sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Há males que vêm para o bem. E o inverso também ocorre.

1- Na boa, mas minha PATERNAL paciência chegou ao fim: não acho mais que devemos renovar com Mano Menezes em dezembro; que o coach cumpra seu contrato e tchau.
Só que não o digo por ter deixado de acreditar na qualidade do Mano, mas apenas por, enfim, ter percebido que ele jamais terá um mínimo de oxigênio necessário para desenvolver seu trabalho nesta segunda passagem. A pressão é ABSURDA: à costumeira, da imprensa, que jamais o suportou, soma-se desta vez a da própria torcida, infantilmente deslumbrada com aquele que a libertou de um doloroso, humilhante e duradouro processo de bullying.

E, se for para manter um técnico nestas condições, é melhor, para ambas as partes, que cada um tome seu rumo. Eu jogo a toalha aqui.


O motivo pelo qual toda a imprensa, de A a Z, nutre um ódio visceral por Mano Menezes encontra nesta notícia sua mais completa tradução. Grosseria gratuita de tiozão sem noção, como as do Muricy em coletiva, jornalista suporta e até acha graça; mas esse tipo de questionamento insolente à autoridade do Quarto Poder eles jamais tolerarão!

3- Ok: Mano é um incompetente que, quando muito, serve apenas para a Série B. Pois, então, que seja demitido amanhã mesmo, claro. 
Mas, e o day after, como é que fica? Tite? Oswaldo?? Abel??? Ou tentaremos repatriar Cuca? Ou melhor: ofereceremos nossa Arena Coxinha ao Cruzeiro em troca do Marcelo Oliveira (risco considerável de humilhação, pois periga ouvir um sonoro não)????

Sinceramente, torço por Tite. Nunca achei que, um dia, torceria pelo mal - mesmo que efêmero, transitório - do Corinthians, mas desconstruir a imagem de Adenor Leonardo Bacchi tornou-se imperativo para que, um dia, voltemos a ter paz. 
E eu tenho certeza de que, numa eventual terceira passagem, a história de Tite no Corinthians se repetiria como farsa*** (sim, sou marxista). Portanto, não se trata de autofagia, mas de dar um passo atrás visando dois à frente (não, nunca fui leninista). 

Pois que venha; deixemos que ele se enforque diante das crianças, então.

4- Essa pilha toda por conta do New Stadium, esse papo quase histérico de "nossa Meca" e o escambau,  isso tudo já está ultrapassando os limites do ridículo. Perder pontos em casa diante de uma Chapecoense da vida não é mais um "vexame" pelos motivos óbvios, mas por ser um resultado que macula o gramado de "nossa Meca". 
É como se nunca tivéssemos perdido pontos bestas no Pacaembu, na Fazendinha, na Ponte Grande ou no Campo do Lenheiro. Ou pior ainda: é como se os pontos perdidos naqueles palcos tivessem menor valor.

5- Antes jamais tivéssemos ganhado essa porra de Libertadores.

6- Viva Malcom!!


[***] Repensando: como tragédia; farsa talvez tenha sido sua segunda passagem.