segunda-feira, 21 de julho de 2014

Algo me diz que podemos ser campeões...

Como já é do conhecimento de todos, os planos “maquiavélicos” da Búlgara Usurpadora e do Molusco Escarlate de fazerem o Brasil hexacampeão não deram certo, e o título ficou com a Alemanha – a quem coube a primazia de ser o primeiro selecionado europeu a conquistar a Copa em terras americanas.

 Confesso que fiquei contente. Ficaria mais contente se a Alemanha  atuasse com o seu uniforme tradicional, ou seja, com camisas brancas e calções pretos – parecido com o de um time que nunca está na moda, mas que é foda e incomoda. Além do uniforme,  existe uma outra semelhança. Assim como o time formado por operários, o time alemão não desiste nunca. Os amigos poderão colher na história reações espetaculares  dessa seleção. Em 1954 perdiam a decisão por 2x0 da Hungria e venceram de virada por 3x2. Em 1982 perdiam na prorrogação por 3x1 da França e conseguiram reagir. Enfim....

Andaram comparando um freguês nosso, o exemplar Vila Sonia, com o time alemão só porque venceu o time do Bahia. Quanta pretensão!  O golpe de realidade veio com a derrota de sábado, para a simpática Chapecoense - que apresenta como credencial o fato de nunca ter perdido para um grande de São Paulo, exceto o Corinthians, é claro. 

E quais são nossas perspectivas para este resto de campeonato? Acho que são boas. Apesar de não termos boa parte daquele time que ganhou quase tudo – só faltou a Copa do Brasil - , pois perdemos Alessandro, Paulo André, Emerson (isto sem contar com Paulinho e Jorge Henrique),  o time que o Mano montou me parece em condições de brigar pelo título. Temos ai o Petros, que está sendo uma grata surpresa, o Elias, que  dispensa apresentações, o Anderson, que chega para dar aquela tranqüilidade que o Cléber parece não proporcionar, o Angel Romero, que pode ser uma reedição do Herrera...

As perspectivas são boas também se  considerarmos a nossa colocação – praticamente na cola do Cruzeiro - e que não existe nenhum bicho papão na atual conjuntura futebolística. Assim é possível que o Mano consiga conquistar aquilo que deixou de conquistar há quatro anos porque preferiu a aventura de treinar a seleção brasileira. Fez todo um trabalho de reformulação,  enfrentando seleções de primeira linha e, lógico, não obteve os resultados esperados.  Enfrentar seleções de primeira linha num período de renovação eu considero como “suicídio”. E quando já estava com a seleção nos cascos, foi dispensado pela dupla sinistra que manda no futebol brasileiro.  Tirando o orgulho de ter comandado a “canarinho”, não creio que o Mano tenha feito uma boa troca em 2010.  Poderia ter hoje no currículo um título de  campeão brasileiro e ninguém iria dizer que jamais ganhou algo de importante na vida.  Soma-se ao que foi escrito o fato de geralmente nos darmos bem em ano nos quais a seleção se deu mal. Foi assim em 1982, 1990 e 1998.

E pra finalizar este “post”: enfim vencemos na nossa casa. Bastaram dois insucessos na nova moradia para que os antis  soltassem piadinhas de mau gosto a respeito do saudoso Doutor Osmar. Disseram que ele morreu sem nunca ter visto o Timão vencer em casa. Em compensação ele cansou de ver o time que amava fazendo a festa naquele mausoléu desprezado pela FIFA. Dr Osmar vai deixar muitas saudades. 

Assim, com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão.