronto dos anticorinthianos.  Mas, se você pedir para ele fazer um levantamento a respeito.....

A abutragem ficou mais ouriçada com a construção do nosso terceiro estádio.  A gritaria contra a obra ganhou força com a trágica morte de três operários. Entre tantos, um outro abutre de ponta chamou o estádio do Corinthians de “amaldiçoado”. Por este prisma podemos considerar que muitas construções existentes no país são “amaldiçoadas” devido à ocorrência de acidentes fatais que apresentaram.  Estas tragédias deixam a abutragem ouriçada e soma-se a idéia enraizada de que o clube ganhou “de grátis” um novo estádio. Entre os muitos apelidos depreciativos está o “isentão”. Os mesmos que manifestam uma indignação tremenda diante da nossa nova casa, se silenciam a respeito da forma como foi levantada a nossa antiga casa de festas. Domingo eu vi um artigo no qual era dito que o historiador do Imaculado afirmou que não houve dinheiro público na construção do tal estádio. Ou seja, para a imprensa purpurinada, basta o historiador do clube afirmar tal coisa que já está tudo esclarecido. Quanto ao Corinthians não adianta explicar toda a engenharia financeira.

Tem os abutres canastrões. Exemplos evidentes desta espécie são Renata Fan(farrona) e Denilson(so). Caíram em prantos diante da morte do torcedor boliviano, mas não demonstram tal sentimento diante da morte de torcedores brasileiros.

Não podemos nos esquecer daqueles abutres que sempre procuraram reforçar a fama de “marginal”, de “criminoso” do Corinthians. Recentemente o meia Piá foi preso com objetos de roubo a caixas eletrônicos. Piá teve uma passagem relâmpago pelo Timão. No entanto.... estava lá nas manchetes. O caso mais grave foi o do meia Rincón, preso anos atrás por envolvimento com o tráfico. O portal que noticiou o fato não considerou que o jogador, em sua carreira, teve passagem por clubes supostamente muito mais importantes do que o Corinthians: Real Madrid e Manjubinha. Ele foi apresentado como ex-jogador de quem mesmo?

Para muitos, isto pode parecer complexo de perseguição, mi-mi-mi.....

Para outros pode parecer algo muito sério que merece uma resposta dura por parte da nossa diretoria.

Mas se a diretoria não reage, a torcida o faz. Lá na página da Resistência Corinthiana foi criado o troféu Abutre de Ouro que será entregue ao jornalista que mais se destacar na perseguição ao Corinthians.  Entre os candidatos estão Mauro César Pereira, Ricardo Perrone, Cosme Rímoli, Otavio Frias, Milton Neves, Paulinho do Blog, Renata Fan, Juca Kfouri, Rodrigo Matos, Fernando Sampaio, Odir Cunha, Renato Mauricio Prado, José Trajano....... Quem conhece a página já deve ter votado nesta importante enquete. Quem não conhece, recomendo.

Ah! Eu estava me esquecendo do “abutre amigo”. Tem o Jucão, que garantiu que a abertura da Copa seria em Pirituba e o Neto, que disse merda a respeito da volta do Elias, diga-se de passaji. 


Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão.

segunda-feira, 31 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Na vitrola

Por aqui, mais conhecida como trilha de um famoso - e ótimo - seriado dos anos 80...

terça-feira, 18 de março de 2014

Foi engano. Paulistão agora só no próximo ano.

O gosto amargo de uma eliminação no campeonato paulista! A gente já experimentou isto em outras temporadas, mas....  Em outras  circunstâncias e com “cores” menos vergonhosas. Domingo, um 0x0 afastou o Corinthians da luta pelo bicampeonato.  Mesmo com Jádson e sem Emerson,  não conseguiu  obter a vitória que o manteria na briga por uma vaguinha na próxima fase.  Há  35 anos atrás, um outro empate sem abertura de contagem acabava com a esperança de um outro bicampeonato. A diferença sutil é que naquela oportunidade o adversário era o Guarani legítimo, simplesmente o  então campeão brasileiro.  Avançando um pouco no tempo, em 1983, a Fiel via o seu time massacrar o Flamengo de Zico e Cia.  Era o time do Doutor, mas naquele dia quem brilhou, se não me engano, foi o Zenon.  Só que, para a classificação, a gente dependia  do Guarani  segurar  o Goiás no Brinco  de Ouro. Não segurou. Teve aquela sensação  de ver realizado  o sonho de ser campeão brasileiro mais uma vez adiado. No entanto, teve aquele orgulho de ver que o time tinha feito a sua parte. Ontem mais uma vez dependíamos do esforço alheio. Só que  não fizemos a nossa parte.

Que os Bambis vão entregar sempre que puderem prejudicar o Timão, irão. E sempre usarão  como desculpa o famoso jogo em que o Felipe não se esforçou para defender aquele pênalti.  Então, baseado nessa premissa, todo responsável pelo departamento profissional já deve olhar a tabela do campeonato e se precaver. 

Voltando às minhas reminiscências, naquela tarde de quinta feira (ou teria sido numa quarta? Eu sei que o jogo foi à tarde num meio de semana), quando o juiz trilou o apito e decretou que o Timão estava fora, eu chorei. Tinha 12 anos.  Hoje eu vejo muita gente dizendo que ser eliminado foi até bom porque agora o time vai ter mais tempo para se preparar, o Mano vai poder trabalhar com mais tranqüilidade visando aquilo que interessa,  ou seja, para as competições que “premiam” vaga na mais “fantástica” competição futebolística: a Cucaracha.  Mas é uma insatisfação que será aplacada com a conquista de um título qualquer ao longo da temporada. Nada como um campeonato ganho para fazer esquecer um perdido.

Fomos eliminados. De quem é a culpa? Da diretoria, que não promoveu a renovação que este  time a muito vem exigindo. Contratar até que a diretoria contratou, mas pelo visto alguns dos reforços não corresponderam. Por falar em reforços, por que o outro Guilherme não é aproveitado? 
Do técnico, que é bom, mas também não é tudo aquilo;  que já poderia ter afastado alguns “paneleiros” do elenco,  insistido menos com determinados jogadores . Lembrando que ele não é o maior responsável e que, se lhe for dado o mesmo tempo que ele próprio teve em 2008, pode pintar coisa boa com o passar do tempo. De alguns jogadores, que ainda não entenderam o que é jogar no Corinthians. E, por que não?, nossa por não cobrar este time e esta diretoria da forma como deve ser cobrada.

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1- O  “Não vai ter Copa” vem acompanhado de um anticorinthianismo doentio.  Muitos aderiram ao movimento incomodados  com a construção do novo estádio corinthiano. Mesmo que se explique a engenharia financeira para a construção da obra, eles sempre irão dizer  que foi dado pelo governo e que com este dinheiro poderia se investir em saúde, educação, transporte, casas populares....

2- Sábado dia 22 vai ter a reedição da nefasta marcha, aquela que apoiou o golpe militar de 64. É interessante notar que, se de um lado a nossa diretoria apoiou os golpistas, do outro a torcida esteve no lado oposto, inclusive estendendo faixas pedindo anistia ampla geral e irrestrita num clássico diante do Manjubinha.


(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão)

O Corinthians não é para os fracos !

 O Corinthians não é para os fracos, com isso já nos acostumamos há muito tempo. A eliminação era certa já faziam algumas rodadas, então segue-se uma surpreendente e inesperada reação coroada com duas partidas medíocres que nos extirparam do campeonato paulista (do qual ainda somos os atuais campeões, importante mencionar, até porque não pareceu tão importante no ano passado quando levantamos o caneco em uma temporada que mesmo assim foi classificada como pífia).

 E o nosso técnico; É verdade que após 14 rodadas o Sr. Mano Menezes ainda não conseguiu montar um time "nível campeão do mundo". Mas isso não surpreende afinal do "catadão" formado em 2008 na reconstrução do time após o vexatório 02/12/07 até a gloriosa vitória em Tókio foram 4 anos na lapidação de um time que mesmo sem grandes craques (incluindo alguns pardais infiltrados, como Chicão, Ralf, Paulinho) escreveu uma das grandes histórias do nosso clube. Pois leva tempo mesmo e não há fórmulas nem garantias.

 Duas falhas porém considero imperdoáveis, ter sido expulso de maneira ridícula contra o spfw e a choradeira pós Penapolense jogando a culpa em cima de quem nem mesmo deveria ter sido mencionado.  Podemos ser favelados, analfabetos, ladrões, maloqueiros, o que for...
mas chorões nós não somos, ok Mano ? De humor seco e de respostas precisas e provocativas na exata medida o novo Mano tem sido arrogante, estúpido e meio desesperado. Isso não tem ajudado.

  E os jogadores ? A diretoria já fala abertamente em reforços. São necessários e bem vindos o elenco está desigual com excesso de jogadores em algumas posições e carente em outras (Parece até que sofreu algum tipo de desmanche forçado ou algo assim).
 Nem todas as apostas do Corinthians 2014 vão se firmar nos próximos anos (alguns deles como o Rodriguinho ainda veremos comer a bola em algum adversário) mas ainda acho que fizemos boas contratações nessa janela. Veremos.
 Só que é preciso talento, além de promessas, para que as coisas comecem a acontecer de verdade.
O nome chave é Renato Augusto. Oremos !

  As finais do Paulista seriam um importante teste para o time pois impõem naturalmente um desafio maior do que a longuíssima e medíocre fase classificatória. Mas esse time, como ficou evidente, ainda não está pronto nem para os menores testes. Resta tirar o melhor proveito das férias forçadas para corrigir erros e encontrar soluções. Acredito em uma campanha no Brasileirão superior a do ano passado, com classificação final de apenas um digito (Copa do Brasil sou mais o Tite, mas como se estende até o final do ano, quem sabe, teremos tempo de melhorar).

 É isso, o Tevez não vem. O Ituano é um "baita" time (sério mesmo, vi uns três jogos e respeitando as suas limitações, jogam um futebol veloz e divertido de acompanhar). O Narciso é realidade. E o Timão ainda vai demorar um pouco para engrenar. Mas vai !

quarta-feira, 12 de março de 2014

Sobre o clássico com a bicharada (e perdoem-me pelo atraso)...


Ainda no calor da partida, que vi do conforto de meu sofá, não achei que tivesse havido recuo após o primeiro gol do Timão. Quer dizer, claro que houve recuo - mas, de cara, não achei que ele tivesse sido tático, orientado pelo técnico Mano Menezes: sem a menor saída de jogo, incapaz de se organizar ofensivamente, o Corinthians foi é dominado pelo adversário, isso sim. 
Time ainda em formação, fomos, reconheçamos, empurrados para nosso campo de defesa por um outro claramente melhor organizado - que, mesmo não sendo nenhuma Coca-Cola, valeu-se disso para se apropriar da bola, ponto.


Essa foi a opinião que eu, que nunca entendi porra nenhuma de tática (aliás, nem de futebol, hahaha!), formei ao longo da partida - e que, no calor do momento, custou-me breve, porém acalorada, discussão com meu bróder e vizinho Giba, para quem Mano foi, adivinhem, "retranqueiro". De modo que fiquei feliz menos aborrecido quando, na manhã de segunda, vi que era essa também a opinião de um dos caras que, para mim, mais manjam de tática na internet
Agora, se, mesmo assim, você não estiver satisfeito, ok:  registre-se que foi essa, ainda, a leitura feita pelo próprio titular do boné.

Porra, nunca é demais lembrar que, apenas quatro rodadas atrás (!!), esse time, arremessado num abismo psicológico pelas facções organizadas, vivia uma crise que parecia infinda. Sangramento que, não por coincidência, somente se estancou com a chegada de Jádson - coisas do futebol: lá, desacreditado; aqui, em "momento mágico" da carreira. O que vimos em campo no domingo, pois, nada mais foram que claros sintomas de nossa atual Jadsondependência.

Algo especialmente preocupante, portanto, se considerarmos que esse cara acabou de chegar, certo?

Em partes, apenas. Na verdade, o bom momento do camisa 10 é, justa e paradoxalmente, o desafogo que garantirá ao técnico Mano Menezes a tranqüilidade necessária para criar alternativas táticas (e técnicas) à sua atual onipresença.

Dêmos (1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo, hahaha!), pois, tempo ao tempo. Mano tem tudo para fazer um ótimo trabalho nessa segunda passagem pelo Timão: principalmente o fato de ser, hoje, um dos melhores técnicos em atividade no futebol brasileiro.


Qualificando o elenco II

Convertido nosso meio-campo numa verdadeira seleção, restáva-nos encontrar no mercado um camisa 9 de primeira - daqueles que, para cada duas bolas que recebe em condições, uma é caixa. Agudo, agressivo, preciso, veloz no raciocínio; o chamado atacante de dois toques: domina e bate.

Pois foi com a janela de transferências quase se fechando que vimos a possibilidade de contar com Pedro Prado, antiga ambição deste blog, para a posição. 

Ao mais novo jihadista, nossas cordiais boas-vindas! E que soe a sirene.


)

domingo, 9 de março de 2014

Pra cima delas, Timão!

Saudações amigos da Jihad. Quis o destino que eu estreasse neste glorioso blog com uma menção positiva a um dos times da minha terrinha, a Manchester Paulista, a aprazível Sorocaba.

Pois é, poucos acreditavam, mas o Galo foi bravo e arrancou dois preciosos pontos do Ituano (que seriam três, não fosse um grosseiro erro de arbitragem no final da partida), e a essa altura os rivais já mal dormem a noite imaginando o que vem pela frente. Quando deixam chegar...

Apenas um parêntesis, se me permitem: o Atlético Sorocaba é apenas o segundo time da cidade, o rival local, mais novo e menos simpático, do centenário São Bento Esporte Clube – agremiação que revelou para o mundo jogadores como Marinho Peres, Luís Pereira, além do inigualável Pedro Francisco Garcia, mais conhecido como Tupãzinho. Nessa era de estaduais dominados por novos times sem tradição, sempre é bom ressaltar o que realmente tem historia.

Voltando ao que interessa, resta agora ao Timão vencer seus jogos restantes, começando pela parte mais fácil e prazerosa, bater nos bambis. Lembremos que a ultima boa sequência de vitorias sobre elas (encerrada lamentavelmente no Brasileiro de 2012, ainda sob forte ressaca da conquista da Cucaracha) iniciou-se na primeira era Mano, que tinha a deselegante mania de atropelá-las sem dó.

Vale também ressaltar que esse jogo, assim como os confrontos até o final do ano, terá um ingrediente especial: a contagem regressiva para o centésimo gol que faremos no bambi-mor (já foram 98, segundo contagem oficial – que seria mais caso não tivéssemos jogado no lixo duas belas oportunidades no sonolento Brasileirão do ano passado). Sem contar que, como o Zé uma vez bem mencionou, não há um jogo sequer contra elas, sem que esse cara exponha sua condição patética e desequilibrada. Show a parte garantido, é só esperar.

Sobre o time, temos a já comentada situação do acordo que impede a atuação do Jadson, e o mistério sobre quem será o substituto. Lamento por perder um jogador em tão boa fase (que ainda por cima jogaria com motivação extra contra seu ex-clube e treinador), mas lamento ainda mais o fato de tal desfalque acarretar em uma mudança no padrão de jogo. Danilo e Renato Augusto não têm, respetivamente, idade e saúde para manter o ritmo que o Jadson andava impondo ao time. Rodriguinho, pelo estilo de jogo, talvez fosse uma opção, não tivesse sentido o peso do manto em jogos menos importantes. Também falaram em Emerson, mas não acho que jogar sem meia seja um esquema que faça sentido (fora a visível e crescente falta de sintonia desse cidadão com o restante do time). Pelas recentes e lamentáveis atuações do Renato Augusto, e pelo histórico contra as descontroladas, minha opinião é que devemos entrar com o Danilo.

Resta torcer para que a intensidade dos últimos jogos se mantenha, que o jogo apagado do Romarinho na ultima quarta não seja sinal de que ele voltou a hibernar, e que o garoto Luciano  prove que não é o novo Didi (bem lembrado Mucio). Sei não, mas to sentindo cheiro de goleada. Pra cima delas, Timão!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nossas chances no Paulistão não viraram cinzas.....

1- Não ler o regulamento de uma competição traz desagradáveis surpresas. Estava eu achando que, embora divididos em grupos, os participantes enfrentariam todos os demais, como já o foi num passado distante (1983, por exemplo). Por isso minha relativa tranquilidade, pois faltando oito rodadas (como eu acreditava) era suficiente para que times pequenos como Botafogo e Ituano perdessem pontos, o que permitiria a nossa ultrapassagem. Só que o desinformado aqui não sabia que, neste campeonato maluco, não existe confronto entre times de uma mesma chave! Ou seja: ao invés de oito rodadas, faltam apenas 4 rodadas, nas quais o Corinthians tem de ter 100% de aproveitamento e os concorrentes devem amargar resultados negativos em metade de seus compromissos. Para agravar a situação, Botafogo e Ituano têm como adversário o imaculado e exemplar Vila Sônia - que talvez não demonstre muito empenho em derrotá-los ou até mesmo segurar o empate. Em parte, esta situação tem como maior responsável o Corinthians que, mesmo passando por uma reformulação, não poderia ter perdido os pontos bestas que perdeu - derrotas para o Bragantino e o São Bernardo em casa pesaram bastante na balança.

2- Eu não acompanhei a apuração das escolas de samba. Estou meio descrente com relação à lisura de quem julga os quesitos de um desfile. Não sou especialista em carnaval. Aliás, não sou muito fanático por carnaval. Mas..... desde que a Gaviões bateu de frente com a Liga e não quis disputar um concurso a parte, coisas estranhas começaram a acontecer. A escola da outra torcida aceitou as condições impostas pela Liga e teve um tratamento distinto. Eu acho que a Gaviões na época fez o correto, mostrou dignidade, afinal de contas ela ganhou com o passar do tempo o direito de disputar o título com todas as demais escolas e não apenas com aquelas ligadas a torcidas de futebol. O episódio, acompanhado do rebaixamento da escola, deixou uma suspeita de perseguição no ar. Mas talvez este seja um peso a se carregar. Talvez seja apenas cisma a ideia de que alguns jurados atribuem notas menores por clubismo.
O Ernesto disse no Face que a escola precisa caprichar em alguns quesitos. Então...

3- Morro e não vejo tudo. Pela primeira vez um jogador negociado em definitivo com uma agremiação é impedido de atuar contra seu ex-clube. Eu já vi isto em caso de empréstimo. No entanto, as diretorias de Corinthians e Vila Sonia resolveram inovar e Jádson, cedido em definitivo ao Timão, não poderá atuar no clássico de domingo! Por falar em contratação, segunda saiu no feissibuqui a notícia de que Nilmar estaria voltando ao Timão. A informação não foi confirmada e, parece, ele já assinou com outro clube.
Nilmar faz parte de um passado sombrio do clube. E, de mais a mais, agora o tempo é de Luciano!

4- Com dois gols de Jádson e dois gols de Luciano, o Timão goleou o Linense no campo do adversário e manteve vivas as chances de se classificar.  Derrotar o Vila Sonia é fundamental porque o Ituano, com quem a gente briga, tem uma partida relativamente fácil pela frente. O Botafogo eu acho que já desgarrou.
No primeiro tempo, o time foi para o abafa. Não deixou de atacar, mesmo com a vantagem no marcador. Fazia tempo que não se via isto. Jádson marcou um gol de falta (o segundo), dando-nos esperança de termos encontrado o tal homem da bola parada (um Alex, um Marcelinho – se não for sonhar demais). E o Luciano balançou a rede duas vezes de novo. O primeiro gol dele na partida foi um golaço. O segundo tempo veio meio chocho. Acho que a moçada se guardou para o jogo de domingo. 
O Mano fez uma substituição que se fosse feita pelo Adenor..... Trocou Romarinho por Emerson, mas deve ter uma explicação. O fato é que estamos engrenando.



(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O gigante acordou!

Prezados jihadianos! Na última quarta, no nosso estádio de fato e não de direito, conseguimos daquelas vitórias animadoras que parecem atestar a nossa reação no campeonato. Fazia tempo que não emendávamos três vitórias seguidas! Fundamental para dissipar todas as descrenças, que eu acredito não terem sido um sentimento entre as hordas corinthianas. A série de maus resultados serviu para mostrar a alguns corinthianos que o trabalho de renovação do Mano não seria tão simples assim, que não era só afastar os "paneleiros" e colocar outro no lugar que as coisas iriam funcionar automaticamente. Era preciso tempo e paciência. Com o novo-velho treinador e com os jogadores.

O Corinthians que será concebido nas próximas rodadas será diferente daquele que vimos nas mãos do Adenor (e eu não me refiro àquele time modorrento do segundo semestre) e também daquele que o próprio Mano comandou no maravilhoso primeiro semestre de 2009. 

Esse novo Corinthians começa a se desenhar com Cássio no gol. Quando se machucou o ano passado, alguns devem ter achado que, diante das boas atuações de Walter, o herói da Cucaracha e do Mundial amargaria o banco por um longo tempo. No entanto, os maus resultados no estadual convenceram ao treinador a reconduzi-lo a meta corinthiana. Confesso aos amigos que não sei se o Walter foi tão mal naqueles jogos. Talvez o Mano tenha preferido a maior experiência de Cássio no derby, evitando queimar um bom reserva. Na lateral direita, Fágner. Fraco na marcação, mas bom no apoio. Pelo menos no Vice da gama foi assim. Engraçado: quantas vezes lemos por aí críticas à diretoria por ter deixado esse moço escapar em outras épocas? O miolo de zaga deve ser a meia muralha negra – Gil e Cléber ou Cléber e Gil. Na lateral esquerda, Fábio Santos deve manter o seu reinado – assim que se recuperar da contusão. Incrível como Fábio Santos, que tem suas qualidades, se mantém diante da vulnerabilidade de seus concorrentes. Se bem que o Uendel me parece ser mais eficiente no apoio.

