segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Praianos 0 x 1 Corinthians

Domingo foi dia dos pais. O meu não está mais por aqui. Se estivesse, teria xingado o time e o técnico a maior parte do tempo, afinal, é inadmissível estar com um jogador a mais e, mesmo assim, sofrer pressão por parte do adversário e vê-lo criar as oportunidades mais contundentes de gol. Teria estranhado a expulsão do jogador praiano ainda no primeiro tempo, pois lá - naquele reduto onde até disjuntor já foi desligado para prejudicar um ataque do Time do Povo - geralmente a arbitragem faz vistas grossas diante das jogadas violentas ou imprudentes dos jogadores praianos. Teria tomado um tremendo susto com a presepada do Guilherme Andrade e agradecido aos céus pela entrada do Ferrugem. Ok, é muito cedo ainda, mas... quem sabe a gente encontrou um bom lateral direito? Obviamente que teria comemorado feito um doido o gol de cabeça do Gamarra Negro, o mais seguro do Brasil (somente uma besta quadrada como o Felipão para não enxergar que Gil é muito mais beque que todos os beques convocados por ele). Teria feito uma observação em seguida: "quer ver este técnico mandar o time recuar?". E, no final, depois de todo sofrimento, de todo xingamento, de todas as sensações que envolvem um jogo do Corinthians, exaltaria a vitória, os três pontos conquistados e fecharia com um "bota lá na Bandeirantes que eu quero ver a cara de bunda do Milton Neves falando de apito amigo".

O clássico de ontem foi precedido pela expectativa em torno da estreia daquele que seria o maior jogador do mundo se atuasse na Europa. Era isso que diziam a seu respeito quando atuava no Brasil. Passou por lá quase uma década e não conseguiu confirmar as previsões. Mas era um jogador que nunca havia perdido para o Timão. E daí a confiança exagerada dos praianos. Teve até uma produtora de charges animadas que produziu um vídeo na qual Zé Pedalada aparecia cantando e tocando violão, Cássio e Mano chorando e um placar estampando 7x1 pra eles. Tudo bem que é humor, mas...

O fato é que alguém esqueceu que cada jogo tem uma história diferente. E, se até o maior jogador de futebol de todos os tempos amargou uma derrota diante do Time do Povo, porque o tri-atleta não amargaria? 
Pena que o nosso gol foi feito quando ele já não estava mais no gramado. Se bem que ele deve ter saído para assistir de um ângulo melhor a nossa vitória. Uma vitória que pode ser acompanhada daquele comentário "venceu, mas não convenceu". Mas, por outro lado, é preciso levar em conta que ganhar deles no balneário não é uma tarefa tão fácil assim; o time deles tem a segunda defesa menos vazada da competição.

Talvez o Mano não desejasse expor o time como aconteceu no último confronto, quando sofremos uma goleada que há décadas não sofríamos. Tudo bem que poderia ser um pouco mais ofensivo, mas é preciso lembrar que alguns ataques do Timão acabavam nos erros de penúltimo e último passe. Várias tentativas de tabelas foram abortadas pelos zagueiros praianos.

Seja como for, essa vitória compensou o empate diante do Coritiba. Se bem que este campeonato é tão complicado que a gente lamenta tal empate e, depois, vê este mesmo Coritiba empatando com o time do tapetão em pleno Rio de Janeiro.

Acho que o Mano ainda está buscando o time ideal. Talvez, a entrada do Lodeiro no lugar do Jádson melhore alguma coisa. Este tem habilidade, sabe jogar, mas parece meio que sonolento... 
No ataque, a única certeza é Guerrero. Luciano começou a mil por hora, marcando gols, mas parece que não passou de fogo de palha. Romarinho tem aquele ar de "não sei o que estou fazendo aqui neste jogo". Aliás, não entendo a paixão que os comentaristas da Grobo têm por ele...  O Romero começou empolgando a torcida, mas me parece apenas esforçado.

A defesa já está formada. O Ferrugem entrou bem no jogo de ontem. Não sentiu a responsabilidade de atuar num clássico, mas, dentro da lógica, o Fagner deve retornar ao time na próxima partida. A dupla de volantes é Ralf e Elias e fim de papo.

E, por fim, estão querendo crucificar o Petros por uma simples trombada num juiz que mal sabe se colocar dentro do gramado.

Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Existe vida após a Copa!

Depois de uma Copa espetacular e de um AVC hemorrágico na família, confesso que foi ficando a cada dia mais difícil voltar para o planeta Terra blog. Mas o puxão de orelha do nosso amigo César Pereira (foi você, não?), conselheiro vitalício desta Jihad, talvez tenha, de uma vez por todas, trazido meus pés de volta para o chão: aconteça o que acontecer, jihadear é sempre preciso!

Voltemos, portanto.

E o fazemos em ótima hora: daqui a pouco, às 16:00h, o Timão sobe ao gramado do Couto Pereira, onde buscaremos encurtar para apenas 3 pontos a distância que nos separa do líder Cruzeiro - que, ontem, em que pese o fato de ter jogado fora de casa, não foi capaz de passar de um empate diante deste tão combalido Botafogo. 

Uma vitória hoje, portanto, terá um significado muito maior que a mera soma de três tentos: trata-se de um cartão de visitas, uma carta de intenções; equivale a anunciar que, sim, somos candidatos ao título.

E não nos iludamos: o adversário pode ocupar atualmente o chamado Z4, mas é, historicamente, uma senhora carne de pescoço. De quebra, eles têm um tal de Alexotan - que, mesmo do "auge" de suas 36 primaveras, segue exigindo dos rivais 95 minutos de atenção.

Já o Timão, que perdeu por suspensão Paolo siempre peligroso Guerrero, vai a campo com Petr Cássio; Fágner, Cléber, Gil e Fábio Santos; Ralf 2014 (versão Mano Menezes), Elias, Petros (o Iniesta brasileiro) e Magic Jádson; Romarinho e o novo capetinha Ángel Romero. Ótima oportunidade para analisarmos o desempenho de nosso emo paraguaio no comando do ataque, diga-se.

Acredito em vitória suada, sofrida, daquelas que não convencem muito (provavelmente, pelo placar mínimo)... E, caso o cenário se confirme, a notícia também é boa; afinal, em pontos corridos, também desses momentos se faz um postulante ao título, não?

Que venham os 3 pontos!

VAI, CORINTHIANS!!!

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Ok, a culpa é da Globo, sempre intransigente quando se trata do horário de suas novelas. E não, a "solução" apresentada pelo Metrô em nada refresca - aliás, arrisco-me a dizer que só serve para foder os metroviários do último turno com 10 minutos a mais de trabalho. 
Mas não nos esqueçamos de que quando, tempos atrás, a multi-milionária emissora do "bispo" ofereceu um caminhão de dinheiro pela transmissão do Futebol, foi justamente o nosso Corinthians do Seu Andrés o primeiro a implodir com a negociação...

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