O meio de campo por enquanto vai de Ralf, Bruno Henrique, Guilherme e Jádson, mas existe a possibilidade de sair um dos volantes para a entrada do recém-contratado Luciano – isto para aquelas partidas em que o adversário não exija muitos cuidados defensivos. Se bem que não é porque um time atue com três volantes que ele venha apelar para o defensivismo exagerado. O jogo contra o time do chiqueiro foi um exemplo. E o ataque, finalmente deve ter a dupla Romarinho e Guerrero ou Romarinho e Luciano.

Foi com este time que o Corinthians logrou obter a sua terceira vitória no campeonato e pelo placar mais elástico. Se bem que até os últimos instantes o jogo tava com a mesma feição dos jogos anteriores, vantagem no placar, mas com o adversário vindo pra cima e podendo empatar a qualquer momento. Vocês sabem como é o futebol e – aqui vai uma pitada de superstição – este time de Ribeirão Preto tem tradição em complicar para o nosso lado. No entanto, diferente dos jogos anteriores, o Corinthians frequentava mais o campo ofensivo. Marcava o adversário no seu campo  adversário que, por sinal, era bem ruinzinho. Daí não honrar a tradição.

O jogo de quarta mostrou os dois lados da carreira de um jogador. De um lado, o drama de Guerrero, que em má fase não consegue encontrar o caminho do gol. Do outro, a  estrela de Luciano que fez sua estréia de fato e guardou dois gols. E foi justamente para dar lugar ao quase estreante que Guerrero saiu machucado. Embora admirador do técnico anterior, acredito que fosse ele ainda o treinador, o escolhido para entrar no lugar do peruano fosse o Danilo e não o Luciano. Como o técnico agora é o Mano, o moço que veio do Avaí entrou e logo em seguida abriu o marcador num lance de puro oportunismo. No gol que assegurou a vitória, ele mostrou calma e categoria. Tudo bem que foi apenas um jogo, que ele pode ter tido sorte, que o adversário deu mole, mas... por que não acreditar que conseguimos contratar mais um bom jogador? Luciano e Bruno Henrique podem ser daqueles jogadores que o nosso amigo César não aprecia muito, mas que caem no gosto do torcedor. Não é sempre que isto acontece é verdade, mas não custa nada sonhar e torcer. 

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1- Dia desses, eu li por aí alguns torcedores tentando diminuir o Mano Menezes e o Adenor com a teoria de que ambos não haviam conquistado nada de importante antes de assumir o Corinthians. Este “importante” eu acho meio duvidoso, pois para mim todo título é importante. Mas supondo que isto seja verdade....... que bom que o Corinthians tenha a capacidade de alçar técnicos de competência questionável ao topo. 

2- Oswaldo Brandão foi campeão paulista de 77 comandando um time que foi montado pelo seu antecessor, o Duque. Aliás tem um vídeo no iutubi de um antigo programa da Globo – o Copa do Brasil  em que Duque fala a este respeito. Então, não tem nada demais o Tite ter sido campeão da Cucaracha e do Mundial com um time praticamente montado pelo Mano. 


(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Qualificando o elenco

Este blog - que, discretamente, completou seu primeiro ano de vida no último sábado, dia 22 - viveu, tal como o Corinthians de Tite, um 2º semestre de 2013 absolutamente preguiçoso e modorrento. Seu, então, único autor, aparentemente em estado de absoluta prostração, abusou do direito de agir com indolência, deixando sempre para amanhã o que precisava ser dito ontem.

Ciente da insatisfação da torcida, porém confiante de que também a ele a mera mudança de comissão técnica traria ânimo novo, o então solitário blogueiro resolveu apostar tudo no início de 2014 - que, contrariando suas previsões, ao menos por aqui, começou na mesma pasmaceira em que 2013 havia terminado.

Finalmente, precisou reconhecer que havia algo de errado em seu planejamento... afinal, já passava da hora de promover uma cirúrgica reformulação no elenco, qualificando-o.

Portanto, senhoras e senhores, que soe a tradicional sirene: a Jihad Corinthiana, orgulhosamente, anuncia seus reforços para a temporada que se inicia!



João Luís

Meia-direita veloz e habilidoso, João demonstra absoluto domínio dos diversos fundamentos do esporte bretão. Sempre equilibrado, é daqueles que, no apoio à marcação, desarmam o adversário com extrema classe, sem jamais apelar para faltas. 
Uma vez com a bola nos pés, contudo, parte invariavelmente para o ataque - ora distribuindo passes milimétricos, ora disparando contra a meta adversária com força e precisão.

Será, de hoje em diante, senhor absoluto de nossa sagrada camisa 8 - a mesma que já vestiu Luizinho, Sócrates e São Basílio.


Múcio Rodolfo

Autêntico armador, Múcio combina a fleuma dos craques do passado e a versatilidade dos jogadores modernos. Verdadeira enciclopédia do Corinthianismo, é do tipo que domina a bola no peito apenas para que não reste dúvidas de que realmente entende, e muito, do riscado. 
Meia experimentado, cobiçado por inúmeras equipes, demonstra pleno conhecimento das imperfeições dos gramados por onde costuma se exibir, sempre submetendo-os à sua refinada técnica.

Múcio é, inegavelmente, um camisa 10.


Aos novos titulares deste time, nossas cordiais boas-vindas!

Saudações corinthianas, senhores! A casa, mais do que nunca, é de vocês.

Mano Menezes, 10 rodadas depois

Pareceu uma eternidade, mas, enfim, chegamos ao final do período de adaptação projetado pela nova comissão técnica. Faz-se necessária, portanto, uma breve avaliação do trabalho realizado até aqui.

Encarregado da hercúlea tarefa de substituir um dos treinadores mais vitoriosos da história do Timão, Mano deu início à sua segunda passagem pelo clube cercado por desconfiança e tendo de enfrentar uma evidente má vontade de setores significativos da torcida.
Em que pese o fracasso de seus trabalhos mais recentes, é de se espantar que um treinador com o bom histórico que ele construiu em sua primeira passagem pela casa encontre, já de início, tamanha rejeição. Não é preciso muito esforço para perceber que, nos blogs e redes sociais, muitos preferem se lembrar dele mais pela obscura relação com o empresário Carlos Leite que pela montagem da sólida base que, anos depois, levou seu sucessor ao topo do mundo; mais pelas contratações de Souza, Bóvio e Perdigão que pelas vindas de Chicão, Willian, Leandro Castán, Alessandro, André Santos, Cristian, Elias, Jucilei, Ralf, Paulinho, Douglas (aquele, da primeira passagem), Jorge Henrique, etc.

Diante de tal cenário, Mano provavelmente entendeu ser necessário espantar o quanto antes o fantasma do antecessor, transformando-se, para isso, numa espécie de antípoda do Seu Adenor. Acreditou, muito provavelmente, que o sistema defensivo herdado de Tite fosse sólido o bastante para que pudesse queimar algumas etapas. Infelizmente, porém, ao já chegar expondo a zaga, fez com que as deficiências viessem à tona.

Num primeiro momento, não de forma tão evidente, é verdade. Aos trancos e barrancos, pois ainda sem um sistema bem definido, o time obteve êxito nas 2 primeiras rodadas do Paulistão, contra Portuguesa (f) e Paulista (c), enchendo de otimismo os torcedores mais simpáticos ao velho novo treinador – este que vos escreve, inclusive. 
Contudo, um tropeço em casa na 3ª partida oficial do ano, diante do São Bernardo, acenderia o sinal de alerta para a hecatombe que ainda estava por vir: a acachapante goleada sofrida naquele pardieiro infecto da baixada, por si só, já teria severos efeitos sobre o psicológico dos atletas; não havia necessidade alguma de, dias depois, as organizadas arremessarem o grupo num abismo, da maneira estúpida como fizeram. 
Os três resultados seguintes – derrota para Ponte Preta (f) e Bragantino (c), além de empate diante do Mogi Mirim (f) –,  portanto, não nos servem de parâmetro e devem ser creditados exclusivamente na conta dos vida loka, ponto.

Porém, o mesmo episódio que tirou de Mano e seus comandados o ambiente de trabalho (mais que isso, aliás; de Danilo, dizem, foi tirada até a segurança de seus familiares), paradoxalmente, também criou as condições objetivas para a troca de Alexandre Pato por Jádson – negócio risível se analisado exclusivamente pelo viés financeiro, porém que, tecnicamente, vem se mostrando essencial neste trabalho de reconstrução do time.

Pois Jádson, até então encostado nos Bambi, já chegou chegando: ao lado de Bruno Henrique (outro que se apresentou, fez um treino e, sem tremer, já foi pro Derby), o novo camisa 10 se encaixou com perfeição à frente dos 3 volantes, trazendo o equilíbrio que faltava ao, até então, um tanto despovoado meio-campo corinthiano. 
De quebra, ainda ajudou a recuperar o futebol de Romarinho – que, agora, vejam só, é artilheiro!

Desde então, somamos 7 pontos em nove possíveis. Melhor: mostramos, jogo a jogo, clara e sólida evolução, criando jogadas ofensivas de forma mais organizada e apresentando maior volume de jogo.

No empate por 1 a 1 diante dos Porco (c) - estréia de Jádson, Bruno Henrique e do novo e promissor sistema com 3 volantes -, o grupo, mesmo ainda esfacelado, visivelmente sob os efeitos da invasão do CT, foi capaz de  se impor, dominando a maior parte da peleja. 
O gol sofrido nos minutos finais da partida veio justamente para punir o – exagerado, porém, dadas as circunstâncias,  compreensível – recuo da equipe e a mexida errada de Mano, que entrou com Jocinei quando o mais lógico seria Danilo (se bem que agora é fácil dizer...). E, claro, também para lembrar o técnico de que sua escolha por Felipe para a vaga do banido Paulo André havia sido, de longe, a mais infeliz. Até Ralf improvisado seria preferível, ali; definitivamente, o tal de Felipe não tem o menor cacoete para o ofício da bola. 
Mas, disso, Mano ainda precisaria de mais um jogo para se convencer...

Parêntese: teimoso, sim, como sói acontecer com qualquer técnico; mas não empacado – e, às vezes, até birrento – como seu antecessor. Feche-se.

Nas duas rodadas seguintes – e, enfim, chegamos à décima -, boas vitórias sobre Oeste (f) e Rio Claro (c). E ambas, novamente, com apresentações inspiradas da dupla Jadson / Romarinho – confirmando que, ao menos ofensivamente, Mano parece estar no caminho certo.

O que pega de verdade, até aqui, está justamente nessa última ressalva: defensivamente, o desempenho do time tem sido assustador! Mesmo jogando contra equipes que, em sua maioria, quando muito frequentam as divisões inferiores do futebol nacional, nossa zaga já foi vazada em nada menos que 16 oportunidades – média de 1,6 gol sofrido por partida (!!!). 
Fosse no Brasileirão e o fumo já teria sido insustentável...

Defensivamente, nossos laterais são péssimos e, ofensivamente, ainda sobem de maneira desordenada (com Uendel um pouco pior que Fágner nos dois quesitos), de modo que a produtividade de ambos no apoio ainda não chega a justificar as alamedas que eles têm deixado às suas costas.
Ralf nunca mais foi o mesmo na proteção à zaga e, como é de domínio público, jamais será aquele volante que sabe sair jogando - como é tão ao gosto do novo treinador. Aparentemente, ainda está tentando se encontrar em campo e, talvez, seja mesmo absolutamente incapaz de se situar nesse sistema que o exige mais adiantado.
Algo me diz que, com o retorno de Renato Augusto (um dia, será?), o banco acabará sobrando justamente para ele. Triste, claro, por tudo o que Ralf representa em nossa história recente... mas c’est la vie.

Em meio a esse cenário, Gil – que, até ontem, ainda tinha o tal de Felipe ao seu lado – se viu na necessidade de jogar por quatro e, humano que é, desesperou-se. Quem sabe com a recente entrada de Cléber (de quem ainda desconfio, diga-se), o miolo de zaga não se estabilize um pouco mais?

Em suma, a principal missão de Mano Menezes neste momento, quem diria?, consiste justamente em acertar o sistema defensivo antes que tenham início Brasileirão e Copa do Brasil. Isto feito, e com os retornos de Renato Augusto (um dia, será??) e Paolo Guerrero (se benze, meu filho!!), teremos um belo quarteto ofensivo e totais condições de brigar por título, sim.
Agora, por qual título, isso vai depender – e muito – das contratações que serão feitas (serão?) para o segundo semestre. Hoje, não temos mais um elenco, mas apenas 14 ou 15 jogadores em condições. O suficiente, talvez, para a Copa do Brasil, mas muito pouco para a maratona de 38 rodadas do Brasileirão.

Aposto no tetra da Copa do Brasil e, conseqüentemente, numa campanha preguiçosa e mediana no Campeonato Brasileiro - tal como em 2009.
Já para esse primeiro semestre, não me arrisco em prognóstico algum. Esse Paulista, como costuma dizer um velho amigo meu, "tá escuro"...


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E que falta faz Chicão nessas horas, hein, (M)mano?